quinta-feira, 27 de junho de 2013

Tipos de parto


   Parto. Está aí uma coisa que tinha muito medo quando estava grávida. Fiquei imensamente feliz em saber que estava grávida, mas quando pensava que o bebê teria que sair (e sairia depois de grande!) me dava um medinho (inho não, ÃO, com letras garrafais). Honestamente, sempre que alguém começava a me questionar muito sobre o assunto ou me contar alguma história de parto normal (claro, sempre tragédia, porque as pessoas adoram contar um bom drama para uma mulher grávida), eu mudava de assunto. Fugia bonito. Tem coisas que é melhor evitar, principalmente histórias tristes. Mas aprendi na faculdade que quando não se sabe muito bem sobre alguma coisa, há um grande espaço para fantasia, então se quiser lidar com algo é melhor saber ao certo do que se trata e como funciona, para não ter surpresas indesejáveis.
   Existem muitos tipos de parto, mas quero colocar agora os mais usados hoje em dia. A ordem que escolhi é de acordo com a quantidade de intervenção que é feita.

              Parto natural – A principal característica do parto natural é a falta de intervenções e lacerações. O parto é feito exatamente como foi concebido para ser, ou seja, no tempo que o bebê quiser nascer e sem uso de nenhum tipo de anestésico ou medicamento que acelere o processo. Pode ser realizado por médico, em ambiente hospitalar, por enfermeiras em casas de parto ou por parteiras na casa da futura mamãe. Em alguns casos só cortam o cordão umbilical depois que o bebê fica um tempo no colo da mãe, e com isso o bebê continua recebendo sangue e oxigênio por ele até que o cordão pare de pulsar e o bebê faça a transição para respirar sozinho pelos seus pulmões com mais tranquilidade, e sem necessidade do choro característico dos outros tipos de parto. Esse tipo de parto só é indicado para casos de baixo risco. Dentro do parto natural existem outras modalidades:
a.       Parto em casa – Algumas mulheres não se sentem confortáveis com o ambiente hospitalar e preferem que o parto ocorra longe das mesas de cirurgia e em sua própria casa, num ambiente familiar. Recentemente as enfermeiras foram impedidas de realizar parto dessa maneira, nesse caso somente parteiras podem fazê-lo. Segundo alguns médicos esse tipo de parto pode ser arriscado pois nem sempre durante o pré-natal é possível identificar se o trabalho de parto ocorrerá de forma tranquila e se haverá alguma situação grave no ato do nascimento. Embora as complicações ocorram apenas nas minorias, se acontecer talvez não haja tempo hábil para a busca de uma assistência médica especializada.
b.      Parto na água ou na banheira – Utiliza-se uma banheira com água morna (temperatura corporal – 37º C) para amenizar a dor das contrações por aumentar a irrigação sanguínea, relaxar o colo facilitando a passagem do bebê e tornar a saída menos traumática para ele, já que a temperatura é a mesma de dentro do útero. Não é recomendado em trabalho de parto prematuro, presença de mecônio, sofrimento fetal, mulheres com sangramento excessivo, diabetes, HIV positivo, Hepatite-B, Herpes Genital ativo, bebês com mais de 4 Kg ou que precisem de monitoramento contínuo. Alguns hospitais possuem salas de parto humanizado que tem a banheira para esse tipo de parto.
c.       Parto de cócoras – A diferença está na posição que a mãe terá o bebê. Ela se coloca de cócoras, o que faz com que o parto seja muito mais rápido já que a gravidade contribui para a saída do bebê. Além disso, para o bebê pode ser mais saudável já que não há mais a compressão de importantes vasos sanguíneos que acontece com a mulher deitada de costas. Só pode ser realizado em mães com gestação saudável, sem problemas de pressão sanguínea e se o bebê estiver encaixadinho para nascer (com a cabeça para baixo), e as principais vantagens são a participação do companheiro, a liberdade de movimentos dada à mulher no momento do nascimento da criança e a recuperação imediata.

      Parto Humanizado – Muitas pessoas chamam o parto natural de parto humanizado, mas não se trata da mesma coisa. A principal característica do parto humanizado é o incentivo a via vaginal (parto normal) da melhor forma que ele pode ocorrer, de acordo com a necessidade, ou seja, contará com tudo que a medicina e a tecnologia podem providenciar, tal como inibição de dor por anestesia, administração de substâncias que aumentam a contração uterina e infraestrutura completa de enfermagem, se for necessário. Nos hospitais, o parto humanizado pode contar com uma sala especial que estimula um nascimento mais tranquilo (é fato que sala de cirurgia assusta qualquer um!), com luz baixa, sofá, banheira, sem tubulações e aparelhos à vista, tudo fica guardado justamente para que possa ser utilizado num momento certo sem que dê a sensação de estar passando por uma cirurgia do coração por exemplo. A localização dessas salas normalmente é ao lado da sala cirúrgica do hospital caso seja necessário optar pela cesariana.   

      Parto Normal – É o parto vaginal que ocorre com auxílio da medicina. Realizado na maternidade, pode contar com o uso de medicamentos para acelerar o trabalho de parto, tal como a Ocitocina que acelera as contrações, pode haver episiotomia (corte entre a vagina e o ânus para aumentar a passagem evitando que aconteça um rasgamento irregular – ui!) ou analgesia. O parto dura entre 10 e 12 horas, e a anestesia (peridural, normalmente) só pode ser dada quando há dilatação superior á 4 dedos e contrações mais fortes, já que ela pode inibir as contrações e desacelerar o parto se for dada antes da hora. Quando o colo do útero estiver dilatado por completo e as contrações tornarem-se muito fortes, as paredes do útero farão pressão sobre o bebê e, em conjunto com o esforço da mãe, impulsionarão a criança para fora. Depois o útero contrai novamente para expulsar a placenta. A diferença para o natural é que ocorrem intervenções.

     Parto Cesário – Nele, o parto pode ser agendado com antecedência e dura entre uma e uma hora e meia. Com a anestesia peridural ou raquidiana (em alguns casos, a geral é necessária), a mamãe não sentirá nenhuma dor ao mesmo tempo que ficará acordada no parto todo. É colocada uma tela na região do seu tórax para melhor assepsia e a mamãe não acompanha o parto, mas o companheiro poderá acompanhar todo o procedimento. O médico corta sete camadas até chegar ao útero por uma incisão de 10 centímetros feita acima dos pêlos púbicos. Ao alcançar o bebê, o médico irá tirá-lo suavemente. A equipe removerá a placenta e a examinará e o corte será fechado com pontos. Hoje em dia usam pontos de plástica para que a cicatriz fique mais imperceptível. Demora cerca de 20 dias para recuperação, mas em 3 poderá voltar para casa.

