quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Primeiros passos

   Faz muito tempo que não escrevo, por uma série de motivos, entre eles a incerteza sobre o que escrever. Estou num momento com o Leandro de muitas dúvidas e questionamentos, e poucas certezas, então tenho preferido não escrever a escrever sobre coisas que parecem mais ou menos certas no momento, e podem mudar completamente num futuro breve. Por uma questão de coerência (e também falta de tempo), tenho me abstido de publicar os conceitos novos que estou formando para que mais tarde não acabe postando conceitos contraditórios. Estou “me formando” primeiro para então dizer o que penso, mas espero voltar em breve!

   No entanto hoje é um dia tão especial que precisava escrever! Hoje meu pitico deu seus primeiros passinhos. Foi tão gostoso e tão interessante viver esse momento com ele. Ele fez 1 aninho há duas semanas e meia atrás, e honestamente sempre achei que andaria muito antes do primeiro aniversário, mas filhos são surpreendentes, eles fazem as coisas no tempo que tem que fazer e não no tempo que achamos que eles farão (isso é uma lição e tanto para uma mãe ansiosa! Kkk). Nas últimas semanas senti sentimentos contraditórios em relação a isso. Por um lado, queria muito que ele andasse logo e se desenvolvesse porque esse marco de desenvolvimento o leva a uma independência muito maior! Por outro, justamente essa independência toda me assustou. A sensação que tive é que a partir do momento que ele andasse, ele deixaria de ser o bebê da mamãe, e passaria a ser o menininho da mamãe. Bobeira, né? Mas foi o que senti, que perderia o bebezinho nele para dar lugar a um menininho (muito lindo, por sinal) dentro dele. Eu cheguei a sonhar com isso (meu inconsciente gritando algumas coisas que o consciente não queria enxergar?), que estava segurando o desenvolvimento dele porque algo seria perdido com isso. E o mais interessante é que a hora que “liberei-o” dentro de mim, em pouco tempo deu seus passinhos. Acredito que até pelo fato de que pude passar mais confiança à ele, para que ele se sentisse seguro. De fato, os primeiros passos são dados quando a dinâmica confiança e autoconfiança acontece bem. A confiança que transmitimos que é bom isso que está por vir, que ele pode confiar que iremos segurá-lo se tiver risco de cair, que ele pode confiar em si mesmo porque já é capaz de fazer isso sozinho. É linda demais essa dinâmica, e quando ele finalmente consegue, e expressa alegria nisso, como foi com o Leandro, vemos o quanto ele sente que confiamos nele, que o amamos e que pode confiar em nós em situações de desafios porque não o colocaremos em situações que não sejam boas para ele. Não é muito lindo isso? Tem como não ficar emocionada com isso?

   Hoje ele andou. Há muitos passos para andar, por caminhos que nem sempre poderei guia-lo ou estar a sua frente para garantir que ficará seguro em todo o percurso. Os que puder, e for saudável para nós dois, quero estar, mas aqueles que são só dele quero aprender a confiar que ficará bem e respeitar que o caminho dele é só dele, e que como mãezinha dele posso (e devo!) orar para que todos os seus passos sejam guiados pelo melhor guia que ele poderá ter na vida, que nunca o colocará em “frias” e mesmo quando ele se colocar nelas (sim, porque ele vai, como todo mundo), Ele é poderoso para sustenta-lo e garantir que saia de lá com as lições certas aprendidas, mas acima de tudo, que Ele é lugar seguro para sempre voltar.


“Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele”.
Provérbios 22:6

terça-feira, 8 de outubro de 2013

As Cinco Linguagens do Amor

   O Leandro completa um aninho no próximo mês (já!), e quanto mais ele cresce mais percebo o quanto a tarefa da maternidade é complexa. Assim como nos games, a cada nível você possui novos desafios, mas também mais instrumentos para vencer. Os novos desafios não são necessariamente mais difíceis do que os anteriores. Algumas vezes são só diferentes, mas sempre exigem um pouco mais dos pais. E volta e meia me pego pensando se nos “níveis anteriores” cumpri com tudo o que o Leandro precisava, se ganhei com pontuação máxima, ou se passei sem muitos bônus. Om nossos filhos, diferente dos games, que nos mostram no final de cada fase como nos saímos, não teremos como saber. Talvez quando o jogo já estiver em níveis mais avançados possamos vislumbrar o que foi construído com alegria (essa é nossa esperança, não é mesmo? Rs), mas isso pode demorar e se o que plantamos não foi suficiente, não há como resetar o jogo e começar tudo de novo. Então, na minha opinião é melhor tentar jogar o jogo da criação dos nossos filhos tentando atingir o máximo de pontos possível!
   Pensando nisso, tenho me lembrado com frequência de uma excelente literatura chamada “As cinco linguagens do amor”, de Gary Chapman, que fala sobre como demonstrar amor à outras pessoas de forma que elas se sintam amadas. O que o autor sugere que só conseguimos fazer com que outras pessoas se sintam amadas por nós quando falamos na linguagem de amor delas, assim como só nos sentimos amados quando falam na nossa linguagem. Ao tentarmos demonstrar amor à alguém falando numa linguagem diferente é exatamente como um americano tentando se comunicar com um japonês, ou um brasileiro com um russo. Embora estejam se comunicando, a mensagem não atingirá o ouvinte. Segundo Chapman, todos temos um Banco do amor que precisa estar sempre cheio. O banco de amor é uma espécie de tanque que armazenamos as porções de amor que recebemos de pessoas importantes para nós, como nossos pais ou cônjuges. Conforme a vida e as situações necessitam, fazemos retiradas dessas reservas, fazendo com que precisem frequentemente de reabastecimento.  
   Para encher o tanque, existem 5 tipos linguagens de amor: Palavra de Afirmação, Toque Físico, Presentes, Tempo de Qualidade e Atos de Serviço. Resumidamente (resumida mesmo, mas te incentivo a ler o livro), Palavra de afirmação são frases que usamos para afirmar outra pessoas, falando sobre o quanto são importantes para nós ou ressaltando suas qualidades; Toque Físico diz respeito a todo toque saudável, carinhos, beijos, abraços, massagens, etc; Presentes podem ser tanto presentes caros quanto presentinhos que damos sem motivo, por exemplo um bombom no fim do dia, um cartão inesperado ou um algo que faz lembrar a pessoa. O Tempo de qualidade acontece em momentos que passamos junto a pessoa que desejamos demonstrar afeição fazendo algo que seja prazeroso para ela. O tempo que passamos, por exemplo, em frente a TV não conta, já que, embora estejamos juntos, não estamos em relacionamento. Por fim, Atos de serviço é tudo aquilo que fazemos para alguém, por exemplo, um bolo, uma comidinha, uma tarefa que a pessoa não gosta de fazer e fazemos por ela, lavar o carro, enfim, diz respeito à serviços que prestamos por amor.
   Ao longo da vida nos tornamos mais sensíveis a uma ou duas dessas linguagens, então quando alguém fala na nossa língua, conseguimos entender com exatidão e nos sentimos amados. Com nossos pequenos funciona da mesma maneira. É claro que é bem difícil saber qual é a linguagem que melhor cumpre o papel de fazê-los se sentirem amados, já que são tão ticos e nem eles mesmo o sabem, então penso que devemos nos esforçar para falar intensamente em todas as linguagens até que percebamos qual é a que mais os toca. O que achei fantástico é que, sem querer, quando nascem, já fazemos isso! Na linguagem de Persentes, falamos ao preparar todo o enxoval com carinho procurando providenciar tudo o que eles precisam para chegarem ao mundo da forma mais confortável que podemos oferecer. Além disso, são inúmeros os presentes que ganham tanto nos chás quanto nas visitas que recebemos logo que nascem. Toque Físico é o que mais fazemos! Acolhemos, acalentamos, ninamos, damos banho, fazemos massagem e enchemos de carinho! E achamos uma delícia fazer isso! Da mesma forma, Atos de serviço fazemos naturalmente – amamentamos, trocamos fralda,  banhamos, preparamos mamadeira, limpamos o quartinho, e tantas outras coisas, sem que seja um peso. Fazemos com alegria! Palavras de afirmação saem da nossa boca para os nossos pequenos, mesmo sem percebermos. Não cansamos de dizer o quanto os amamos, o quanto são bem vindo, o quanto desejamos que Deus os abençoe, o quando o achamos cheirosos, gostosos, lindos, fofinhos, espertos, amados, e tantos outros adjetivos que surgem ao longo do amadurecimento deles. Por fim, Tempo de Qualidade, que acaba sendo tudo isso junto! O quanto é gostoso passar tempo com eles, dando toque, afirmação, fazendo coisas que precisam e gostam, enfim, os amando. Passamos tempo estimulando-os, brincando de tudo o que percebemos que já acompanham, investimos em brinquedos e jogos e quando gostam fazemos a mesma brincadeira 9 milhões de vezes!

