quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Os (muitos) benefícios da amamentação

 
 O momento da amamentação foi um grande desafio para mim. Fpoi uma das poucas coisas que não li muito a respeito antes do Leandro nascer por achar que as coisas aconteceriam naturalmente. Cai do cavalo! Rs Para a minha sorte a maternidade que fui atendida estava muito bem preparada para me auxiliar nas minha dificuldades, e sou muito grata a eles pois acho que se não tivesse sido tão bem amparada, mesmo transbordando de leite, não teria conseguido amamentar. Fica o meu agradecimento ao Hospital e Maternidade São Luiz Itaim! Muito obrigada!
   As dificuldades que encontrei eram básicas. Eu não sabia como amamentar e meu bebê não sabia mamar. Formávamos uma dupla imbatível. Só que não, rs. Eu não tinha bico, então tive que utilizar uma concha de amamentação, e ele teve que aprender a se encaixar no meu bico esquisito, rs. Uma das coisas mais interessantes que acontecem quando viramos mães é que todo aquele recato e timidez desaparecem quando percebemos que nosso bebê precisa de nós.  No meu caso, morriiiiiiia de vergonha de mostrar meu corpo para quem quer que fosse. As consultas com ginecologista eram cheias de constrangimentos e tensão. No entanto, na maternidade, quando percebia a dificuldade que o Leandro e eu estávamos tendo de alimentá-lo, não tinha dúvidas, chamava qualquer enfermeira que estivesse no andar e pedia que ela encaixasse meu peito na boca dele! Rs Isso mesmo, ela pegava o meu peito e enfiava na boquinha dele, e era raro dar certo de primeira, então ficávamos nós três naquela cena desastrosa até que finalmente sentia o leite saindo. Ufa! Que alivio! Vergonha? NENHUMA! Kkkk o importante era o Leandro ficar saciado.
   Nos primeiros dias amamentava de 3 em 3 horas, as vezes até com mais frequência, então quando acabava uma mamada, já ficava ansiosa pensando na próxima. Mas isso foi por um período curto. Com cerca de 15 dias as coisas já estavam muito mais fáceis, nós dois já havíamos aprendido mais ou menos como funcionava a coisa, a quantidade de leite já estabilizou para o quanto ele mamava, então passei a desfrutar do momento a dois. De fato é uma delícia. O Lelê já está com 9 meses, e ainda mama no peito, bem menos, mas mama, e acho uma delícia as brincadeiras que faz na mamada da tarde (porque nas outras ele normalmente está com muito sono para brincar). Ele mama, depois de um tempo para olha para mim, sorri e faz um estalinho com a língua, volta a mamar, para mais uma vez, faz outra gracinha solta outro sorriso lindo e volta. Acho delicioso esse momento! Se estou dispersa, ele me chama, como quem diz “Ei, esse momento é só nosso, presta a atenção só em mim!”. Gracinha! Rs
   Além desse relacionamento gostoso, a amamentação traz muitos outros benefícios. Descobri que existem muitas e muitas pesquisas nessa área, e a maior parte delas tem o objetivo de descrever os benefícios da amamentação. De tudo o que li, tirei algumas coisas que mais me interessaram, mas se você quiser ler mais, no fim da postagem colocarei as fontes.
Existem benefícios relacionados à mãe, ao bebê e à família.

Para a mãe – esses me chamaram muito a atenção! Alguns são comumente conhecidos, mas outros, que considerei ainda melhores, são pouco divulgados. Vamos lá: 
  • Ajuda na perda daqueles quilinhos que sobram depois do parto. No meu caso, senti muitoooo esse benefício. Perdi 23 kg em cerca de 6 meses! 10 foram no parto, mas o restante foi amamentando o meu tourinho! Rs
  • Contribui para o útero voltar ao tamanho normal, diminuindo o risco de anemia e hemorragia. Nas primeiras mamadas sentimos uma cólica bem chatinha, seguida por sangramento. Isso acontece porque a amamentação faz o útero contrair, ainda que doa um pouco no começo, é uma coisa excelente um pouco mais tarde
  • Reduz o risco de diabetes e doenças cardíacas – as chamadas doenças metabólicas – esse estudo foi publicado pela American Journal of Obstetrics, mesmo em mães que tiveram diabetes gestacional (essa é novidade para mim! Achei fantástico!);
  • Reduz o risco de câncer de mama e de ovário (excelentes também!);
  • Reduz o risco de Osteoporose, assim como fraturas;
  • Diminui o risco de artrite reumatoide;