         Parto Fórceps – No parto vaginal, em casos de emergência ou sofrimento do bebê, o médico pode utilizar o fórceps, um instrumento cirúrgico parecido com uma colher que é colocado no canal genital da mulher, ajustando-se nos lados da cabeça do bebê para ajudar o obstetra a puxá-lo para fora. Só é utilizado quando o parto já está no final poupando desgastes da mãe e do bebê.

   Tem um outro tipo de profissional que tem se tornado mais frequente na hora do parto. São as chamadas Doulas. Elas são acompanhantes de parto que tem a função de oferecer suporte afetivo, físico, emocional e de conhecimento para as mamães. Elas são uma espécie de intermediárias entre a equipe técnica e os pais da criança, facilitando a linguagem entre eles – ela traduz aqueles termos técnicos que não fazemos ideia do que querem dizer – massageiam a mãe, ajudam nas posições e técnicas de respiração, além de formas de amenizar dores – banhos, massagens e relaxamento. Esse profissional precisa ser contratado, e pode ajudar inclusive na gestação com ajuda especificas como a escolha do parto, o local e técnicas que podem contribuir na hora H.
   Alguns dados que acho importante saber antes de decidir – o parto vaginal (normal e natural) possui muitos benefícios tanto para a mãe quanto para o bebê –
·         A passagem pelo canal vaginal fortalece o sistema imunológico do bebê;
·         A pressão no bebê ajuda a eliminar o excesso de líquido no pulmão;
·         Acelera a descida do leite – o organismo da mulher libera os hormônios ocitocina e prolactina durante o trabalho de parto, responsáveis pela produção de leite – na Cesária pode demorar um pouco mais.
·         Rápida recuperação da mamãe – em cerca de 48 horas depois do parto já pode ir para casa. Se houver corte, em uma semana estará recuperada. Na cesária, demora-se um pouco mais.

   Por outro lado, a cesárea não é nenhum bicho de 7 cabeças. Quando estava grávida, decidi que seria parto normal, e esperei até o final da gestação, mas meu filho era grande demais e não encaixou, e acabei tendo que fazer uma cesariana. Fiquei um pouco tensa, mas depois do parto, honestamente, não sofri nenhum dos males tão falados contra ela. O meu leite desceu logo depois do parto, e jorrou, sem problema algum. Me recuperei muito bem – no dia seguinte já tomei banho sozinha! – não tive nenhuma intercorrência, meu filho é perfeitamente saudável, nunca ficou doente (só um resfriadinho uma única vez), não sinto nenhuma dor na região, não tive dores para ter relações sexuais e minha cicatriz ficou até bonitinho (na medida que dá para ser bonitinha). Enfim, eu não tenho o que falar mal sobre cesária. De fato entrar em uma sala cirúrgica foi um pouco assustador, mas confiei completamente na minha GO e na sua equipe, o que me tranquilizou e me ajudou a viver o momento com a intensidade que tinha que ser vivido.  Da minha parte, entendo que o que é preciso levar em consideração na hora de escolher é o que é melhor para a mamãe e o bebê. É sabido que no Brasil a maior parte dos partos cesáreos poderiam ser evitados, e podem colocar em risco a vida do bebê e da mãe por se tratarem de uma cirurgia como qualquer outra. Por outro lado, não se deve correr riscos desnecessários, então uma vez que há qualquer tipo de problema de saúde (para a mãe ou bebê) não é prudente escolher partos que não contem com toda assistência especializada. Outro fator que temos que levar em consideração é o sonho da mãe. Existem mães que sonham com um parto mais natural possível. De uma forma ou de outra, esse é um momento único, e deve ser tratado com todo cuidado para que a forma não faça com que a mágica do momento seja estragada. Fique atenta!



sexta-feira, 21 de junho de 2013

Livro do bebê


   Adoro registrar cada momento da vida do Leandro. Tenho muitos vídeos e fotos que mostram como ele passou por cada fase da vidinha dele.  Mas quando olho as fotos ainda ficou com a sensação de que não registrei o suficiente, que queria registrar ainda mais. É aquela velha sensação de ter perdido algo importante, de não querer me esquecer de absolutamente nada do que aconteceu e como foi cada dia da vida dele. Acho que mesmo que o fotografasse todos os dias ainda sentiria falta de alguma coisa.

   Tenho também um desejo muito grande de que ele tenha acesso a toda a infância dele. É tão gostoso quando fazemos um momento naftalina na casa dos meus pais e olhamos as fotos antigas e tentamos lembrar as histórias de cada foto, o que fazíamos, as frases inocentes de criança e as “artes”.  Essas recordações aquecem o coração e me trazem um sentimento tão gostoso de pertencer, de ter história e me fazem rir e me sentir amada. Quero muito que o Lele tenha isso também, que possa saber sobre sua história, sobre seu passado, sobre como nos sentimos quando soubemos da vinda dele e ao longo do seu desenvolvimento. Pensando nisso, na última semana de gravidez compramos um livro muito especial que registra as partes mais importantes dos primeiros 5 anos do bebê.

   Existem vários tipos, mas o que mais gostei e comprei foi o da Rachel Hale “Minha vida de bebê – Registro de 5 anos”. Nele você consegue colocar muitas informações legais, tal como a primeira aparência do bebê – peso, altura e cor do cabelo – e ainda tem um envelopinho para guardar uma mechinha do cabelo dele. Nas outras páginas tem lugar para colocar o que estava acontecendo no mundo no dia do nascimento (a música mais tocada, os líderes mundiais, o preço do pãozinho francês e do leite, etc), e depois registros especiais sobre o próprio bebê – momento que chegou em casa, como os pais se sentiram quando nasceu, mensagem dos pais para o bebê, primeiro feriado em família, árvore genealógica, as coisas que gosta – brinquedos, comidas, músicas - coisas que deixam feliz e triste, as datas importantes – que sentou, engatinhou, andou e falou – primeiras palavras, enfim, de tudo um pouquinho. Ainda tem uma reguinha para ir marcando o crescimento do bebê. Tem muitos espaços para colocar fotos de cada um desses momentos e muitos outros. Eu gosto muito porque registro aquilo que é mais importante e é gostoso de recordar mais tarde.