  Com o tempo, na medida que eles se tornam mais independentes de nós, falar na linguagem de amor deles vai deixando de ser natural, de acontecer espontaneamente já que muitas coisas conseguem (e precisam!) fazer sozinhos. Nos tornamos menos “necessárias”, e pode acontecer de simplesmente deixarmos de demonstrar intensamente amor em todas as linguagens. Percebo que nesse momento precisamos tornar isso intencional, ou seja, não mais fazer porque não são capazes de sobreviver sem nossa ajuda, mas apenas porque os amamos e queremos que sintam isso. É fato que as inúmeras tarefas consomem nosso tempo e disposição, mas acredito que volta e meia precisamos nos lembrar o que é prioridade e investir nisso. É mais importante manter a casa completamente em ordem ou ter um tempinho a mais para brincar com nossos piticos? É mais importante fazer horas extras na empresa (para quem trabalha) ou garantir que nossos filhos terão um bom tempo conosco e se sentirão amados? Eu não sei qual é a sua realidade, não sei o que rouba seu tempo e disposição, mas sei o que é na minha e sei no que preciso vigiar. Então fica a dica, será que tem algo que rouba seu tempo e você não está percebendo? Watch out!

sábado, 14 de setembro de 2013

Desfrutar – uma capacidade necessária à maternidade

   Quando decidi engravidar, e durante a gravidez, sabia que a experiência de ser mãe traria mudanças à minha vida, já que era uma super novidade. Ainda mais para mim, que nunca tinha trocado uma fralda! (pasmem, nunca mesmo, aprendi na maternidade, com a enfermeira, trocando a do meu filho! Posso dizer que nunca troquei uma fralda que não fosse do Lelê, rs por enquanto!), mas não tinha ideia do quanto mudaria!
   Há umas semanas atrás estava fazendo o Leandro dormir, e me dei conta de uma das grandes mudanças que ocorreram em mim. Eu nunca fui uma mulher muito delicadinha, princesinha do papai. Na minha casa, meu irmão e eu fomos criados da mesma maneira. Que me lembre, durante toda a infância eu nunca fui favorecida ou preterida pelo fato de ser menina. Talvez meu irmão se lembre disso diferente de mim, mas a forma como eu senti foi essa. Não existia “tarefa de menino” ou “tarefa de menina”, ele ajudava a arrumar a cozinha, quando precisava e eu ajudava nas pequenas manutenções da casa quando meu pai solicitava. Honestamente, acho muito bom porque aprendi coisas como trocar pneu, usar a furadeira e lavar carro, que me ajudaram mais tarde. Sou muito grata aos pais por isso. Eles me ensinaram a me viram quando precisasse. Está certo que depois que casei foi abandonando todas essas tarefas, mas eu (acho que) ainda me lembro como realiza-las numa situação de emergência. Enfim, concluindo, essa coisa bem feminina, bem moça, delicada, que gostava de brincar de bonecas, etc, nunca foi a minha. (Acho que é por isso que nunca tinha trocado fralda, quem seria a doida que me deixaria fazer isso! Rs). Sou muito mais pragmática e objetiva. Gosto de dados realistas e pouco românticos. No entanto, com a chegada do Leandro, e todos os sentimentos, desafios, vitórias e aprendizados que vieram com ele, sentimentos mais delicados, doces e leves despertaram e pude olhar para mim de forma diferente e gostar muito do que vi.
   Ainda que eu fosse uma mulher mais racional e menos emocional, a maternidade tocou as minhas emoções de forma delicada e me deu a oportunidade de abrir um novo olhar para o mundo e as coisas ao meu redor, e encara-las levando em consideração outros pontos e valores que até então não eram tão importantes. E isso me trouxe uma capacidade que sempre me faltou: de desfrutar o momento sem a preocupação com o futuro ou afazeres. O tempo com nossos filhos é tão curto, eles crescem tão rápido, aprendem e mudam da noite para o dia, que se não desfrutamos aquele segundo com eles, nunca mais faremos porque eles já serão diferentes amanhã, e nós também.  Essa capacidade de viver a cada dia é maravilhosa! É a capacidade de se entregar ao momento, deixando de lado o que pode ser deixado de lado (o que é muita coisa! Muita coisa pode ser deixada de lado!). Isso me ajuda a descansar e deixar as preocupações e o amanhã com quem eles pertencem – Deus.
   Com nossos filhos, precisamos nos oferecer inteiras, e essas preocupações e ansiedades nos tomam de tal forma que roubam parte das nossas energias e entusiasmo pela vida. Deixamos de nos entregar completas ao relacionamento com eles, e eles sentirão a falta da mamãe, ainda que ela esteja presente em corpo. Muito além dos braços, peito e colo da mamãe, sinto que os filhos precisam da alma e do coração dela. Eles se enxergaram primeiro através da mãe e do pai, para então conseguirem se ver sozinhos, independentes. Se não tiverem o auxílio dos pais (o alter ego, para os psicanalistas de plantão, rs), poderão ter prejuízo no “processo de fabricação”. O modelo pode sair diferente do planejado e talvez não haja conserto. Portanto, hoje é o momento de deixar tudo de lado e pegar seu filhote gostoso no colo de forma que ele sinta que o seu abraço é um abraço de corpo e alma, que você está completamente disponível à ele, e que ele não precisará dividir sua atenção com mais nada. Você é todinha dele, e assim ele recebe seu amor incondicional por ele!


   Que o Deus da graça nos ajuda a nos entregarmos todos os dias aos nossos filhos!


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Os (muitos) benefícios da amamentação

 
 O momento da amamentação foi um grande desafio para mim. Fpoi uma das poucas coisas que não li muito a respeito antes do Leandro nascer por achar que as coisas aconteceriam naturalmente. Cai do cavalo! Rs Para a minha sorte a maternidade que fui atendida estava muito bem preparada para me auxiliar nas minha dificuldades, e sou muito grata a eles pois acho que se não tivesse sido tão bem amparada, mesmo transbordando de leite, não teria conseguido amamentar. Fica o meu agradecimento ao Hospital e Maternidade São Luiz Itaim! Muito obrigada!
   As dificuldades que encontrei eram básicas. Eu não sabia como amamentar e meu bebê não sabia mamar. Formávamos uma dupla imbatível. Só que não, rs. Eu não tinha bico, então tive que utilizar uma concha de amamentação, e ele teve que aprender a se encaixar no meu bico esquisito, rs. Uma das coisas mais interessantes que acontecem quando viramos mães é que todo aquele recato e timidez desaparecem quando percebemos que nosso bebê precisa de nós.  No meu caso, morriiiiiiia de vergonha de mostrar meu corpo para quem quer que fosse. As consultas com ginecologista eram cheias de constrangimentos e tensão. No entanto, na maternidade, quando percebia a dificuldade que o Leandro e eu estávamos tendo de alimentá-lo, não tinha dúvidas, chamava qualquer enfermeira que estivesse no andar e pedia que ela encaixasse meu peito na boca dele! Rs Isso mesmo, ela pegava o meu peito e enfiava na boquinha dele, e era raro dar certo de primeira, então ficávamos nós três naquela cena desastrosa até que finalmente sentia o leite saindo. Ufa! Que alivio! Vergonha? NENHUMA! Kkkk o importante era o Leandro ficar saciado.
   Nos primeiros dias amamentava de 3 em 3 horas, as vezes até com mais frequência, então quando acabava uma mamada, já ficava ansiosa pensando na próxima. Mas isso foi por um período curto. Com cerca de 15 dias as coisas já estavam muito mais fáceis, nós dois já havíamos aprendido mais ou menos como funcionava a coisa, a quantidade de leite já estabilizou para o quanto ele mamava, então passei a desfrutar do momento a dois. De fato é uma delícia. O Lelê já está com 9 meses, e ainda mama no peito, bem menos, mas mama, e acho uma delícia as brincadeiras que faz na mamada da tarde (porque nas outras ele normalmente está com muito sono para brincar). Ele mama, depois de um tempo para olha para mim, sorri e faz um estalinho com a língua, volta a mamar, para mais uma vez, faz outra gracinha solta outro sorriso lindo e volta. Acho delicioso esse momento! Se estou dispersa, ele me chama, como quem diz “Ei, esse momento é só nosso, presta a atenção só em mim!”. Gracinha! Rs
   Além desse relacionamento gostoso, a amamentação traz muitos outros benefícios. Descobri que existem muitas e muitas pesquisas nessa área, e a maior parte delas tem o objetivo de descrever os benefícios da amamentação. De tudo o que li, tirei algumas coisas que mais me interessaram, mas se você quiser ler mais, no fim da postagem colocarei as fontes.
Existem benefícios relacionados à mãe, ao bebê e à família.

