domingo, 1 de junho de 2014

Dica de passeio - Diverbraskids

   Escolher um bom passeio para fazer em família que seja divertido para todos, inclusive para o bebê de 1 ano e meio é uma tarefa difícil.  Recentemente descobri uma alternativa muito bacana. Descobri o DIVERBRASKIDS. É um playground especificamente para crianças pequenas! 
   Ele contempla crianças a partir de 8 meses até terem 1,2 mts! Por ser para crianças dessa idade, tudo é "fofinho", todos os  brinquedos são revestidos de forma que existe menos chance da criança se machucar. Além disso, o chão é todo de tatame, absorvendo possíveis impactos.  Por causa disso,  tanto a criança quanto os pais só entram de meia (caso você esqueça a sua,  eles tem para vender e garantir a higiene do local). Me pareceu tudo bem limpo e percebi que os materiais usados são mesmo para facilitar a limpeza.  
   O que gostei muito é que o parque contempla mesmo várias idades. Desde os bem pequenos,  que engatinham até os maiores, já que tem brinquedos grandes como um carrossel de polvo bem fofinho e um escorregador inflável. Tem também piscina de bolinhas,  uma piscina de gel, coberta com plastico maleável,  com vários peixinhos de brinquedo que dá para subir, um escorregador de acrílico, entre muitos outros. Achei interessante a estrutura.  No próprio local tem trocador e itens de higiene para fazer a troca ali mesmo.  
   É possível ainda alugar para festas infantis! Eles possuem recursos para isso. 
 
Uma das coisas que achei mais sensacionais foi o fato de uma de unidades ficar dentro de um shopping, permitindo que você possa contar com toda a estrutura que o shopping oferece!  Foi inclusive nesse que fui com meu marido e meu filho, e foi uma delícia. Fica no shopping Market Place, então aproveitamos para almoçar, dar um pulinho na Livraria Cultura e ainda tomar um cafezinho na Starbucks.  Foi um passeio delicioso para todos nós!  
  O Leandro estranhou um pouco no começo, mas depois se divertiu a valer!  Foi tão gostoso ter esse tempo de diversão em família! Foi precioso,  com certeza voltarei mais vezes! Como fomos durante a semana,  tivemos o parque todo para nós, e eles permitiram que meu marido e eu entrássemos. Quando está cheio, permitem apenas um dos pais.
   Algumas coisas que notei: na entrada, ao fazer o cadastro,  o responsável recebe uma pulseira de identificação e a criança uma etiqueta que é colada nas costas, com o mesmo número,  como medida de segurança; existem brinquedos que somente as crianças podem brincar e entrar; há puffs e monta-montas de tamanho grande para crianças que preferem esse tipo de brinquedo; você controla o tempo que ficará no parque usando como referência o horário que entrou, que fica registrado na pulseira; não achei um programa tão bacana para crianças que ainda não engatinham. 
   Enfim,  adorei o programa e super indico!


Informações  sobre o DIVERBRASKIDS que fica no Shopping Market Place
Valores: é cobrado de acordo com o tempo de permanência - durante a semana,  até às 14:00, o valor é 19,90 a primeira meia hora,  e 10,00 para cada 15 minutos adicionais.  Somente a criança paga,  os acompanhantes não.  Aos finais de semana e durante a semana a partir das 14:00 são 25,00 a primeira meia hora,  e 12,00 para cada 15 minutos adicionais. 
Horário de funcionamento: segue o do shopping, ou seja, das 10:00 às 21:30.

Para os demais unidades,  consulte por telefone.

Site -  http://www.diverbraskids.com.br
Contato- 2672-6000






  

  

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Uma carta às ainda-não-mães


Mandando uma mensagem de aniversário para uma amiga muito querida, que ainda não é mãe, e desejando muito que ela seja mãe em breve, obtive a inspiração para essa postagem. Jujuba, essa é para você! (Estendendo às minhas outras amigas queridas que também são ainda-não-mães). 