   Além do livro, de vez em quando escrevo cartinhas para o Lele que conto um pouco sobre o que estamos vivendo no momento e sobre como o papai e eu nos sentimos. O que quero com isso é que, daqui a alguns anos, ele leia e perceba que o amamos e que foi muito desejado por nós. Quero que veja o quanto nos divertimos com suas gracinhas e o quanto nos sentimos privilegiados com sua vinda e por podermos acompanhar cada detalhe do seu desenvolvimento. Sei que como todo mundo, algum momento ele poderá questionar-se do quanto é amado, e quero que tenha, além de nós, algum lugar que possa olhar e sentir um pouquinho do amor que sentimos por ele desde sempre, percebendo que pertence á um ninho para onde sempre poderá voltar. Quero que se sinta afirmado e que tenha raízes frondosas porque acredito que quanto maior o tamanho da raiz, maior o alcance dos galhos, e lhe desejo galhos que alcancem o mundo. 






quarta-feira, 19 de junho de 2013

Bolsa do bebê


   
Um dos itens que mais me preocupei quando estava fazendo meu enxoval foi com a bolsa do bebê. Quis uma cor neutra, já que na verdade a bolsa é muito mais da mamãe do que do neném. Comprei um jogo que vinham duas bolsas, uma menor e uma maior, forrada com um plástico para eventuais derramamentos de mamadeira ou papinha, ou mesmo uma roupa molhada. Mas nunca pensei muito sobre o que colocar na bolsa. Na verdade, a única coisa que me lembrei que colocaria seria fraldas e mamadeiras. Se tivesse levado em consideração mais alguns itens, teria comprado uma bolsa um pouco diferente da que comprei.  Depois que o Leandro nasceu é que percebi outras coisas importantes. Para que você, mamãe grávida, não passe pelo mesmo que eu (pode ser que cometa outros erros, mas espero que com esse post os meus você não cometa, rs), resolver fazer umas postagem sobre isso: A BOLSA DO BEBÊ.

               
          Em primeiro lugar, se preocupe com a funcionalidade da bolsa.  Ela deve ser boa para carregar, mesmo quando estiver mais pesada,  deve ser forrada para os acidentes que comentei acima, e deve ter algumas divisórias, para que você possa separar coisas como roupas sujas da papinha, por exemplo (eca!).

Em segundo, a qualidade do material. Carregamos a bolsa para todo lado, muitas vezes bem pesada, enfiamos em todo canto (tal como embaixo do carrinho) e usamos por bastante tempo. Se ela não for boa, não vai durar nada. Vai ser igual a tênis de moleque bom de bola! Não dura nada! rs

Em terceiro, olhe o tamanho. Eu recomendo que você tenha duas, se puder. Nos 3 primeiros meses achei que a pequena era desnecessária porque carregava a casa toda na bolsa então só usava a grande, mas depois que o meu filho ficou maior, vi que levar a grande para saídas mais rápidas não era muito funcional. Hoje em dia uso mais a pequena e deixo a grande para situações que preciso levar mais coisas, como quando passarei o dia fora.

Em quarto, que tenha um trocador portátil. Mesmo que não seja parte do jogo das bolsas, você pode comprar separado, mas é importante ter um. Já tive que trocar o Leandro em lugares inusitados (o mais inusitado deles foi em cima de um vaso sanitário! Fazer o que, tem horas que não temos escolha, rs), e o trocador acaba tendo dupla função, proteger o local que você está trocando (uma cama, por exemplo) e o próprio bebê quando temos que trocar em lugar sujos, como um banheiro público. Além disso você pode transformar qualquer superfície plana em um bom lugar para trocar o bebê.  Lembre-se de checar se o trocador cabe bem na bolsa, afinal, se ficar apertado, não será usado.

Em quinto, beleza,  pois nesse caso beleza  é importante já que você ficará com a bendita por algum tempo, então não pode enjoar logo.  No meu caso eu evitei cores muito berrantes e bichinhos porque imaginei que enjoaria deles rapidinho, preferi uma corzinha mais beginha, sem muitas firulas.

Existem bolsas bem caras, mas é possível encontrar coisas boas com preços bons. Se você tiver a possibilidade de pedir para alguém trazer de fora para você, faça isso,  é bem provável que valerá muito mais a pena.

Agora para quem já tem a bolsa, quero te dar dicas do que levar dentro dela. Vamos lá:

·     Fraldas – a quantidade vai depender de quanto tempo ficará fora de casa e de quanto o seu bebê usa. O que te recomendo é fazer a conta de quantas vezes provavelmente o trocará, se baseando na rotina dele, e levar umas duas a mais, para não ficar na mão. Provavelmente vai sobrar, mas essa é uma coisa que não pode faltar, não é mesmo? Rs
·     Trocador portátil – pelos motivos que disse acima – proteger o local e o bebê. O meu filho adora fazer xixi na mão de quem está trocando. Sem trocador a bagunça seria ainda maior.
·      Pomada e lenços umedecidos - Para quem está preparando enxoval, até o segundo mês o bebê não deve usar os lenços convencionais porque é muito sensível. Em casa usamos algodão com água morna, mas para sair fica difícil levar isso, por isso providencie lenços específicos para recém nascido.
·    Trocas de roupa – No começo meu filho sujava muitas roupas. Quase todas as suas fraldas vazavam (até hoje não sei bem porque – testei várias marcas, mas sempre vazava), então tinha que carregar um monte de roupas extras para emergência. Era de lei, ia com uma roupa e voltava com outra. Se esse não for seu caso, leve uma troca só. Mas te recomendo ter dois bodies extras, só para garantir.
·    Manta – é sempre bom ter uma na bolsa. Eu comprei umas mantinhas que parecem uma flanela. São ótimas, leves, fáceis de carregar e sempre uso quando quero proteger meu filho do vento, sol ou chuva. Nos dias mais frios ou quando o passeio durará até a noite, levo uma mais quentinha.
·   Brinquedos – se ele for recém-nascido, não precisará porque a sua mão é o brinquedo mais interessante que existe no mundo todo, rs, mas se for maiorzinho, tenha pelo menos dois brinquedinhos que sabe que irão distrai-lo. Quanto maior o tempo do passeio, maior a quantidade de brinquedos necessários.
·    Remédios – durante a época das cólicas, aconteceram algumas vezes  de ele ter cólica e eu procurar o remédio e ter esquecido, então decidi deixar um permanente na bolsa. Sempre deixo um para gases e um analgésico/antitérmico morando na bolsa para garantir que terei quando necessário, sem  precisar me lembrar de pegar todas as vezes que sair de casa.   
·    Papinhas e mamadeiras – gosto de levar sempre a mais, para um congestionamento inesperado por exemplo. Além delas, estou deixando uma colherzinha morando na bolsa para evitar esquecimentos.
·  Capa de amamentação – para quem amamenta, recomendo. Eu me senti bem melhor em utiliza-la quando amamentava em público. É incrível como tem gente curiosa que gosta de avaliar bem a “mamadeira” do bebê. Super constrangedor. Falta de bom senso – e até de educação. Preferi para ficar um pouquinho mais velada.
·  Babador – Para alimentação em público, quando haverá papinha envolvida.
·   Fralda de pano e paninho de boca – sempre bom ter por perto. Elas servem para muitas situações, tal como golfadas inesperadas (Oh negócio que deixa a mamãe numa saia justíssima, né?).
·    Chupetas – para os bebês que usam, não podemos esquecer jamais! Sempre carrego pelo menos duas, para o caso de uma cair e não ter como higienizar.
·   Álcool em gel ou bactericida– Gosto de ter na bolsa. Muitas vezes sujamos a mão no passeio, e precisamos pegar o bebê ou mesmo dar a papinha e não há onde lavar as mãos. Parece frescura mas quebra um galhão. 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Brinquedinho para dormir - só para isso?