Para a mãe – esses me chamaram muito a atenção! Alguns são comumente conhecidos, mas outros, que considerei ainda melhores, são pouco divulgados. Vamos lá: 
  • Ajuda na perda daqueles quilinhos que sobram depois do parto. No meu caso, senti muitoooo esse benefício. Perdi 23 kg em cerca de 6 meses! 10 foram no parto, mas o restante foi amamentando o meu tourinho! Rs
  • Contribui para o útero voltar ao tamanho normal, diminuindo o risco de anemia e hemorragia. Nas primeiras mamadas sentimos uma cólica bem chatinha, seguida por sangramento. Isso acontece porque a amamentação faz o útero contrair, ainda que doa um pouco no começo, é uma coisa excelente um pouco mais tarde
  • Reduz o risco de diabetes e doenças cardíacas – as chamadas doenças metabólicas – esse estudo foi publicado pela American Journal of Obstetrics, mesmo em mães que tiveram diabetes gestacional (essa é novidade para mim! Achei fantástico!);
  • Reduz o risco de câncer de mama e de ovário (excelentes também!);
  • Reduz o risco de Osteoporose, assim como fraturas;
  • Diminui o risco de artrite reumatoide;

 Para o bebê –
  • Serve como proteção contra infecções (gastroenterites, doenças respiratórias, infecções urinárias e otite);
  • Reduz o risco de o bebê desenvolver doenças como diabetes e leucemia (achei fantástica essa informação – novidade para mim também!)
  • Diminui a tendência a alergias, tal como asma e dermatite.
  • Se, durante o período que estiver amamentando, a mãe produzir outros anticorpos (tomando uma vacina, tendo contato com algum vírus ou bactéria nova, etc.) eles irão para o bebê através do leite, e ele também ficará protegido.
  • É o alimento mais completo e que melhor atende às necessidades do seu bebê até os 6 meses! Nos primeiros dias recebe o colostro, mais amareladinho, que tem uma função específica – é a única substância capaz de eliminar todos os resíduos de mecônio (o primeiro cocô do bebê) do trato gastrointestinal do bebê, ajudando o intestino a amadurecer e funcionar de maneira eficiente, além de prevenir o aparecimento de alergias, infecções e diarreia, pelo adequado controle e equilíbrio das bactérias que se desenvolvem no seu intestino. É rico em vitamina A, o que ajuda a prevenir infecções e proteger os olhos. O colostro dura cerca de 15 dias, e aos poucos vai se transformando no leite normal. Nos primeiros minutos da mamada (de 3 a 5), o leite tem maior concentração de água, para matar a sede, e o restante tem uma concentração maior de gordura, que irá alimentar e ajuda-lo a ganhar peso! (Fantástico, né?);
  • É o alimento de melhor digestão já que foi “fabricado” para o bebê pelas mãos mais habilidosas que existe – as de Deus! Criança que tomam LA tem mais chance de sentir cólicas já que a base dele é leite de vaca;
  • O exercício de sucção traz muitos benefícios para a saúde do bebê – contribui para dentes bonitos, estimula o desenvolvimento da fala e ajuda a ter uma boa respiração, diminuindo o risco de doenças respiratórias;
  • Reduz o risco de obesidade! (queria ter mamado mais tempo no peito, quem sabe, né? Rs);
  • Previne anemia;
  • Amamentar por mais de 6 meses faz bem à saúde mental da infância à adolescência, segundo estudo coordenado pela Universidade do Oeste da Austrália. Segundo os pesquisadores, substâncias presentes no leite (como a leptina) ajudam a combater o estresse. O contato e o vínculo entre mãe e filho promovido pelo aleitamento também têm um efeito positivo no desenvolvimento psicológico da criança. (Uauuuuuu! Mais um benefício para o resto da vida!);
  • Quando o ômega 3 está presente no leite materno, o que varia de mulher para mulher de acordo com sua alimentação, ele ajuda no desenvolvimento e crescimento dos prematuros nos primeiros meses de vida (atenção mães de prematuros!);
  • Pode ajudar seu filho a ter melhor desempenho nos estudos e aumentar a chance de ele frequentar uma faculdade, segundo uma pesquisa norte-americana. Eles analisaram o desempenho escolar de 126 irmãos de 59 famílias. O resultado sugeriu que aquele que recebeu um mês a mais de leite materno apresentou aumento de 0,019 pontos na média de pontuação no ensino médio e aumento de 0,014 na probabilidade de cursar o ensino superior (Dá para acreditar nisso?);
  • O leite humano é rico em ácidos gordos essenciais, imprescindíveis para o crescimento do cérebro e para a retina, contribuindo para vantagens cognitivas e de visão.
  • Redução de S. Morte Súbita;
  • Menor probabilidade de linfoma, leucemia, doença de Hodgkin;
  • Melhor resposta às vacinas;
  • Quando doente, traz alivio e conforto, ajuda a hidratar e a recuperar mais depressa;

Geral – coisas que beneficiam a todos
  • Conveniência – as mães que usam mamadeira sabem do trabalho que tem quando precisam dá-la nas madrugadas ou quando saem de casa. Ainda mais aquelas que acostumaram a dar a mamadeira quentinha (sim, porque se você ensinar que o leite tem que ser quentinho, seu filho só vai querer assim! Se ensiná-lo a tomar na temperatura ambiente, ficará muito mais fácil para você).  No peito, o leitinho está sempre pronto, na proporção correta e quentinho!
  • Custo – não há! È o alimento mais completo que seu bebê poderá receber até os 6 meses, e você não precisará pagar um centavo por isso. O LA ou fórmulas são, em geral, produtos bem caros. No meu caso, meu filho mamava demais, então, se fosse dar LA estaria falida!
  • Custo 2 – se as crianças e a mãe ficam menos doentes, gasta-se menos com médicos e remédios!

    Fiz uma pesquisinha básica também para saber um pouco sobre o LA – Leite artificial. Ele tem o objetivo de ser um substituto do LM, e para isso utilizam o leite de vaca como base, fazendo muitas alterações para que seja o mais parecido possível. Ele é uma benção enorme para quem tem algum tipo de problema com amamentação, e é ótimo saber que ele existe para emergências, mas infelizmente ele não é completamente igual. O ideal é insistir para dar o peito, por todos os benefícios que citei, e tentar dar pelo tempo recomendado (cerca de 2 anos, pela OMS), mas se não der, que bom que tem LA! Seu pitico vai crescer saudável e fofucho como muitos que conheci!


Fontes - Para saber mais



Leia também
Aleitamento - um tema difícil de falar


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Açúcar, por que não?

   
Há algum tempo fiz uma postagem sobre os motivos para usar pouco sal na comida do neném. Mas e o açúcar? Será que é um mocinho disfarçado de vilão, ou só um vilãozão mesmo? Vamos descobrir juntos?
   Fazendo uma pesquisa descobri coisas bem interessantes.
   A primeira é algo todos nós sabemos - açúcar pode trazer danos aos dentinhos (Eles provocam as famosas cáries e inflamações nas gengivas).
  Outro que achei muito importante é que existe uma pesquisa que comprovou que o excesso de açúcar pode deixar nossos piticos irritados e dispersos. Isso acontece porque ele aumenta a quantidade de adrenalina no sangue, além da insulina. O efeito é agravado em situações que a ingestão de açúcar se dá quando a criança está com o estômago vazio.  Aqui em casa já comprovei isso. Dei açúcar para o Leandro duas ou três vezes, e em pouca quantidade – em sucos azedos – e em todas as vezes ele não só teve mais dificuldade para dormir como na madrugada acordou prontinho para brincar, para o desespero da mamãe sonolenta! Isso aconteceu duas vezes, e nas duas eu jurei pra mim mesma que meu filho nunca mais veria açúcar na vida! Rs
   Voltando ao nosso doce assunto, descobri que o açúcar refinado é considerado uma caloria vazia, ou seja, ela só engorda e não tem função nenhuma no organismo, diferente de outros tipos de açúcar como a lactose, que encontramos no leite, a sacarose e a frutose, encontradas nas frutas. Esses tipos de açúcar são importantíssimos porque geram energia para o organismo funcionar. Não há como viver sem esse tipo de açúcar! Já o refinado seria até bom se nem nós o consumíssemos, mas sendo bem realista, quem consegue viver totalmente sem ele a vida toda?
   Quando o bebê está na fase de experimentar novos sabores, o açúcar é o único deles que ele não precisa experimentar uma vez que o leite que ele mama (LM ou LA) já é doce, então ele já conhece e aprecia muito esse sabor! Aprecia tanto que dá preferência pelos alimentos sólidos mais adocicados, como as frutinhas e a papinhas feitas com abóbora e beterraba, por exemplo. Uma vez que prefere o doce, se damos açúcar, incentivamos esse gosto por ele, o que pode gerar muitos problemas futuramente. O bebê pode, por exemplo, rejeitar os alimentos salgados e dar sempre preferência pelo doce, e com isso ficar muito mal alimentado, podendo ter ao mesmo tempo obesidade e anemia, em casos extremos.
   É claro que estamos falando de uso excessivo de açúcar, e problemas a longo prazo, mas a médio prazo o açúcar pode trazer um problema grande também. É comum que entre 1 e 2 anos o apetite dos piticos diminua pela metade. Eles passam a ser seletivos, rejeitando completamente alguns alimentos. De todos que comem com tranquilidade, escolhem alguns poucos. Se oferecermos açúcar, é bem provável que a maior parte dos alimentos que a criança aceita seja alimentos adoçados, ou seja, antes, numa dieta que comia de tudo a quantidade de açúcar que consumia não era representativa, mas agora deixando de comer muitas coisas, a quantidade que passa a consumir é gigantesca! Essa é uma baita armadilha, não é? Incialmente o açúcar não tirava o balanço da dieta dele, mas mais tarde pode virar o principal fator para acabar com todo o equilíbrio alimentar!
   Se estamos ensinando sabores ao bebê, ao colocar o açúcar mascaramos o sabor real do alimento (por exemplo, banana é uma coisa, banana com açúcar é outra beeeeem diferente). Ele, que não é bobo, é claro que vai sempre pedir o mais docinho e deixar o menos doce de lado, afinal ele já APRENDEU que pode ficar muito mais gostoso com açúcar.  E a palavra APRENDEU está em letras garrafais porque ele foi ensinado a gostar mais desse jeito, e adivinha quem foi a professora dele? Rs