Querida Ainda-não-mãe,

   Você provavelmente deve estranhar esse termo, mas de fato não encontrei nenhuma palavra que caracterize uma mulher que ainda não possui um rebentinho, mas deseja tê-lo. Talvez futura-mãe pudesse ser empregado, e provavelmente ficaria melhor colocado, mas não diz o que eu quero dizer. Veja bem, sinto que todas que desejam ter filhos foram chamadas para isso, tanto você quanto eu. Quando meu filho nasceu, há quase um ano e meio atrás, senti no mais profundo das minhas emoções que finalmente estava onde nasci para estar: na cadeira de Mãe. Incrível como a vida fez muito mais sentido! Percebi que nada na vida me dava mais prazer do que cuidar do meu pequeno, e que, ainda que fosse um aprendizado muitas vezes cansativo e penoso, acabava o dia com saudades de cuidar dele de novo, e querendo muito que chegasse o próximo dia (ou a próxima mamada)! E com isso percebi que bem no fundo a maternidade faz parte da vida de toda mulher que um dia deseja ter filhos, mesmo antes de concebe-los. Quando o fato se consuma, os sentimentos, percepções e instintos brotam, como se sempre estivessem por lá, aguardando o momento certo. Desta forma, as ainda-não-mães são muito mais “ainda-não” do que “não-mães”, porque o que as separam da nova realidade é um evento (e que evento! O mais transformador da vida no corpo). De um instante a outro você deixará de ser não-mãe para mãe, e isso muda tudo.
   A começar pela percepção da vida, como se você tivesse um novo óculos que te faz ver a mesma coisa, vista tantas e tantas vezes, de uma maneira diferente, levando em consideração muitas questões que nunca te despertaram antes. Sua percepção de amor muda, passa a ser incondicional, e incondicional passa a ter outro significado, algo mais parecido com eterno. Sua percepção de tempo também será outra. Você mal se lembrará de uma coisa chamada “tempo ocioso”, e provavelmente se ainda o tivesse aproveitaria cada segundo desse tempo, promovendo-o de “tempo ocioso” para “tempo extremamente utilizado” (nem que seja para um belo descanso!).
   Sua percepção de você mesma mudará. O papel de mãe passa a ficar em uso tanto tempo que ele faz uma simbiose com você mesma e fica impossível separar as duas. Mesmo quando estiver cumprindo outros papéis, a mãe em você lhe virá à mente constantemente, trazendo as percepções dela para a realidade que os outros papéis enfrentarem. Por exemplo, profissionalmente, sempre haverá momentos que se lembrará do seu filho durante o dia de trabalho, e você pensará o que o seu bebê deve estar fazendo agora, ou o que faria se estivesse com ele, ou uma lembrança gostosa de alguma gracinha do dia anterior, ou mesmo só saudade, que bate insistentemente em todos os momentos que estamos distantes deles. É bem possível que uma palavra, um som, uma imagem lhe faça lembrar de algo relacionado a ele, e, se o ambiente permitir, você falará dele para encantar também os outros e demonstrar o quanto ele é inteligente, lindo e carinhoso (muito mais do que qualquer outra criança que já nasceu nesse planeta! Rs). Profissionalmente também, a mãe poderá mudar sua capacidade de dedicar-se, afinal a dupla jornada é puxada, e as noites mal dormidas refletem diretamente na memória e na condição intelectual da mamãe. Tem que se dar um desconto!
   Nos outros papéis também sentimos as interferências da “mãe”. No papel de esposa, sentimos uma mudança grande afinal o tempo, antes dedicado ao casal, agora é dividido com as muitas outras atribuições, e corre-se o risco de não sobrar muito.  Haverá dias que no pouco que sobra não há disposição para mais nada além de uma boa noite de descanso! Por outro lado, a “mãe”, quando amparada pelo “pai”, poderá se sentir amada e cuidada, e a parceria entre eles se tornará muito mais forte do que em qualquer outro momento, e isso trará ao casal uma solidez que provavelmente ainda não experimentaram.
   No papel de filha, vão surgir contradições. Se por um lado se sabe o que não se quer repetir, por outro entenderá (finalmente) muitos dos motivos para determinados comportamentos de nossos antecessores. Se por um lado desejará ser a melhor mãe que há em você, por outro perceberá que o melhor nunca será o perfeito, tal como nunca poderia ser perfeita nenhuma outra mãe, inclusive a sua. E que, ainda que se queira ter sua própria forma de criação, nunca será livre da interferência dos padrões plantados em você, tanto os bons quanto os maus. Descobrirá então, olhando pela lente de nova mãe, o quanto somos frágeis, insuficientes, impotentes e tolos, como todos os outros pais.