   Durante o primeiro ano de vida é bem comum que o bebê eleja um brinquedo ou um “paninho” (naninha) como favorito, e esse passará a ter uma função muito especial na vidinha dele. É o chamado objeto de transição.
   O objeto de transição é para o bebê como uma “parte” da mamãe, e com isso, nos momentos que está sem ela, o objeto traz conforto e segurança. Ele é um substituto da figura materna na mente do bebê, e por isso sente-se muito mais seguro na presença do objeto, motivo pelo qual se apega tanto a ele.
   Com o passar dos anos esse brinquedo poderá ser ainda mais importante. Ele fará parte do universo imaginário da criança e com ele o bebê poderá conversar, desabafar e influenciará na sua capacidade de imaginação. Tudo isso é perfeitamente saudável e bom, e terá uma importância enorme da formação da individualidade do seu filho, já que com ele terá os primeiros estágios de ilusão que vai abrir caminho para o desenvolvimento da criatividade e da capacidade de brincar, grandes contribuintes na formação da identidade.
      Esses objetos normalmente começam a ser eleitos a partir dos 4 meses de idade e é mais comum que estejam associados á momentos de sono, que é justamente o momento que a criança mais se sente amedrontada por temer que quando dormir a mamãe não estará mais lá. Quando colaboramos para que durma sempre com o mesmo objeto, o bebê sente que a mamãe ainda está, de certa forma, com ele e por isso baixa sua ansiedade, dormindo melhor. E o ideal é isso mesmo, que esse objeto seja utilizado nos momentos que vai dormir e que sabe que ficará sozinho, para que tenha sua função cumprida.
   Existe também a possibilidade de algumas crianças se apegarem a chupetas ou à nenhum objeto específico, mas a algum tipo de hábito que a ajude a se acalmar, como mexer no cabelo ou brincar com os dedinhos da mão. Tudo normal também. Essas coisas também trarão acalento. E se ele não pegar nada e não quiser nada, tudo bem também. Existem crianças que só a figura materna já é suficiente para que se sintam seguras.
   É muito comum que o apego seja tão grande que os bichinhos ou naninhas fiquem imundos, e não consigamos lavar, já que viram um grude com o nenê. Nesses casos podemos tentar achar um similar do objeto para fazer a troca enquanto lavamos, mas não fique demasiadamente esperançosa porque pode ser que seu bebê muito espertinho perceba rapidamente que não é o mesmo e rejeite a troca. Ainda que o pitico sofra um pouquinho é importante manter esse objeto limpo uma vez que em geral gostam de dormir com ele e podem colocar na boca a todo tempo.  Muitas vezes, depois de lavado, o interesse pelo bichinho diminui por conta da mudança de cheiro, mas é uma questão de tempo, logo se apegará novamente.
   Se seu filho ainda não elegeu o dele, você pode propiciar o “encontro” entre eles. Você pode começar colocando sempre o mesmo objeto no berço, junto dele, para que faça associação. Lembre-se de tomar muito cuidado com a escolha, já que panos e cobertores podem ser perigosos por risco de sufocamento. Avalie bem antes de incentivar a associação.
   E fique calma, esse objeto não será seu amigo para sempre, como o Ted Bear do filme. Por volta dos 2 anos de idade já podemos começar o processo de retirada. Nesse momento a criança já tem outros interesses como jogos, esportes ou desenho, e sentirá menos falta do brinquedo/naninha. É importante retirar porque a partir dessa fase o objeto pode acabar atrapalhando seu processo de individualização. O bebê precisa se sentir seguro sozinho, sem precisar de algo para acalenta-lo.
   Aqui em casa o eleito foi um cavalinho marinho que toca musiquinhas de ninar com som de oceano no fundo. Ele ajudou a tirar do Leandro o hábito de dormir só no colo. A associação aconteceu de forma processual. Primeiro demos o bichinho a ele para que brincasse, deixando a musiquinha tocar. Nos próximas vezes que foi dormir (durante o dia e a noite), o fazia dormir como de costume (no colo) e colocava o bichinho junto dele, tocando a música para que associasse ao sono. Fiz isso por alguns dias. Depois coloquei o Lele na cama, deitei com ele, e coloquei o bichinho entre nós, até que ele dormisse. Fiz por mais alguns dias. Por fim, comecei a treina-lo dormir direto no berço, com o bichinho. Eu só o colocava no berço quando percebia que estava bem cansado. Foi bem mais demorado, e precisou de insistência, mas conseguimos. É claro que de vez em quando o esquema falha, e voltamos aos estágios anteriores, mas o importante é nunca desistir! Rs. Percebemos também que quando o cavalinho marinho está no berço com ele durante a noite, ele até acorda, mas volta a dormir, e dorme muito melhor. Esse cavalinho tem sido um grande colaborador das boas noites de sono do Lele (e da mamãe também! Graças ao bom Deus! Rs).


sexta-feira, 14 de junho de 2013

Enxoval II – Alguns itens importantes e outros para esquecer.


   Quando estamos preparando as coisinhas do bebê, há tanto para ver e comprar, e muitas coisas nem temos certeza se vamos utilizar. O que te indico fazer é comprar aquilo que tem certeza que vai usar, e deixar o restante para comprar na medida em que a necessidade aparecer.
  Aqui quero colocar algumas coisas que comprei depois (ou que percebi a necessidade meses depois que o Leandro nasceu) e coisas que não vi nenhuma necessidade e ficou estocado no armário, para te ajudar a pensar a respeito quando for às compras.
   É importante lembrar que estou postando o que foi importante para mim, talvez sua realidade seja um pouco diferente, mas vale refletir um pouco sobre isso antes de sair comprando. Vamos lá, então?