  Longe de mim querer gerar culpa na mamãe (afinal, já temos muita!) mas quero alertar porque acredito que muitas mães, como eu, ficam super tentadas a dar um docinho para os bebês pequeninhos, especialmente aquele bolo de chocolate cheio de cobertura para vê-lo se lambuzar a vontade! E as vezes a pressão das pessoas ao redor só aumentar o nosso sentimento de que estamos sendo rígidas demais (e até maldosas para algumas más línguas!), afinal que diferença faz comer um pouquinho de açúcar? Toda a diferença! Nós é que somos responsáveis pela educação alimentar dos nossos filhos, e não é muito melhor para eles aprenderem do jeito certo do que terem que fazer reeducação alimentar depois de crescidos? Se você já fez dieta na sua vida sabe exatamente do que eu estou falando! Dizem que se conseguirmos segurar sem dar açúcar á eles até os dois aninhos depois eles não sentirão mais falta, e consequentemente terão uma probabilidade muito menor de desenvolver doenças relacionadas ao açúcar, tal como diabetes e obesidade. Você não acha que vale a pena restringir por um pouco de tempo para colher enormes benefícios por toda a vida? 

sexta-feira, 26 de julho de 2013

E essa tal ansiedade?

   Uma das minhas maiores lutas em toda a vida sempre foi a bendita da ansiedade. Eu sou o tipo de pessoa que detesta esperar, seja qual for o motivo. Na verdade, na maior parte das situações eu não espero, eu arrumo outras coisas para fazer no período que deveria estar sentada esperando, pois ficar esperando me causa uma angústia doida. Tenho a sensação que meu peito vai explodir, perco até o fôlego! Rs
   
   Durante gravidez consegui controlar até bem a ansiedade, mas no finalzinho ela ficou bem forte, ainda mais porque na minha cabeça o Leandro iria nascer lá pela 37ª, no máximo 38ª semana. Acho que Deus queria me pôr à prova porque o bichinho só veio na 40ª semana! 40 semanas e 3 longos dias, rs.  Essa minha expectativa atrapalhou completamente a minha capacidade de lidar com o fator tempo. Eu previ uma data e procurei me controlar até aquela data, mas nem passou pela minha cabeça que essa data estaria errada, e que precisaria esperar mais tempo! Louca total porque a minha GO nunca sequer sugeriu que meu filho iria vir antes da hora. Acho que no fundo eu estava ansiosa que criei uma estratégia para conseguir esperar sem surtar, e a minha estratégia era achar que seria mais cedo do que todo mundo estava esperando! Rs Maluquice de tudo! Rs Então a minha primeira dica para quem está esperando é essa – não crie expectativas irreais – quanto mais realista você for, menos sofrerá, e melhor preparada para o que vier você estará. Ainda que você tenha em mente uma série de coisas que gostaria que acontecessem (como a data de nascimento, o tipo de parto, a hora, a forma como as coisas acontecerão e etc) não crie expectativas demais. Lembre-se que a parte mais importante é a vinda do bebê – a forma é segundo plano.  

   Nas últimas semanas antes do nascimento senti algo que li mais tarde que é bem comum. Senti uma vontade (e uma urgência) enorme em deixar a casa completamente limpa e pronta para o meu filhinho. Li que muitas mulheres tem essa mesma reação nas últimas semanas. Por um lado, com a chegada do bebê sabemos que ficaremos por meses completamente ocupadas com ele e por isso não teremos condições (e nem vontade, rs) de nos preocuparmos com aquelas faxinas que fazemos ocasionalmente (limpar o guarda roupa, por exemplo), então é melhor fazermos antes do bebê nascer afinal, só Deus sabe quando teremos chance de fazer de novo. E por outro lado receberemos um convidado muito ilustre e queremos que ele encontre a casa em ordem, não queremos de jeito nenhum que o pozinho que desencanamos de limpar na pressa do dia-a-dia o faça espirrar! Estamos preparando o ninho para a chegada do novo (e muito amado!) morador. Essa faxina me ajudou muito a lidar com a ansiedade porque sentia que estava no processo de preparar tudo para ele, e queria termina-la antes que ele nascesse. Essa é outra dica que quero te dar – Prepare o ninho – isso ajuda a “esquecer”, na medida do possível, que está esperando, esperando, esperando. É claro que você não vai me inventar de subir escadas, ficar abaixando, pegando peso, e todo o resto que você já está careca de saber que não pode fazer! Por favor, não vá se colocar em nenhum risco!

   Eu entrei na licença maternidade muito tempo antes da hora, justamente pela loucura da minha cabeça de achar que o Leandro viria antes do previsto. Fiquei um mês inteiro em casa antes do parto. Isso foi bom porque eu já estava bem cansada, mas foi muito ruim porque tinha muito muito tempo ocioso, o que só fez aumentar a minha expectativa e ansiedade. Todos os dias acordava pensando: “será que vai ser hoje? Será que estou com dilatação? Isso foi uma contração?” – Se estivesse esperado mais para sair de licença, teria sido muito mais fácil. Se você não está trabalhando, vale a pena procurar o que fazer! Rs essa é minha outra dica – Mantenha-se ocupada. Chame os amigos para um bate papo gostoso, faça passeios (próximos e seguros!), vá visitar pessoas que não vê há algum tempo, DURMA MUITO (você vai precisar dessas reservas de energia logo logo), veja bons filmes, leia bons livros, busque informações interessantes na internet, se ainda não fez/encomendou as lembrancinhas da maternidade, faça isso, enfim, ocupe seu tempo de forma prazerosa e saudável. Tenha certeza que esses momentos trarão doces lembranças quando seu tempo estiver escasso!

   Eu já comentei aqui antes a minha percepção de que as pessoas adoram contar uma boa tragédia para uma mulher grávida, sensível e chorosa. Então, Evite pessoas pessimistas e dramáticas. Elas não só não ajudam como atrapalham. Nós já temos as nossas caraminholas, não precisamos que esse povo coloque mais em nossa cabeça! E no final das contas, existe uma probabilidade muito maior de tudo dar certo do que de tudo dar errado, e se ainda assim você for exceção, você só saberá na hora, então porque sofrer por antecipação? Basta a cada dia o seu próprio mal! É quase  certeza que sofrerá à toa!
   
   Por conta de toda a minha neura, deixei a bolsa do meu pequeno arrumada desde sei lá quando, assim como a minha. Estava tão ansiosa que arrumei cedo demais e não é que me faltou um monte de coisas? Levei roupa de menos para ele, e para mim! O que adiantou toda a minha ansiedade e antecipação? NADA! Rs É o velho ditado: O apressado come cru! Comi mal cozido e tive que contar com o help da minha mãe na última hora! Então fica a dica – Faça tudo com calma e no tempo que precisa ser feito. Já que não tem pressa, porque fazer tudo correndo? Não precisa fazer muito antes, mas também não deixe para a última hora e revise quantas vezes achar necessário, só para garantir.

   Por fim, Curta muito a sua barrigona, porque logo menos ela irá sumir, e você sentirá falta dela. Pode parecer esquisito, mas como passamos 9 meses colocando a mão na barriga, conversando com ela, sendo acariciada nela, vira hábito. Lembro-me de várias vezes colocar a mão na barriga e lembrar que não tinha nada lá, e aí olhar para os lados para ver se alguém viu, afinal, que mico, né? Rs Além disso aproveita para ser muito dengada agora porque a hora que o bebê nascer a maior parte dessa enorme atenção que você está recebendo vai para ele. Algumas mães até chegam a sentir um ciumezinho. No meu caso não senti não (confesso que senti falta do dengo, mas só dele), acho que é porque ficava muito satisfeita de ver o amor que as pessoas tinham pelo Leandro e a forma carinhosa com que o tratavam.