  Como cidadã, você poderá ver violência, pobreza, fome, divisão desigual de bens, política, cultura, educação, saúde e todo o resto com um olhar beeeeeem diferente. Olhamos sabendo que agora falamos sobre o mundo que os nossos pequenos vão herdar e enfrentar, gerando uma urgência ainda maior em muda-lo, em melhorá-lo, de alguma forma, mesmo que seja com atitudes simples, como separar o lixo reciclável em casa, montar uma horta para próprio consumo, livre de agrotóxicos, evitar desperdícios de água e bens não renováveis, pensar melhor em quem votar e o significado disso, escolher horários mais tranquilos para sair de casa, evitar riscos desnecessários, desejar e incentivar mudanças que tragam algum benefício social, enfim, passamos a desejar ardentemente por mudanças que garantam alguma qualidade de vida para nossos filhos. Ainda que pareça egoísta, não é pois percebo que da mesma forma nos tornamos muito mais sensíveis aos conflitos e problemas que as outras mães passam, e somos muito mais solidárias à dor delas. Situações que antes passariam batido, hoje tocam profundamente a nova mãe, e muitas vezes não conseguimos mais ficar imunes às duras realidades da vida. Não olhamos para uma família sem-teto da mesma forma, não deixamos nossos filhos quentinhos no berço sem nos lembrar que há milhares, talvez milhões de crianças que nunca receberam esse amparo. Não há como ser diferente! Acho que é por isso que existem tantas mobilizações de mulheres. ONGs, associações, movimentos, e etc. lotados de mulheres, quando não chefiados por elas. A maternidade produz em nós um descontentamento com o que está ruim e força para muda-lo. É só olhar ao redor, quantas e quantas guerreiras nos deparamos todos os dias, mulheres que carregam o peso da responsabilidade de suprir integralmente seus filhos, sem apoio de qualquer espécie, e encontram forças para seguir em frente dia após dia, sem retroceder, e ainda guardam alguma energia para um afago delicado nos filhos, afago esse que não recebem da vida. Que força é essa? De onde vem o poder para cumprir tanto e fazer tanto?
   Tenho para mim que essa caixinha que há em cada mulher onde ficam armazenados os recursos necessários para a condição de mãe foi muito bem planejada e arquitetada pelo maior de todos os construtores, O Grande Arquiteto da vida. Acredito que Ele deu uma parte de si à mulher para que aprendesse sobre o amor incondicional que Ele mesmo tem por nós, e compartilhou conosco esse privilégio maior do que nós mesmas que é a possibilidade de gerarmos e nutrirmos a vida, em todas os significados que isso possa ter. Geramos e nutrimos os do nosso sangue e os muitos outros que surgem no caminho. Geramos e nutrimos, como mães, ideias e projetos que produzem vida para os nossos e para outros. Gerar e nutrir, esse é o nosso chamado.
   Bem, minha cara ainda-não-mãe como você pode ver em breve muitas mudanças virão, então enquanto não chega o seu tempo de transformação, aproveite, durma tarde, acorde tarde, namore muito, coma irresponsavelmente (de vez em quando, ok?), quebre com frequência sua rotina, tire muito tempo para você mesma, desfrute do ócio, saia sem hora para voltar, estique os passeios até mais tarde, fale alto em casa o quanto puder, passe horas fazendo depilação, sobrancelha, cuidando do cabelo e das unhas, use seus finais de semana para descansar e sair da rotina, viaje sem planejamento prévio, enfim, faça tudo aquilo que quando o filhote chegar será mais restrito, mas saiba de uma coisa, quando ele chegar você vai se dar conta de que a vida antes dele era muito sem graça e que nem por um segundo gostaria de voltar à ela. =)
Ps.   Ah, outra coisa que você precisa saber antes de sair da condição atual da ainda-não-mãe para mãe é que as teorias de criação de filhos que parecem tão lógicas e óbvias não serão mais assim quando for sua vez. As respostas que todas nós temos para os problemas dos filhos dos outros passam a ser motivo de chacota para nós mesmas. Percebemos o quanto fomos simplistas e o quanto a teoria muitas vezes não diz nada a respeito da prática. Sendo assim, quando alguma delas não der certo para você (porque isso vai acontecer em algum momento), se tranquilize. Realmente parecia muito mais fácil nos livros e nos filhos dos outros do que nos seus, mas isso te dará condições para aprender sobre o seu próprio filho, e como as coisas podem funcionar levando em consideração que ele é único, assim como você e suas condições. Será um aprendizado bacana, acredite.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Geração Hi-Tech