Carrinho de bebê – Esse é um que quase não uso. É legal ter para situações eventuais, como um passeio ou uma viagem, mas não acho que valha a pena gastar muito dinheiro com isso. Sei que tem carrinhos super cheios de firulas e tecnologia, mas reflita bem se você precisa de toda essa tecnologia. Por exemplo, tem carrinhos que permitem que os pais corram enquanto levam o bebê. Se você é o tipo atlético, que pretende fazer sua corridinha na companhia do pimpolho, pode te ser útil, mas se não é seu caso, pense em outro modelo que combine com sua realidade. Além disso, pense na utilidade do carrinho para você, e avalie se outros itens já não te atendem, tal como o bebê conforto (o item mais utilizado, sem dúvida), cadeirinha vibratória ou berço desmontável. No meu caso, utilizei o carrinho no início em dias que queria que meu filho dormisse no quarto comigo, mas não na minha cama. Quando ganhei o bercinho desmontável, o carrinho ficou ainda mais tempo encostado.  Outro problema é que ele faz muito volume. É ruim para guardar (especialmente para quem mora em casas pequenas) e ruim para levar no porta malas (ocupa muito espaço! Dependendo do carro, é só ele que cabe). Pense bem antes de comprar para não se arrepender.


Berço desmontável – Adoro. O meu ainda tem trocador e lugar para guardar coisas. Eu uso muito pois moro em sobrado, então me ajuda a ter um lugar gostoso para deixar o bebê sem precisar ficar subindo e descendo escada toda hora. Além disso, nos primeiros meses é muito bom ter outro lugar para o bebê dormir durante o dia além do berço principal. Como eles dormem quase o dia todo, é bom que tenham a mudança de ambiente (e consequentemente de barulho) para diferenciarem dia e noite. Meu filho mesmo nunca trocou dia pela noite (graças a Deus! rs) e acredito que foi por conta de ter outro berço. Sem contar que quando vamos viajar é uma mão na roda porque ele fica pequenininho e cabe bem no carro, e lá tem tudo que preciso num lugar só. Aprovadíssimo.

Bebê conforto – Se você está pensando em, ao invés de comprar um bebê conforto comprar uma cadeirinha para o carro que atenda o bebê por mais tempo, te sugiro não fazer isso. Particularmente, uso o bebê conforto A-B-S-U-R-D-A-M-E-N-T-E. Uso muito para sair com o Leandro, mas uso muito em casa também para que não fique o tempo todo no colo. Eu inclusive usei um tempinho para dar papinha quando ainda não tinha a cadeira de alimentação. Esse é algo que vale a pena investir.


Base para bebê conforto – Esse é um ítem que não considero
imprescindível, mas se você quiser comprar não perderá. Qualquer bebê conforto é também cadeira para o carro, você não precisa da base. Ela serve para facilitar na hora de colocar e retirar o bebê. O que considero legal dela é que em situações de emergência, você consegue pegar o bebê muito rápido, o que não acontece quando você instala o bebê conforto direto no carro. Por outro lado (não sei se é a minha base, ou se são todas), quando o meu bebê era recém-nascido, e era todo molinho, ficava super desconfortável quando usava a base, porque só conseguia deixa-lo num única posição, mais sentadinho, então numa subida, ou quando dormia, ficava caído.  Teve uma vez que foi terrível, estava num congestionamento numa subida, e ele ficou todo caído, e chorou muito, e eu não tinha onde estacionar para arruma-lo. Fiquei desesperada! Depois disso, tirei a base e só voltei a usa-la mais tarde, quando já estava com 4 meses. Hoje uso, e gosto muito pela praticidade.

Canguru/ Sling – Não achei que usaria quando estava fazendo enxoval, mas me arrependi muito de não ter comprado. Quando cheguei a conclusão que valia muito a pena, o meu filho já estava muito pesado, e já não compensava mais comprar pois usaria muito pouco tempo. Uma das habilidades que desenvolvemos quando geramos um bebê é ser multi-tarefas, e com o canguru fica muito mais fácil fazer outras coisas, já que fica com as duas mãos livres, ao mesmo tempo que o bebê fica super confortável. Mas olhe bem na hora de comprar pois tem alguns cangurus que não são ergonômicos para o bebê e podem machuca-lo com o uso prolongado por conta da posição que ele fica.

Babá Eletrônica – Comprei quando meu filho estava completando 4 meses. Uso demais! O motivo da compra foi porque, como decidimos coloca-lo para dormir no quarto dele desde o primeiro dia em casa, nos revezávamos para dormir com ele (achamos mais fácil ele se acostumar com a nossa saída do quarto dele futuramente do que tira-lo mais tarde do nosso quarto), e aos 4 meses decidimos (com orientação da pediatra) que já poderia dormir sozinho. Para evitar qualquer problema, compramos a babá eletrônica, então qualquer suspiro mais forte, eu já estava ao lado do berço dele, rs – depois de um tempo a gente se acostuma! Rs – uso bastante também quando estou fora de casa e quero deixa-lo dormindo num ambiente mais tranquilo, ao mesmo tempo que fico “de olho” nele.

Cadeira Vibratória – Não comprei, mas recomendo. É uma cadeira bem confortável que balança sozinha. Algumas tem músicas relaxantes, brinquedos e tem como programar o tempo de vibração,
potencia e tempo de música. Minhas amigas que compraram adoraram. Uma das coisas que considero vantajoso é ter um lugar a mais para deixar o bebê. Eles se cansam da mesma posição (como todo mundo!) e é bom ter opções confortáveis para ficarem. Aqui em casa, enquanto o Leandro não engatinha (porque a partir de então ninguém segura mais esse bebê, rs), eu revezo, deixo um pouco no bebê conforto, um pouco no berço desmontável, no chão, no carrinho, no colo, no sofá, na cama, enfim, quanto mais opções, mais fácil, além do que ele pode dormir sozinho com todo o conforto.




Tapete de atividades – ganhei de uma querida, e gostei muito. É um tapetinho bem bonito e chamativo com um arco cheio de brinquedos. O bebê consegue brincar nele desde muito cedo. É claro que conforme vai ficando mais velho, interage mais e brinca muito mais. É legal ter um, mas não imprescindível.




Mamadeiras – o que tenho para dizer sobre elas é ESPERE. Eu comprei uma única mamadeira para o Leandro quando estava fazendo enxoval. Ela está guardada e é bem pouco provável que vá
usar algum dia. Ele ficou mamando LM exclusivo até o 6 mês, e quando fui dar suco para ele, ela era grande demais e tive que comprar outra. Existem mamadeiras hoje em dia para todos os gostos (e bolsos!), então não se antecipe, espere para ver o que realmente vai precisar. As do Leandro custaram menos de R$ 10,00 e não tive nenhum problema com elas. Existem algumas excelentes que ajudam muito crianças que não podem mamar LM pois tem bico parecido com o peito e tem uma espécie de borracha no fundo que evita cólicas. Elas são ótimas nesses casos, mas podem não ser necessárias em casos como o meu, por isso repito: Espere e veja o que é melhor na situação.  