   Well, espero que as minhas diquinhas te ajudem a passar com mais tranquilidade pela espera, longa, mas deliciosa do seu pitico. E se nada ajudar, quero te deixar um versículo que sempre me vem à mente quando estou ansiosa –


Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus. Filipenses 4:6-7



segunda-feira, 8 de julho de 2013

Por que não podemos usar sal (ou muito sal) na papinha do bebê?

   O Leandro começou a comer comida com sal no mesmo dia que completou 6 meses. Na consulta anterior a pediatra me orientou a usar bem pouco sal na preparação, mas foram tantas as informações que recebi naquele dia que esqueci de perguntar o motivo. Segui a risca e pronto.
   Recentemente conheci uma criança, quase da mesma idade que o meu filho, que comia arroz e feijão temperados normalmente, como se tempera para um adulto. Achei estranho, e fiquei pensando se não estava sendo neurótica demais. Resolvi então fazer uma pesquisa sobre assunto, e encontrei muitas informações interessantes e achei relevante também para você, mãe zelosa, preocupada e interessada como eu também (palmas para nós, rs – quanta modéstia!).
   Para começo de conversa, precisamos entender que sal é vilão para crianças e adultos.
   O principal motivo para isso é a presença do sódio no sal. O sódio em excesso se torna um terrível vilão, principal causador de uma das doenças mais conhecidas e perigosas da nossa época: a Hipertensão arterial (você sabia que as doenças do coração são as que mais matam no mundo todo? E sabia que a hipertensão é um dos principais contribuintes para isso? Vale a pena ficar esperto!).
   Mas o sódio não é só vilão, ele é o considerado o segundo elemento mais importante para nosso bem estar. Está relacionado ao equilíbrio da água no organismo, ao volume de plasma sanguíneo e auxilia na condução de impulsos nervosos e no controle da contração muscular. Todos esses benefícios são sentidos quando ele é ingerido na quantidade correta. O problema é que todos os alimentos, em maior ou menos grau, já contém sódio, então quando ingerimos muito mais dele em alimentos como o sal, não temos exatamente como mensurar quanto estamos colocando no nosso organismo, e aí é que mora o perigo.
   Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), um adulto deve usar no máximo de 2g (dois envelopezinhos de restaurante) de sal por dia. Para você ter uma ideia , aqui no Brasil usamos cerca de 4,5g ao dia, ou seja, mais que o dobro do recomendado. Esse salzinho a mais contribuiu para que em 10 anos (de 2000 a 2010) a quantidade de hipertensos no Brasil quase dobrasse, colocando as doenças isquêmicas do coração no topo do ranking nacional de doenças que mais matam.
   E o que seu bebezinho tem a ver com isso? TUDO! Em primeiro lugar, a quantidade recomendada para os piticos é menor do que para os adultos – é até 1g ao dia, ou seja, quando você oferece ao seu filhinho a sua comida com 4,5g de sal, está fazendo com que ele coma 4,5x a quantidade que poderia! Isso é absurdamente alto. O problema maior é que nem ele e nem você irão sentir os efeitos disso tão cedo. Eles virão na vida adulta. E a hipertensão uma vez instalada, não vai mais embora, precisa ser controlada para o resto da vida!
   Em segundo lugar, quem ensina o gosto dos alimentos ao bebê são seus pais. Se você der sal em excesso para seu filho desde cedo, ele se acostumará com o gosto salgado e sentirá falta quando a comida estiver mais sem sal. Além disso, como o leite (LM ou LA) tem gosto adocicado, quando introduzimos os outros alimentos, os bebês, em sua maioria, dão preferência ao gosto doce e não ao salgado, ou seja, vão preferir tanto as frutinhas quanto as papinhas mais docinhas. Nós é que preferimos a comida muito bem temperada com bastante sal e sódio e acabamos ensinando que é mais gostoso assim.
   A verdade é que a papinha nem precisaria de sal, poderia ser dada sem sal algum. A quantidade de sódio que a criança precisa já encontra no leite e nos alimentos. Damos o sal para que se acostume com o gosto e não rejeite os alimentos mais tarde (o que é importante!) e por isso não precisa ser em excesso.
   Em terceiro, existem alimentos que já tem a quantidade estourada de sal e devem ser evitados, tal como salgadinhos (será que é por esse motivo o nome? rs), salsicha e outros embutidos, sucos de caixinha, refrigerantes, comida pronta, caldos industrializados e os enlatados (alguns enlatados nem são salgados mas contém uma quantidade enorme de sódio, tal como os legumes em conserva). Lembrando que EVITAR é diferente de NUNCA oferecer. Muito de vez em quando não vai matar ninguém. Só não dá para ser toda semana.
   Em quarto lugar e não menos importante, é que em algum momento seu pitico irá começar a comer a comida que toda a família come (se já não começou), então porque não aproveitar e reduzir o sal da família também? Quando falamos de algum mal que pode chegar aos nossos filhos viramos verdadeiras leoas defendendo a cria dos possíveis predadores, mas esquecemos que um dos piores males que pode acontecer na vida deles é perder um dos pais. Por isso, além de cuidar muito bem da alimentação do seu filhote, cuide da sua também! Você é peça fundamental na vida dele. O sal pode faltar, você não! 

terça-feira, 2 de julho de 2013

O Grande dilema – voltar a trabalhar ou não?