Hoje li um artigo fantástico sobre tecnologia para crianças (10 razões para proibir tecnologia para crianças) e me fez pensar muito sobre a forma como uso tecnologia com o Leandro.
   O Leandro tem agora 1, 4 anos, e segundo a Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Canadense de Pediatria, ele não deveria ter nenhum tipo de acesso à tecnologia até os 2 anos, e só a partir de então, ter de forma restrita.
   Confesso que exponho meu filho à tecnologia desde cedo. Eu não gosto muito da ideia de coloca-lo horas na frente da TV, e ele também não acha muita graça. Ainda não descobriu o mundo dos desenhos animados, e honestamente, gosto disso. Mas por outro lado, como sempre gostou muito de música, e pela facilidade de usar os dispositivos tecnológicos para oferecer uma variedade maior de músicas infantis (afinal, o Youtube tem canais inteiros de música dedicados à crianças de várias idades – tentador!), ele  entrou para o mundo da tecnologia bem novinho. Confesso também que acho uma fofura aquele dedinho gordo passando as imagens e vídeos na touchscreen. No entanto, lendo o artigo, com todos os dados e percebendo o tamanho do risco que ele corre, como mãe disposta a proteger seu filhote de qualquer perigo eminente, fico apavorada! E surge uma dúvida enorme.  Ele faz parte da geração ALPHA (nascidos após 2010), e portanto é impossível que ele fique afastado de tecnologia completamente. Seria muito bom ter sido mãe em outra geração (será mesmo?), mas não acho possível criar um filho em meio a tanta tecnologia usando o modelo da minha geração, em que nem todas as crianças tinham videogame, e mesmo as que tinham não eram tão desesperadas por eles como as de hoje. Na nossa geração, a maior alegria de todas era brincar com os amigos ao ar livre. Na minha casa nós tínhamos videogame, mas me lembro que quando tínhamos amigos para brincar não ficávamos o tempo todo jogando, e honestamente as melhores lembranças são as dos momentos que estávamos brincando de outras coisas, escalando muro, subindo telhado, brincando com água e até mesmo de alguns jogos de tabuleiro. Não tenho lembranças marcantes de momentos que estávamos sentados em frente á televisão com um joystick na mão. Fico pensando que quero que meu filho tenha boas histórias para contar, e com certeza não será jogando videogame ou no computador o dia todo que elas acontecerão, afinal a vida acontece fora das telas e não dentro delas. Preciso me lembrar de ensinar isso a ele.
   Mas voltando ao dilema de como evitar os efeitos nocivos da tecnologia e não deixar meu filho totalmente alienado de sua geração (afinal, se você ainda não notou, é sobre isso que estamos falando, rs) eu não tenho respostas. Mas acho que sei o que quero para o meu pequeno. Sei que quero que tenha boas histórias de arte para contar. Sei que quero que tenha amigos para toda a vida. Sei que quero que seja conhecido em toda a vizinhança e que nunca corra o risco de ser a criança que os vizinhos nunca veem porque passa o dia todo enfurnado em casa.  Sei que quero que não tenha nenhum acesso á pessoas mal intencionadas espalhadas pela rede. Sei que quero que nunca fique viciado em conteúdos inapropriados. Sei que quero passar carão algumas vezes pedindo desculpas por artes absolutamente inteligentes que ele fez. Sei que quero que saiba se relacionar tranquilamente com todo mundo. Sei que quero que seja adepto dos esportes, ainda que puxe a mamãe e não seja realmente bom em nenhum, rs. Sei que quero que viva na realidade e não mundo virtual. Quero que tenha segurança de expor seus pensamentos, ideias e sentimentos no mundo real e não só virtualmente, especialmente com conhecidos. Enfim, quero que seja feliz sendo ele mesmo, convivendo (com intimidade emocional!) com as pessoas que são importantes para ele, e para quem ele é importante, tal como seu pai e eu.
   Olhando para minha lista, já posso pensar em algumas medidas que preciso tomar hoje para colher esses frutos amanhã. A primeira delas é que não posso querer para ele algo que não vivo, ou seja, a mamãe não pode ser virtual o tempo todo também (desafio hein? Largar de lado a tecnologia com muito mais frequência!). A segunda é que não posso acostuma-lo a passar horas na frente da TV/ tablet/ computador/ smartphones, mesmo que seja para ganhar um tempinho extra para as tarefas que nunca consigo fazer quando ele está perto (mais um desafio! Que meu tempo se multiplique então! Rs). Terceira, oferecer mais atividades gostosas e estimulantes que o ensinem desde cedo que brincar é muito bom! (terceiro desafio – caçar muitas e boas atividades para fazer com ele, que se encaixem nos quesitos diversão e educação). Well, well, well, novos desafios pela frente, e mais um, de manter vocês, queridos leitores, atualizados sobre os recursos que tenho usado para que possam criar boas lembranças com seus filhos também! Vamos em frente?