Babycook – Para quem não conhece, é uma espécie de processador de alimentos feito exclusivo para a alimentação do bebê. Ele inclusive cozinha a vapor, e depois tritura. Eu não tenho e não recomendo. Por mais que parece simples de usar, não é, pois você acaba tendo que fazer uma quantidade pequena de papinha (e com isso tem que fazer toda hora, que é um desperdício de tempo e energia), não consegue colocar a carne para fazer junto (afinal não dá para cozinhar carne á vapor) e não dá para triturar exatamente no tamanho ideal para a criança. Acaba caindo no que disse no post sobre Papinha – O que é que tem na sopa do neném?, muda a textura, pode dificultar a mastigação mais tarde e mais tarde a criança pode não aceitar papinha com pedacinho pelo costume de receber tudo bem triturado. Recorra a velha e boa panela de pressão com a companheira peneira.


Capa para bebê conforto – quando comprei achei que dificilmente iria usar, mas me surpreendi.
Usei muito. Meu filho teve um problema com as fraldas, elas adoravam vazar, e volta meia tinha que lavar o bebê conforto. Como já disse, usei muito o bebê conforto, e não podia me dar ao luxo de ficar sem, então esse forro extra me salvou muitas vezes. O meu é bem simples, e até desconfortável, mas quebrou o galho muitas vezes.



Lençol para carrinho – tenho e fica no fundo do armário. Da mesma forma que uso muito pouco o carrinho, e lençol também é usado pouquíssimo.


 Cadeira de Alimentação – Super recomendo! Comprei quando o Leandro começou as papinhas, e uso muito. Quando começar a comer a mesma comida que a família, vou usar ainda mais porque ele poderá participar das refeições com a gente, sentadinho á mesa. A que comprei (e recomendo) é portátil (não é cadeirão) então dá para coloca-la em qualquer cadeira e transporta-la facilmente, sem fazer muito volume.




Se você quiser algumas dicas importantes sobre o mesmo assunto, enxoval, leia o post Enxoval – Como saber oque comprar?

terça-feira, 11 de junho de 2013

O que é que tem na sopa do neném?


   Tenho que confessar que não via a hora do meu filho começar a comer papinha. Durante quase 6 meses, ele ficou exclusivo no peito, o que é uma delícia, mas impõe algumas limitações para a mamãe, já que de 3 em 3 horas tinha que estar juntinho dele para a próxima refeição. De 3 em 3 sendo bem razoável, porque houveram momentos que o meu gulosinho comia de 2 em 2 horas, as vezes com menos intervalo! Foram inúmeras as vezes que sai correndo de algum compromisso com medo que ele estivesse chorando de fome (normalmente não estava, mas sabe como é mãe de primeira, né?). Eu até poderia ter tirado o leite e deixado de reserva numa mamadeira, mas fiquei morrendo de medo que ele largasse o peito antes da hora (ouvi muitas histórias desastrosas sobre isso) então preferi não arriscar.

   Enfim, percebemos que já hora quando passou a acordar de hora em hora na madrugada querendo mamar. O leite não estava mais sustentando, então a pediatra indicou começarmos com outros alimentos.
   A primeira coisa que me instruiu a dar foi uma mamadeira com o suco de uma laranja lima. (Meu filho amou a novidade!!! Logo depois de experimentar, ficou tentando pegar sozinho a mamadeira, num desespero só para mamar! Tenho isso em vídeo – inclusive recomendo – grave! É muito gostoso assistir depois).
   A ideia é ir dando as frutas a cada dois dias, para checar se nenhuma delas provoca alguma reação indesejada. As frutas que a pediatra liberou foram pera, maçã, mamão papaia e banana prata. O modo correto de prepara-las é passando pela peneira. No caso da maçã e na pera facilita se você cozinhar antes, para ficarem mais molinhas. Além disso, não irão oxidar, e você pode inclusive fazer uma quantidade que dê para mais refeições, afinal com a chegada da papinha parece que o tempo que quase não tínhamos evapora de vez.
   Depois de dar as frutinhas duas vezes por dia (pela manhã e à tarde), e tudo correr bem, chega a hora da papinha salgada.
   A orientação que recebi para fazer a papinha foi a seguinte: Para começar, usar uma carne ou frango. Cortar em pedaço pequenos, refoga com alho e cebola (e outros temperos que quiser – lembrando que não pode usar temperos prontos e nem condimentos) e bem pouquinho sal (só para fazer a diferença entre papinha doce e salgada). Coloca água, e deixa na pressão por uns 15 minutos. Então, coloque um cereal (arroz, macarrão, batata ou milho – lembre-se de colocar um só e não exagerar na quantidade pois pode prender o intestino do bebê) um ou dois legumes (qualquer um que você quiser, que for mais acessível para você) e uma verdura. Deixe cozinhar bastante (aqui em casa, deixo por quase uma hora. Quanto mais cozido mais fácil passar pela peneira depois. Algumas carnes ficam tão bem cozidas que até ela passam na peneira), e então peneirar tudo (essa é a parte mais difícil – dá um trabalhão! Mas vale a pena. Não fique tentado a passar pelo processador ou pelo liquidificador – eles mudam a textura. O ideal é passar pela peneira porque com ela ficar pedacinhos, e isso contribui para a futura mastigação. Com o tempo, você irá deixar cada vez mais pedacinhos, amassando só com garfo. Se liquidificar, corre o risco do bebê não aceitar os pedacinhos futuramente, e isso vai ser um problema).
   Outra dica que recebi de uma amiga (e veio orientada pelo pediatra dela) é, na hora de dar a papinha, colocar uma colherzinha de chá de azeite. Isso ajuda o intestino a funcionar melhor – eu fiz e comprovei, realmente funciona!
   Com relação aos horários de refeição, acredito que cada pediatra tenha uma forma de trabalhar, mas a do Leandro me orientou a tentar seguir os seguintes horários:

7:00 – Leite
9:00 – Frutinha + suco
12:00 – Almoço – Papinha salgada
14:00 – Leite
16:00 – Frutinha + suco
18:30 – Jantar – Papinha salgada
20:30 – Leite e dormir

   Percebi que quando consigo seguir essa rotina, meu pitico fica mais tranquilo e a vida funciona muito melhor! Vale a pena tentar.
Bon Apettit

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Primeiro banho em casa!