   Desde que me casei, meu marido e eu decidimos que quando tivéssemos filhos eu não trabalharia mais a fim de cuidar pessoalmente da educação deles. A princípio estávamos muito certos dessa ideia, e honestamente achei que me sentiria confortável em ficar em casa ao invés de sair para trabalhar. No entanto, porém, contudo, quando estava com cerca de 3 anos de casada, estava muito cansada por conta de uma série de problemas pessoais (minha sogra e o tio do meu marido tiveram câncer ao mesmo tempo, quase no mesmo lugar, e fizeram todo o tratamento juntos. Meu marido é filho único, então nos dividíamos para atender aos dois nas sessões de quimio, radio e as tantas consultas), então tirei um período “sabático”, ou seja fiquei 6 meses em casa.
   No começo, tudo ótimo, uma delícia poder assistir sessão da tarde todos os dias, não ter horário para acordar e nem para dormir. Mas depois de um tempo essa falta de rotina foi me deixando muito mal, até mesmo deprimida. Acabava usando mal o tempo que tinha, e me sentia preguiçosa para tudo que era necessário fazer. Cheguei à conclusão inevitável: Ainda que admirasse mulheres que gostam de cuidar da casa, do marido e dos filhos, e fazer mais 547 coisas em casa, não era para mim.
   Engravidei 2 anos mais tarde, e a dúvida voltou a pairar. O que faremos? Será que sou capaz de ficar feliz em casa, só cuidando do meu filho e do meu marido, ou será que é mais prudente para todos nós que trabalhe fora para não enlouquecer, rs? Será que me sentiria satisfeita em simplesmente ser mãe e esposa, e não me sentiria frustrada em não ter corrido atrás de uma carreira? Será que sentirei que tenho um lugar no mundo se ficar casa, sem um “trabalho oficial”? Ou será que ficarei em paz de deixar meus filhos a maior parte do tempo com outras pessoas que não eu? Será que não serei tomada pela culpa se o mínimo der errado? Será que conseguirei conciliar família e trabalho?
   Muitos serás para uma cabeça só. Acho que a maior parte das mães se fazem todas essas perguntas quando grávidas ou quando a muito-bem-vinda licença maternidade está para acabar. Well, well, well, após analisarmos com muita cautela, avaliamos muitas questões e é essa discussão que quero propor.
   Então vamos lá. A primeira questão que levantamos é se continuar trabalhando compensaria financeiramente. Quando colocamos na ponta do lápis todos os gastos que teríamos para ficarmos razoavelmente tranquilos que nosso bebê estaria bem assistido e tudo estaria em ordem, além das questões da casa, chegamos a conclusão que o valor que ganharia mal cobriria todas essas despesas. Ou seja, estaria trocando seis por meia dúzia. Mesmo que sobrasse um pouco, essa sobra teria que compensar muito, o que não era o caso.
   Outra despesa que precisei levar em consideração (além de escola ou babá, alimentação fora, alguém para cuidar da casa – especialmente das roupas já que o pouco tempo que resta não iria querer gastar com isso e sim com o Leandro) é a emocional. Qual o tamanho do meu desgaste emocional de imaginar quanta falta estaria fazendo ao meu bebê? Como me sentiria se perdesse suas primeiras palavras, seus primeiros passos, seus primeiros tudo? Eu seria capaz de dar conta do recado sem que a culpa batesse à minha porta á todo instante? Conclui que essa conta era bem alta, e não tinha certeza que conseguiria pagá-la.
   Além das “despesas”, passei a pensar sobre com quem deixaria o bebê. Colocaria numa escolinha, contrataria uma babá ou deixaria com um parente? Deixar com um parente é a medida mais barata, e poderia até compensar na minha primeira conta. No entanto eu tenho certa resistência com isso. Penso nos dois lados da moeda. Por um lado, o parente fica “preso” com um compromisso de extrema responsabilidade, e no meu caso sei que meus parentes que poderiam ser acionados (as vovós) já tem outros compromissos pessoais então sei que seria custoso para elas abrir mão de outras coisas para me atender todos os dias, por no mínimor 8 horas por dia. Por outro lado eu sempre quis criar meus filhos do meu jeito, e deixando-os com outra pessoa não teria como garantir que isso aconteceria, muito pelo contrário, é bem provável que vez ou outra ocorresse alguma coisa oposta ao que eu faria e isso poderia gerar um desgaste familiar bem grande. Não quis correr o risco. Preferi deixar as vovós só com o papel de vovós mesmo, ao seja, dar uma leve estragadinha na criança (as vezes nem tão leve assim, rs).
   Bom, com os parentes riscados das possibilidades, sobrariam uma babá ou escola. Seria muito bom ter alguém de confiança para ajudar e o bebê poder ficar na casa dele, com as coisinhas dele para brincar, com horários mais flexíveis, respeitando o seu ritmo, mas babá virou artigo de luxo, tanto quanto emprega doméstica. Tentei encontrar uma boa faxineira desde que casei e das inúmeras que passaram por aqui confiei somente em 2, que infelizmente me deixaram. Se para contratar alguém para fazer faxina já é um parto, imagina então como seria contratar alguém para cuidar do meu bem mais precioso? Cairia de novo na questão de que meu filho sofreria mais influência de outra pessoa (e consequentemente outro tipo de educação) do que de mim.
   Hum, as opções estão se esgotando. Só sobrou escola. Para trabalhar fora teria que deixa-lo o dia todo na escola, ou seja, pelo menos as 8 horas que eu estivesse no trabalho. Eu fico com dó, você não? Pensava na cena de deixa-lo na porta da escola dentro do bebê conforto, com todo aquele tamanhinho, e já cortava meu coração. E nos dias de frio ou quando estivesse mais carentezinho? Jesus amado, quem aguenta? Acho que choraria todos os dias até desidratar. Considero verdadeiras guerreiras as mulheres que precisam passar por isso e conseguem. Vocês tem a minha admiração, respeito e compaixão, porque imagino que não deve ser nada fácil viver esse momento quase todos os dias. Que Deus abençoe o esforço e dedicação de vocês!
   Vendo tudo isso, talvez uma possibilidade seria fazer meio a meio – deixar na escola meio período e deixar com alguém o restante do tempo. Acho que muitas mães optam por essa e entendo o motivo, acho que de todas talvez seja a mais funcional, já que não é tempo demais em nenhum dos momentos.
   Por fim pensei algo que considero muito relevante: É necessário que eu passe por isso? Acho que tem muitas situações sofridas que não temos opção, temos que passar por elas, mas existem algumas que há meios de nos esquivarmos, fazendo alguns ajustes. No meu caso chegamos à conclusão que não, que não era necessário passar por isso. Poderíamos ajustar as nossas finanças a uma realidade mais justa, mas menos sofrida. Abrindo mão de algumas coisas, era possível que nos mantivéssemos pelo menos até o primeiro ano do Leandro. Então parecia um bom plano.
   Sobrou um ponto muito importante que também rondava minha mente: Será que não me sentirei diminuída de alguma forma por não trabalhar fora? Será que me sentirei improdutiva ou ociosa?
   Hoje o Leandro completa 8 meses, e posso dizer com toda a convicção do mundo que trabalho muito mais em casa do que quando trabalhava fora. Tempo ocioso é um luxo que desfruto muito pouco (as vezes até gostaria, confesso!), e me sinto muito produtiva! O meu trabalho tem reflexo direto no desenvolvimento do meu filho, que tem sido perfeito! Corujisses à parte, o Lelê vai muito bem, obrigada! Ele é lindo, esperto, inteligente, simpático, sorridente, carinhoso... uma delícia completa eu diria! Não tenho como saber se seria todas essas coisas se não estivesse com ele, mas sei com toda a certeza que eu não desfrutaria com tanta intensidade tudo que desfruto hoje. Se é melhor ou não para os bebês não temos como prever (muitos acham que sim, alguns acham que não), mas como mãe posso dizer que é muito melhor para mim ver meu pitico crescendo e ganhando habilidades em primeira mão do que qualquer outro resultado que poderia ter em qualquer atividade profissional que tivesse. Em qualquer empresa eu sou absolutamente substituível (as vezes para a empresa a substituição pode até representar um grande avanço!) mas dentro da minha casa, na vida do meu filho e marido eu sou insubstituível, então quanto mais de mim, melhor! Rs
   Acredito que futuramente queira voltar ao mercado de trabalho porque gosto de trabalhar fora e acho que com filhos maiores faz bem para todo mundo, especialmente quando vão se tornando mais independentes da mamãe. Essa pausa que estou dando não significa um “trabalhar é para os fracos”, significa “estou trabalhando em outros projetos no momento”, pois estou trabalhando intensamente em algo está alimentando muito a minha alma e tem repercussões permanentes e eternas: minha família.
  Para mim essa solução atendeu-me muito bem, e o que quero com toda essa análise não é de forma alguma constranger ou criticar as mães que optam por trabalhar fora. O que quero é, como disse na abertura do blog, gerar discussões e dúvidas para que façamos escolhas pensadas e conscientes, ou seja, quero pensar e te fazer pensar no que é melhor hoje. Suas conclusões podem ser diferentes das minhas, mas se te fiz parar para pensar sobre tudo isso, atingi meu objetivo.  

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Tipos de parto


   Parto. Está aí uma coisa que tinha muito medo quando estava grávida. Fiquei imensamente feliz em saber que estava grávida, mas quando pensava que o bebê teria que sair (e sairia depois de grande!) me dava um medinho (inho não, ÃO, com letras garrafais). Honestamente, sempre que alguém começava a me questionar muito sobre o assunto ou me contar alguma história de parto normal (claro, sempre tragédia, porque as pessoas adoram contar um bom drama para uma mulher grávida), eu mudava de assunto. Fugia bonito. Tem coisas que é melhor evitar, principalmente histórias tristes. Mas aprendi na faculdade que quando não se sabe muito bem sobre alguma coisa, há um grande espaço para fantasia, então se quiser lidar com algo é melhor saber ao certo do que se trata e como funciona, para não ter surpresas indesejáveis.
   Existem muitos tipos de parto, mas quero colocar agora os mais usados hoje em dia. A ordem que escolhi é de acordo com a quantidade de intervenção que é feita.

              Parto natural – A principal característica do parto natural é a falta de intervenções e lacerações. O parto é feito exatamente como foi concebido para ser, ou seja, no tempo que o bebê quiser nascer e sem uso de nenhum tipo de anestésico ou medicamento que acelere o processo. Pode ser realizado por médico, em ambiente hospitalar, por enfermeiras em casas de parto ou por parteiras na casa da futura mamãe. Em alguns casos só cortam o cordão umbilical depois que o bebê fica um tempo no colo da mãe, e com isso o bebê continua recebendo sangue e oxigênio por ele até que o cordão pare de pulsar e o bebê faça a transição para respirar sozinho pelos seus pulmões com mais tranquilidade, e sem necessidade do choro característico dos outros tipos de parto. Esse tipo de parto só é indicado para casos de baixo risco. Dentro do parto natural existem outras modalidades:
a.       Parto em casa – Algumas mulheres não se sentem confortáveis com o ambiente hospitalar e preferem que o parto ocorra longe das mesas de cirurgia e em sua própria casa, num ambiente familiar. Recentemente as enfermeiras foram impedidas de realizar parto dessa maneira, nesse caso somente parteiras podem fazê-lo. Segundo alguns médicos esse tipo de parto pode ser arriscado pois nem sempre durante o pré-natal é possível identificar se o trabalho de parto ocorrerá de forma tranquila e se haverá alguma situação grave no ato do nascimento. Embora as complicações ocorram apenas nas minorias, se acontecer talvez não haja tempo hábil para a busca de uma assistência médica especializada.
b.      Parto na água ou na banheira – Utiliza-se uma banheira com água morna (temperatura corporal – 37º C) para amenizar a dor das contrações por aumentar a irrigação sanguínea, relaxar o colo facilitando a passagem do bebê e tornar a saída menos traumática para ele, já que a temperatura é a mesma de dentro do útero. Não é recomendado em trabalho de parto prematuro, presença de mecônio, sofrimento fetal, mulheres com sangramento excessivo, diabetes, HIV positivo, Hepatite-B, Herpes Genital ativo, bebês com mais de 4 Kg ou que precisem de monitoramento contínuo. Alguns hospitais possuem salas de parto humanizado que tem a banheira para esse tipo de parto.
c.       Parto de cócoras – A diferença está na posição que a mãe terá o bebê. Ela se coloca de cócoras, o que faz com que o parto seja muito mais rápido já que a gravidade contribui para a saída do bebê. Além disso, para o bebê pode ser mais saudável já que não há mais a compressão de importantes vasos sanguíneos que acontece com a mulher deitada de costas. Só pode ser realizado em mães com gestação saudável, sem problemas de pressão sanguínea e se o bebê estiver encaixadinho para nascer (com a cabeça para baixo), e as principais vantagens são a participação do companheiro, a liberdade de movimentos dada à mulher no momento do nascimento da criança e a recuperação imediata.