 Para o bebê –
  • Serve como proteção contra infecções (gastroenterites, doenças respiratórias, infecções urinárias e otite);
  • Reduz o risco de o bebê desenvolver doenças como diabetes e leucemia (achei fantástica essa informação – novidade para mim também!)
  • Diminui a tendência a alergias, tal como asma e dermatite.
  • Se, durante o período que estiver amamentando, a mãe produzir outros anticorpos (tomando uma vacina, tendo contato com algum vírus ou bactéria nova, etc.) eles irão para o bebê através do leite, e ele também ficará protegido.
  • É o alimento mais completo e que melhor atende às necessidades do seu bebê até os 6 meses! Nos primeiros dias recebe o colostro, mais amareladinho, que tem uma função específica – é a única substância capaz de eliminar todos os resíduos de mecônio (o primeiro cocô do bebê) do trato gastrointestinal do bebê, ajudando o intestino a amadurecer e funcionar de maneira eficiente, além de prevenir o aparecimento de alergias, infecções e diarreia, pelo adequado controle e equilíbrio das bactérias que se desenvolvem no seu intestino. É rico em vitamina A, o que ajuda a prevenir infecções e proteger os olhos. O colostro dura cerca de 15 dias, e aos poucos vai se transformando no leite normal. Nos primeiros minutos da mamada (de 3 a 5), o leite tem maior concentração de água, para matar a sede, e o restante tem uma concentração maior de gordura, que irá alimentar e ajuda-lo a ganhar peso! (Fantástico, né?);
  • É o alimento de melhor digestão já que foi “fabricado” para o bebê pelas mãos mais habilidosas que existe – as de Deus! Criança que tomam LA tem mais chance de sentir cólicas já que a base dele é leite de vaca;
  • O exercício de sucção traz muitos benefícios para a saúde do bebê – contribui para dentes bonitos, estimula o desenvolvimento da fala e ajuda a ter uma boa respiração, diminuindo o risco de doenças respiratórias;
  • Reduz o risco de obesidade! (queria ter mamado mais tempo no peito, quem sabe, né? Rs);
  • Previne anemia;
  • Amamentar por mais de 6 meses faz bem à saúde mental da infância à adolescência, segundo estudo coordenado pela Universidade do Oeste da Austrália. Segundo os pesquisadores, substâncias presentes no leite (como a leptina) ajudam a combater o estresse. O contato e o vínculo entre mãe e filho promovido pelo aleitamento também têm um efeito positivo no desenvolvimento psicológico da criança. (Uauuuuuu! Mais um benefício para o resto da vida!);
  • Quando o ômega 3 está presente no leite materno, o que varia de mulher para mulher de acordo com sua alimentação, ele ajuda no desenvolvimento e crescimento dos prematuros nos primeiros meses de vida (atenção mães de prematuros!);
  • Pode ajudar seu filho a ter melhor desempenho nos estudos e aumentar a chance de ele frequentar uma faculdade, segundo uma pesquisa norte-americana. Eles analisaram o desempenho escolar de 126 irmãos de 59 famílias. O resultado sugeriu que aquele que recebeu um mês a mais de leite materno apresentou aumento de 0,019 pontos na média de pontuação no ensino médio e aumento de 0,014 na probabilidade de cursar o ensino superior (Dá para acreditar nisso?);
  • O leite humano é rico em ácidos gordos essenciais, imprescindíveis para o crescimento do cérebro e para a retina, contribuindo para vantagens cognitivas e de visão.
  • Redução de S. Morte Súbita;
  • Menor probabilidade de linfoma, leucemia, doença de Hodgkin;
  • Melhor resposta às vacinas;
  • Quando doente, traz alivio e conforto, ajuda a hidratar e a recuperar mais depressa;

Geral – coisas que beneficiam a todos
  • Conveniência – as mães que usam mamadeira sabem do trabalho que tem quando precisam dá-la nas madrugadas ou quando saem de casa. Ainda mais aquelas que acostumaram a dar a mamadeira quentinha (sim, porque se você ensinar que o leite tem que ser quentinho, seu filho só vai querer assim! Se ensiná-lo a tomar na temperatura ambiente, ficará muito mais fácil para você).  No peito, o leitinho está sempre pronto, na proporção correta e quentinho!
  • Custo – não há! È o alimento mais completo que seu bebê poderá receber até os 6 meses, e você não precisará pagar um centavo por isso. O LA ou fórmulas são, em geral, produtos bem caros. No meu caso, meu filho mamava demais, então, se fosse dar LA estaria falida!
  • Custo 2 – se as crianças e a mãe ficam menos doentes, gasta-se menos com médicos e remédios!

    Fiz uma pesquisinha básica também para saber um pouco sobre o LA – Leite artificial. Ele tem o objetivo de ser um substituto do LM, e para isso utilizam o leite de vaca como base, fazendo muitas alterações para que seja o mais parecido possível. Ele é uma benção enorme para quem tem algum tipo de problema com amamentação, e é ótimo saber que ele existe para emergências, mas infelizmente ele não é completamente igual. O ideal é insistir para dar o peito, por todos os benefícios que citei, e tentar dar pelo tempo recomendado (cerca de 2 anos, pela OMS), mas se não der, que bom que tem LA! Seu pitico vai crescer saudável e fofucho como muitos que conheci!


Fontes - Para saber mais



Leia também
Aleitamento - um tema difícil de falar


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Açúcar, por que não?