   Quando o Leandro nasceu, eu nunca tinha trocado uma fralda na minha vida quanto mais dado um banho num recém-nascido, então ficamos bem atentos à todas as dicas recebidas na maternidade, inclusive filmando o banhinho dele para evitar problemas. Além disso, fiquei atenta a tudo o que ouvia que podia dar errado para prestar bem a atenção especialmente á essas coisas. Então, chegando em casa, fomos meu marido, minha mãe e eu dar o banho naquela coisinha de 51 cm e pouco mais de 3,5 km. É fato que com o filme a nossa vida ficou muito mais fácil, e na
primeira vez que fizemos tudo correu como esperado. Mas com o tempo, por conta daquela sensação de que já estamos “manjando tudo”, volta e meia cometíamos uma gafe, e voltamos ao filminho, até que meu marido resolveu o problema da forma mais simples e funcional do mundo todo: Fez um papelzinho que ficava ao lado da banheira com a ordem do banho! Simples assim! Então aqui vai minha dica de hoje, a ordem do banho do bebê, tanto para os que nunca fizeram quanto para quem sempre esquece alguma coisa importante!

*      Vamos começar do ponto de partida – Recém-nascido não pode ficar muito tempo descoberto, então antes de começar o banho prepare tudo o que você irá precisar, ou seja:
·         Sabonete (preferencialmente o líquido que seja cabeça aos pés, já que poderá lavar o cabelo e o corpinho com o mesmo produto, o que facilita muito a vida!);
·         Toalha;
·         Troca de roupa;
·         Fralda e pomada;
·         Algodão e cotonetes;
·         Álcool para o coto umbilical;
·         Banheira com água na temperatura de corpo, ou seja, por volta de 38 graus.

*      O banho será dado em duas partes. A primeira, lavando rosto e cabeça, e a segunda o corpo. Então, para a primeira você não precisa tirar toda a roupa do bebê, pode deixa-lo de body e fralda, e se estiver frio, vale a pena enrola-lo num cueiro ou na própria toalha. Enroladinho também facilita para pegar.
*      Segure o bebê de forma que cabeça fique na direção da banheira. Você deve segura-lo bem firme. Jogue algumas bolas de algodão na banheira, e comece pelos olhos, limpando-os de fora pra dentro. Em seguida, com outro algodão, limpe o rostinho. Então lave o cabelo. É provável que chore, afinal tudo é novo para ele e tudo causa  um certo pavor. É assim mesmo, não se desespere.
*      Volte para o trocador, seque a cabecinha, passe cotonete nos ouvidos (só na parte externa) e retire o restante da roupa e fralda. Limpe o bumbum do bebê com algodão e água morna antes de coloca-lo na água, afinal, se ele estiver sujo, vai contaminar toda a água do banho.
*      Você irá coloca-lo de barriga para cima na banheira. A forma certa de segurá-lo é passar a seu braço direito por trás dele, e segura bem firme embaixo do bracinho direito dele. É aqui que você mantem o bebê seguro, segurando forte (cuidado com o forte, não vai fazer um hematoma no bichinho!) para que não escorregue. Normalmente, entrando em contato com a água quentinha eles acalmam e relaxam (e a gente junto! Rs). Então dê o banhinho, tentando não perder muito tempo, mas também não ser rápido demais que nem dê tempo do pobrezinho curtir a água.
*      Depois de lavar de frente, vem a parte que considero mais complexa: virá-lo de bruços. Vire-o de forma que o seu braço direito agora passe pelo peito dele e segure seu braço esquerdo. Ele deve ficar na água parecendo um sapinho. Fique atento para não deixar que o rostinho dele vá para a água! Termine o banho. Nessa posição eles relaxam ainda mais, por isso que gosto de deixar por último, para acalma-lo antes de tira-lo da banheira.
*      Terminando o banho, estenda a toalha no seu próprio corpo, e puxe o bebê para junto do seu peito, enrolando rapidamente com a toalha.
*      No trocador, para que ele não perca calor muito rápido, coloque primeiro o body, ou pelo menos cubra bem o peito dele.
*      Coloque a fralda, limpe o coto com o cotonete com álcool. Lembre-se se fazer a volta toda num único giro, sem ficar esfregando o cotonete, para limpar bem e retirar todas as impurezas.
*      Então vista-o e dê um aconchego gostoso. Quando estão limpinhos e cheirosinhos, são ainda mais deliciosos! Ai que saudade do meu recém-nascido... Mas confesso que hoje o banho é ainda melhor, com toda a bagunça que ele consegue fazer! Rs


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Dúvidas e culpa... parte da bagagem da mãe