      Parto Humanizado – Muitas pessoas chamam o parto natural de parto humanizado, mas não se trata da mesma coisa. A principal característica do parto humanizado é o incentivo a via vaginal (parto normal) da melhor forma que ele pode ocorrer, de acordo com a necessidade, ou seja, contará com tudo que a medicina e a tecnologia podem providenciar, tal como inibição de dor por anestesia, administração de substâncias que aumentam a contração uterina e infraestrutura completa de enfermagem, se for necessário. Nos hospitais, o parto humanizado pode contar com uma sala especial que estimula um nascimento mais tranquilo (é fato que sala de cirurgia assusta qualquer um!), com luz baixa, sofá, banheira, sem tubulações e aparelhos à vista, tudo fica guardado justamente para que possa ser utilizado num momento certo sem que dê a sensação de estar passando por uma cirurgia do coração por exemplo. A localização dessas salas normalmente é ao lado da sala cirúrgica do hospital caso seja necessário optar pela cesariana.   

      Parto Normal – É o parto vaginal que ocorre com auxílio da medicina. Realizado na maternidade, pode contar com o uso de medicamentos para acelerar o trabalho de parto, tal como a Ocitocina que acelera as contrações, pode haver episiotomia (corte entre a vagina e o ânus para aumentar a passagem evitando que aconteça um rasgamento irregular – ui!) ou analgesia. O parto dura entre 10 e 12 horas, e a anestesia (peridural, normalmente) só pode ser dada quando há dilatação superior á 4 dedos e contrações mais fortes, já que ela pode inibir as contrações e desacelerar o parto se for dada antes da hora. Quando o colo do útero estiver dilatado por completo e as contrações tornarem-se muito fortes, as paredes do útero farão pressão sobre o bebê e, em conjunto com o esforço da mãe, impulsionarão a criança para fora. Depois o útero contrai novamente para expulsar a placenta. A diferença para o natural é que ocorrem intervenções.

     Parto Cesário – Nele, o parto pode ser agendado com antecedência e dura entre uma e uma hora e meia. Com a anestesia peridural ou raquidiana (em alguns casos, a geral é necessária), a mamãe não sentirá nenhuma dor ao mesmo tempo que ficará acordada no parto todo. É colocada uma tela na região do seu tórax para melhor assepsia e a mamãe não acompanha o parto, mas o companheiro poderá acompanhar todo o procedimento. O médico corta sete camadas até chegar ao útero por uma incisão de 10 centímetros feita acima dos pêlos púbicos. Ao alcançar o bebê, o médico irá tirá-lo suavemente. A equipe removerá a placenta e a examinará e o corte será fechado com pontos. Hoje em dia usam pontos de plástica para que a cicatriz fique mais imperceptível. Demora cerca de 20 dias para recuperação, mas em 3 poderá voltar para casa.

         Parto Fórceps – No parto vaginal, em casos de emergência ou sofrimento do bebê, o médico pode utilizar o fórceps, um instrumento cirúrgico parecido com uma colher que é colocado no canal genital da mulher, ajustando-se nos lados da cabeça do bebê para ajudar o obstetra a puxá-lo para fora. Só é utilizado quando o parto já está no final poupando desgastes da mãe e do bebê.

   Tem um outro tipo de profissional que tem se tornado mais frequente na hora do parto. São as chamadas Doulas. Elas são acompanhantes de parto que tem a função de oferecer suporte afetivo, físico, emocional e de conhecimento para as mamães. Elas são uma espécie de intermediárias entre a equipe técnica e os pais da criança, facilitando a linguagem entre eles – ela traduz aqueles termos técnicos que não fazemos ideia do que querem dizer – massageiam a mãe, ajudam nas posições e técnicas de respiração, além de formas de amenizar dores – banhos, massagens e relaxamento. Esse profissional precisa ser contratado, e pode ajudar inclusive na gestação com ajuda especificas como a escolha do parto, o local e técnicas que podem contribuir na hora H.
   Alguns dados que acho importante saber antes de decidir – o parto vaginal (normal e natural) possui muitos benefícios tanto para a mãe quanto para o bebê –
·         A passagem pelo canal vaginal fortalece o sistema imunológico do bebê;
·         A pressão no bebê ajuda a eliminar o excesso de líquido no pulmão;
·         Acelera a descida do leite – o organismo da mulher libera os hormônios ocitocina e prolactina durante o trabalho de parto, responsáveis pela produção de leite – na Cesária pode demorar um pouco mais.
·         Rápida recuperação da mamãe – em cerca de 48 horas depois do parto já pode ir para casa. Se houver corte, em uma semana estará recuperada. Na cesária, demora-se um pouco mais.

   Por outro lado, a cesárea não é nenhum bicho de 7 cabeças. Quando estava grávida, decidi que seria parto normal, e esperei até o final da gestação, mas meu filho era grande demais e não encaixou, e acabei tendo que fazer uma cesariana. Fiquei um pouco tensa, mas depois do parto, honestamente, não sofri nenhum dos males tão falados contra ela. O meu leite desceu logo depois do parto, e jorrou, sem problema algum. Me recuperei muito bem – no dia seguinte já tomei banho sozinha! – não tive nenhuma intercorrência, meu filho é perfeitamente saudável, nunca ficou doente (só um resfriadinho uma única vez), não sinto nenhuma dor na região, não tive dores para ter relações sexuais e minha cicatriz ficou até bonitinho (na medida que dá para ser bonitinha). Enfim, eu não tenho o que falar mal sobre cesária. De fato entrar em uma sala cirúrgica foi um pouco assustador, mas confiei completamente na minha GO e na sua equipe, o que me tranquilizou e me ajudou a viver o momento com a intensidade que tinha que ser vivido.  Da minha parte, entendo que o que é preciso levar em consideração na hora de escolher é o que é melhor para a mamãe e o bebê. É sabido que no Brasil a maior parte dos partos cesáreos poderiam ser evitados, e podem colocar em risco a vida do bebê e da mãe por se tratarem de uma cirurgia como qualquer outra. Por outro lado, não se deve correr riscos desnecessários, então uma vez que há qualquer tipo de problema de saúde (para a mãe ou bebê) não é prudente escolher partos que não contem com toda assistência especializada. Outro fator que temos que levar em consideração é o sonho da mãe. Existem mães que sonham com um parto mais natural possível. De uma forma ou de outra, esse é um momento único, e deve ser tratado com todo cuidado para que a forma não faça com que a mágica do momento seja estragada. Fique atenta!



sexta-feira, 21 de junho de 2013

Livro do bebê


   Adoro registrar cada momento da vida do Leandro. Tenho muitos vídeos e fotos que mostram como ele passou por cada fase da vidinha dele.  Mas quando olho as fotos ainda ficou com a sensação de que não registrei o suficiente, que queria registrar ainda mais. É aquela velha sensação de ter perdido algo importante, de não querer me esquecer de absolutamente nada do que aconteceu e como foi cada dia da vida dele. Acho que mesmo que o fotografasse todos os dias ainda sentiria falta de alguma coisa.

   Tenho também um desejo muito grande de que ele tenha acesso a toda a infância dele. É tão gostoso quando fazemos um momento naftalina na casa dos meus pais e olhamos as fotos antigas e tentamos lembrar as histórias de cada foto, o que fazíamos, as frases inocentes de criança e as “artes”.  Essas recordações aquecem o coração e me trazem um sentimento tão gostoso de pertencer, de ter história e me fazem rir e me sentir amada. Quero muito que o Lele tenha isso também, que possa saber sobre sua história, sobre seu passado, sobre como nos sentimos quando soubemos da vinda dele e ao longo do seu desenvolvimento. Pensando nisso, na última semana de gravidez compramos um livro muito especial que registra as partes mais importantes dos primeiros 5 anos do bebê.