   
Há pouco tempo fiz um post sobre educação que falava sobre o método Attachment Parenting, que diz respeito a criar filhos com muito vínculo com os pais. A minha ideia com o post foi gerar dúvidas em mim mesma, e em quem o lesse, com o objetivo de pensarmos mais a respeito desse assunto tão complexo chamado Educação de Filhos.
   A maior parte dos materiais que temos disponíveis sobre o assunto, além dos métodos a la Super Nanny  que se tornaram populares visto os resultados rápidos e o uso da mídia como divulgação, tratam educação como um jogo de estratégia, no quais os pais devem mover as peças certas para ganharem o jogo. Se não o fizeram, os filhos farão e ganharam o controle da casa.
   Honestamente, não sou adepta de muitas práticas do Attachment Parenting, assim como dos métodos cognitivistas. No entanto, percebo o valor enorme que cada um deles possui, cada um em momentos determinados, dentro de suas condições específicas e com objetivos diferenciados.
  Educar filho é a tarefa mais difícil que eu conheço, especialmente quando se trata do primeiro (espero que no segundo seja mais fácil!). Muitas dúvidas sobre o que é certo e errado, o que deve ser feito e o que deve ser evitado. Muitos pontos de vista e pitacos. Muitas possibilidades.
   Como psicóloga, essa dúvida me assombra ainda mais, já que tenho consciência que muitos de nós carregamos questões sérias e mal resolvidas em nossas vidas, que podem acarretar em escolhas desastrosas, justamente pela forma como fomos criados por nossos pais.
   O que estou percebendo é que todo esse temor acaba gerando em nós algo que parece nascer junto com os nossos bebês – a culpa da mãe.
   Você já reparou que sempre que um bebê chora em público, a primeira coisa que as pessoas fazem é olhar para a mãe da criança? Não sei qual é a intenção, mas o que sinto quando isso acontece comigo é que todos estão questionando “que mãe é você que não consegue controlar o choro do seu filho? Não percebe que ele está atrapalhando?”
  O Leandro ainda mama no peito (bem menos, já que já tem 7 meses), mas todas vezes que ele chora, o que mais ouço é que ele está com fome ou sentindo a minha falta. Sendo uma ou a outra, a culpa é minha, afinal ou não alimento meu filho como deveria ou não sou tão presente como acham que ele precisa. Os olhares reprovadores são assombrosos, e volta e meia fico com a sensação de que estou fazendo algo errado, ou aquém do deveria ser feito. Nesses momentos me sinto dividida – parte de mim quer voar no pescoço de quem está falando, afinal o filho é meu e eu sei o que estou fazendo, mas a outra parte pergunta: “Sabe mesmo? E se ela estiver certa?”. Oh, dúvida cruel! Como seria bom se, como num videogame, pudéssemos arriscar um caminho, e se der errado, dar reset e começar tudo do zero de novo? Isso não nos daria mais confiança? Se pudéssemos prever o futuro e ver exatamente o que cada uma das nossas ações gerará em nossas vidas e nas vidas dos nossos filhos, não seria muito mais fácil decidir?
   Em resumo, se por um lado os livros e técnicas não são exatos e nos dão possibilidades diferentes de visão de educação, por outro, somos questionados a todo tempo sobre o quanto estamos seguros do que estamos fazendo. Não existe um método final, comprovadamente eficaz com todas as crianças que faça com que os demais métodos possam ser aposentados. Cada método tem suas limitações e contribuições. E nós, pobres pais, ficamos em apuros, pois não temos certeza a quem devemos ouvir. O que fazer então?
   Vendo-me nessa sinuca de bico, percebi que preciso aliviar meu coração, e tentar liberar perdão a mim mesma por todos os erros que vou cometer com o meu filho. Isso é bem difícil porque com ele eu não queria errar de jeito nenhum, mas estou percebendo que viver a mercê da culpa  também não fará bem a nenhum de nós. Da minha parte, tentarei fazer o meu melhor, e orarei a Deus que Ele preencha as lacunas que ficarem pelo caminho. Tarefa difícil essa de entregar e confiar. Preciso lembrar-me mais vezes que meu filho é meu por empréstimo e que antes de nascer em mim, nasceu no coração de Deus.  Será que dou conta de perder o controle? Será que dou conta de entregar, confiar e descansar em Deus? Esperamos que sim!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Ansiedade de separação – Do que se trata?


Ansiedade de separação é algo que acontece na vida de todos os bebês e chega por volta dos 7 meses. O principal “sintoma” dela é a criança, que sempre ficou tranquilamente com qualquer pessoa e longe da mamãe (ou de quem mais cuida dela), passa a chorar toda vez que se vê longe dessa pessoa, mesmo que seja por um segundo.
  O bebê pode até não “estranhar” outras pessoas, mas fica antenado na mãe quase que o tempo todo, como se quisesse garantir que ela ainda está ali por perto. Pode inclusive se recusar a ir em outro colo, ou ficar tentando voltar para o colo da mãe toda vez que sai dele.
  Isso acontece porque, de forma bem simples, o bebê está amadurecendo e se percebendo como pessoa diferente da mamãe (ou de quem mais cuida dele).
  Assim como no tempo da gravidez, quando o bebê nasce ele ainda acredita que ele e a mamãe são uma coisa só. Nos três primeiros meses, o comportamento do bebê se reduz a reflexos (aquelas risadinhas não intencionais e os espasmos, por exemplo) e movimentos simples (mexer as mãos e os pés, por exemplo). Quando tem aproximadamente 4 meses, eles já são capazes de perceber que o choro serve para chamar alguém e com isso descobrem que conseguem fazer coisas de acordo com sua vontade (e não só necessidade ou reflexo) e que isso causa algum efeito em outras pessoas (Com o Leandro, mais ou menos nessa fase ele se divertia quando gritava e a gente gritava de volta, imitando o som. Ele ficava extasiado por perceber que estávamos fazendo o som dele! Rs).
  Na mesma medida que vai ganhando outras habilidades e absorvendo tudo ao seu redor, vai se dando conta de que ele e a mamãe não são uma única coisa, que ele pode fazer coisas por vontade própria, independente da mamãe. Isso é um grande marco cognitivo, que precede a formação de sua individualidade, o que é ótimo! Porém, ao se dar conta dessas coisas, surge também o medo de que a mamãe não volte mais quando vai embora, e por isso ele chora.  Isso é a chamada ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO, ou seja, um temor de que a mamãe desapareça quando sai da presença do bebê.
   Se nos colocarmos no lugar deles, dá para entender perfeitamente o choro incontrolável (que muitas vezes chamamos de birra - L) ao se separar da mamãe. O bebê fica extremamente ansioso com a possibilidade de não ter a mamãe de volta, num momento em que o vínculo com ela já é enorme. Quem não choraria se sentisse que a pessoa que mais ama e cuida de você poderia pura e simplesmente desaparecer da face da terra, de um segundo para o outro?
   O que fazer então? A primeira coisa é saber que isso vai passar (pode demorar um pouquinho, mas vai passar!). Quando o bebê conquista a consciência de PERMANÊNCIA DO OBJETO, que é conseguir compreender que algo continua a existir ainda que não esteja á sua vista, ele se sente seguro de que a mamãe virá, mesmo quando se afasta por muito tempo.
  
A segunda coisa é fazer brincadeiras que contribuam para tomar consciência da permanência do objeto. O mais interessante é que normalmente já fazemos essas brincadeiras naturalmente, sem nos darmos conta que estamos ajudando nossos bebês a ficarem menos ansiosos. São as brincadeiras de “Achou”, ou seja, quando você esconde o rostinho do bebê com um pano, e depois tira o pano e diz: “Achou!”. Quando brincamos com ele dessa forma, podemos ver a alegria de rever a mamãe (ou o papai), e aos poucos ir assimilando que continuam existindo por trás do pano. O mesmo pode ser feito com brinquedos. Conforme se desenvolve, é o bebê que começa a brincadeira, já entendendo que quando tirar o paninho, achará a mamãe/papai/qualquer ente querido ali, no mesmo lugar.  
   E por fim, o que também podemos fazer é contribuir para que se sintam seguros. Isso não quer dizer que você deve ficar 24 horas ao lado do bebê para que nunca sinta que você o deixará. Isso é maluquice e pode contribuir para adoecer seu bebê e inibir seu desenvolvimento. O que quero propor é bem diferente disso, é que você não só permita, mas privilegie momentos que ele brinque “solto” no chão, especialmente deixando que se afaste de você sozinho, e que brinque com outras pessoas. Afinal de contas, criamos nossos filhos para voar o mais longe que puderem, e não para ficarem juntinho da mamãe para o resto da vida, não é mesmo?

“Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos da mocidade” Salmos 127:4