   Existem vários tipos, mas o que mais gostei e comprei foi o da Rachel Hale “Minha vida de bebê – Registro de 5 anos”. Nele você consegue colocar muitas informações legais, tal como a primeira aparência do bebê – peso, altura e cor do cabelo – e ainda tem um envelopinho para guardar uma mechinha do cabelo dele. Nas outras páginas tem lugar para colocar o que estava acontecendo no mundo no dia do nascimento (a música mais tocada, os líderes mundiais, o preço do pãozinho francês e do leite, etc), e depois registros especiais sobre o próprio bebê – momento que chegou em casa, como os pais se sentiram quando nasceu, mensagem dos pais para o bebê, primeiro feriado em família, árvore genealógica, as coisas que gosta – brinquedos, comidas, músicas - coisas que deixam feliz e triste, as datas importantes – que sentou, engatinhou, andou e falou – primeiras palavras, enfim, de tudo um pouquinho. Ainda tem uma reguinha para ir marcando o crescimento do bebê. Tem muitos espaços para colocar fotos de cada um desses momentos e muitos outros. Eu gosto muito porque registro aquilo que é mais importante e é gostoso de recordar mais tarde.

   Além do livro, de vez em quando escrevo cartinhas para o Lele que conto um pouco sobre o que estamos vivendo no momento e sobre como o papai e eu nos sentimos. O que quero com isso é que, daqui a alguns anos, ele leia e perceba que o amamos e que foi muito desejado por nós. Quero que veja o quanto nos divertimos com suas gracinhas e o quanto nos sentimos privilegiados com sua vinda e por podermos acompanhar cada detalhe do seu desenvolvimento. Sei que como todo mundo, algum momento ele poderá questionar-se do quanto é amado, e quero que tenha, além de nós, algum lugar que possa olhar e sentir um pouquinho do amor que sentimos por ele desde sempre, percebendo que pertence á um ninho para onde sempre poderá voltar. Quero que se sinta afirmado e que tenha raízes frondosas porque acredito que quanto maior o tamanho da raiz, maior o alcance dos galhos, e lhe desejo galhos que alcancem o mundo. 






quarta-feira, 19 de junho de 2013

Bolsa do bebê


   
Um dos itens que mais me preocupei quando estava fazendo meu enxoval foi com a bolsa do bebê. Quis uma cor neutra, já que na verdade a bolsa é muito mais da mamãe do que do neném. Comprei um jogo que vinham duas bolsas, uma menor e uma maior, forrada com um plástico para eventuais derramamentos de mamadeira ou papinha, ou mesmo uma roupa molhada. Mas nunca pensei muito sobre o que colocar na bolsa. Na verdade, a única coisa que me lembrei que colocaria seria fraldas e mamadeiras. Se tivesse levado em consideração mais alguns itens, teria comprado uma bolsa um pouco diferente da que comprei.  Depois que o Leandro nasceu é que percebi outras coisas importantes. Para que você, mamãe grávida, não passe pelo mesmo que eu (pode ser que cometa outros erros, mas espero que com esse post os meus você não cometa, rs), resolver fazer umas postagem sobre isso: A BOLSA DO BEBÊ.

               
          Em primeiro lugar, se preocupe com a funcionalidade da bolsa.  Ela deve ser boa para carregar, mesmo quando estiver mais pesada,  deve ser forrada para os acidentes que comentei acima, e deve ter algumas divisórias, para que você possa separar coisas como roupas sujas da papinha, por exemplo (eca!).

Em segundo, a qualidade do material. Carregamos a bolsa para todo lado, muitas vezes bem pesada, enfiamos em todo canto (tal como embaixo do carrinho) e usamos por bastante tempo. Se ela não for boa, não vai durar nada. Vai ser igual a tênis de moleque bom de bola! Não dura nada! rs

Em terceiro, olhe o tamanho. Eu recomendo que você tenha duas, se puder. Nos 3 primeiros meses achei que a pequena era desnecessária porque carregava a casa toda na bolsa então só usava a grande, mas depois que o meu filho ficou maior, vi que levar a grande para saídas mais rápidas não era muito funcional. Hoje em dia uso mais a pequena e deixo a grande para situações que preciso levar mais coisas, como quando passarei o dia fora.

Em quarto, que tenha um trocador portátil. Mesmo que não seja parte do jogo das bolsas, você pode comprar separado, mas é importante ter um. Já tive que trocar o Leandro em lugares inusitados (o mais inusitado deles foi em cima de um vaso sanitário! Fazer o que, tem horas que não temos escolha, rs), e o trocador acaba tendo dupla função, proteger o local que você está trocando (uma cama, por exemplo) e o próprio bebê quando temos que trocar em lugar sujos, como um banheiro público. Além disso você pode transformar qualquer superfície plana em um bom lugar para trocar o bebê.  Lembre-se de checar se o trocador cabe bem na bolsa, afinal, se ficar apertado, não será usado.

Em quinto, beleza,  pois nesse caso beleza  é importante já que você ficará com a bendita por algum tempo, então não pode enjoar logo.  No meu caso eu evitei cores muito berrantes e bichinhos porque imaginei que enjoaria deles rapidinho, preferi uma corzinha mais beginha, sem muitas firulas.

Existem bolsas bem caras, mas é possível encontrar coisas boas com preços bons. Se você tiver a possibilidade de pedir para alguém trazer de fora para você, faça isso,  é bem provável que valerá muito mais a pena.

Agora para quem já tem a bolsa, quero te dar dicas do que levar dentro dela. Vamos lá:

·     Fraldas – a quantidade vai depender de quanto tempo ficará fora de casa e de quanto o seu bebê usa. O que te recomendo é fazer a conta de quantas vezes provavelmente o trocará, se baseando na rotina dele, e levar umas duas a mais, para não ficar na mão. Provavelmente vai sobrar, mas essa é uma coisa que não pode faltar, não é mesmo? Rs
·     Trocador portátil – pelos motivos que disse acima – proteger o local e o bebê. O meu filho adora fazer xixi na mão de quem está trocando. Sem trocador a bagunça seria ainda maior.
·      Pomada e lenços umedecidos - Para quem está preparando enxoval, até o segundo mês o bebê não deve usar os lenços convencionais porque é muito sensível. Em casa usamos algodão com água morna, mas para sair fica difícil levar isso, por isso providencie lenços específicos para recém nascido.
·    Trocas de roupa – No começo meu filho sujava muitas roupas. Quase todas as suas fraldas vazavam (até hoje não sei bem porque – testei várias marcas, mas sempre vazava), então tinha que carregar um monte de roupas extras para emergência. Era de lei, ia com uma roupa e voltava com outra. Se esse não for seu caso, leve uma troca só. Mas te recomendo ter dois bodies extras, só para garantir.
·    Manta – é sempre bom ter uma na bolsa. Eu comprei umas mantinhas que parecem uma flanela. São ótimas, leves, fáceis de carregar e sempre uso quando quero proteger meu filho do vento, sol ou chuva. Nos dias mais frios ou quando o passeio durará até a noite, levo uma mais quentinha.
·   Brinquedos – se ele for recém-nascido, não precisará porque a sua mão é o brinquedo mais interessante que existe no mundo todo, rs, mas se for maiorzinho, tenha pelo menos dois brinquedinhos que sabe que irão distrai-lo. Quanto maior o tempo do passeio, maior a quantidade de brinquedos necessários.
·    Remédios – durante a época das cólicas, aconteceram algumas vezes  de ele ter cólica e eu procurar o remédio e ter esquecido, então decidi deixar um permanente na bolsa. Sempre deixo um para gases e um analgésico/antitérmico morando na bolsa para garantir que terei quando necessário, sem  precisar me lembrar de pegar todas as vezes que sair de casa.   
·    Papinhas e mamadeiras – gosto de levar sempre a mais, para um congestionamento inesperado por exemplo. Além delas, estou deixando uma colherzinha morando na bolsa para evitar esquecimentos.
·  Capa de amamentação – para quem amamenta, recomendo. Eu me senti bem melhor em utiliza-la quando amamentava em público. É incrível como tem gente curiosa que gosta de avaliar bem a “mamadeira” do bebê. Super constrangedor. Falta de bom senso – e até de educação. Preferi para ficar um pouquinho mais velada.
·  Babador – Para alimentação em público, quando haverá papinha envolvida.
·   Fralda de pano e paninho de boca – sempre bom ter por perto. Elas servem para muitas situações, tal como golfadas inesperadas (Oh negócio que deixa a mamãe numa saia justíssima, né?).
·    Chupetas – para os bebês que usam, não podemos esquecer jamais! Sempre carrego pelo menos duas, para o caso de uma cair e não ter como higienizar.
·   Álcool em gel ou bactericida– Gosto de ter na bolsa. Muitas vezes sujamos a mão no passeio, e precisamos pegar o bebê ou mesmo dar a papinha e não há onde lavar as mãos. Parece frescura mas quebra um galhão.