   
Há algum tempo fiz uma postagem sobre os motivos para usar pouco sal na comida do neném. Mas e o açúcar? Será que é um mocinho disfarçado de vilão, ou só um vilãozão mesmo? Vamos descobrir juntos?
   Fazendo uma pesquisa descobri coisas bem interessantes.
   A primeira é algo todos nós sabemos - açúcar pode trazer danos aos dentinhos (Eles provocam as famosas cáries e inflamações nas gengivas).
  Outro que achei muito importante é que existe uma pesquisa que comprovou que o excesso de açúcar pode deixar nossos piticos irritados e dispersos. Isso acontece porque ele aumenta a quantidade de adrenalina no sangue, além da insulina. O efeito é agravado em situações que a ingestão de açúcar se dá quando a criança está com o estômago vazio.  Aqui em casa já comprovei isso. Dei açúcar para o Leandro duas ou três vezes, e em pouca quantidade – em sucos azedos – e em todas as vezes ele não só teve mais dificuldade para dormir como na madrugada acordou prontinho para brincar, para o desespero da mamãe sonolenta! Isso aconteceu duas vezes, e nas duas eu jurei pra mim mesma que meu filho nunca mais veria açúcar na vida! Rs
   Voltando ao nosso doce assunto, descobri que o açúcar refinado é considerado uma caloria vazia, ou seja, ela só engorda e não tem função nenhuma no organismo, diferente de outros tipos de açúcar como a lactose, que encontramos no leite, a sacarose e a frutose, encontradas nas frutas. Esses tipos de açúcar são importantíssimos porque geram energia para o organismo funcionar. Não há como viver sem esse tipo de açúcar! Já o refinado seria até bom se nem nós o consumíssemos, mas sendo bem realista, quem consegue viver totalmente sem ele a vida toda?
   Quando o bebê está na fase de experimentar novos sabores, o açúcar é o único deles que ele não precisa experimentar uma vez que o leite que ele mama (LM ou LA) já é doce, então ele já conhece e aprecia muito esse sabor! Aprecia tanto que dá preferência pelos alimentos sólidos mais adocicados, como as frutinhas e a papinhas feitas com abóbora e beterraba, por exemplo. Uma vez que prefere o doce, se damos açúcar, incentivamos esse gosto por ele, o que pode gerar muitos problemas futuramente. O bebê pode, por exemplo, rejeitar os alimentos salgados e dar sempre preferência pelo doce, e com isso ficar muito mal alimentado, podendo ter ao mesmo tempo obesidade e anemia, em casos extremos.
   É claro que estamos falando de uso excessivo de açúcar, e problemas a longo prazo, mas a médio prazo o açúcar pode trazer um problema grande também. É comum que entre 1 e 2 anos o apetite dos piticos diminua pela metade. Eles passam a ser seletivos, rejeitando completamente alguns alimentos. De todos que comem com tranquilidade, escolhem alguns poucos. Se oferecermos açúcar, é bem provável que a maior parte dos alimentos que a criança aceita seja alimentos adoçados, ou seja, antes, numa dieta que comia de tudo a quantidade de açúcar que consumia não era representativa, mas agora deixando de comer muitas coisas, a quantidade que passa a consumir é gigantesca! Essa é uma baita armadilha, não é? Incialmente o açúcar não tirava o balanço da dieta dele, mas mais tarde pode virar o principal fator para acabar com todo o equilíbrio alimentar!
   Se estamos ensinando sabores ao bebê, ao colocar o açúcar mascaramos o sabor real do alimento (por exemplo, banana é uma coisa, banana com açúcar é outra beeeeem diferente). Ele, que não é bobo, é claro que vai sempre pedir o mais docinho e deixar o menos doce de lado, afinal ele já APRENDEU que pode ficar muito mais gostoso com açúcar.  E a palavra APRENDEU está em letras garrafais porque ele foi ensinado a gostar mais desse jeito, e adivinha quem foi a professora dele? Rs

  Longe de mim querer gerar culpa na mamãe (afinal, já temos muita!) mas quero alertar porque acredito que muitas mães, como eu, ficam super tentadas a dar um docinho para os bebês pequeninhos, especialmente aquele bolo de chocolate cheio de cobertura para vê-lo se lambuzar a vontade! E as vezes a pressão das pessoas ao redor só aumentar o nosso sentimento de que estamos sendo rígidas demais (e até maldosas para algumas más línguas!), afinal que diferença faz comer um pouquinho de açúcar? Toda a diferença! Nós é que somos responsáveis pela educação alimentar dos nossos filhos, e não é muito melhor para eles aprenderem do jeito certo do que terem que fazer reeducação alimentar depois de crescidos? Se você já fez dieta na sua vida sabe exatamente do que eu estou falando! Dizem que se conseguirmos segurar sem dar açúcar á eles até os dois aninhos depois eles não sentirão mais falta, e consequentemente terão uma probabilidade muito menor de desenvolver doenças relacionadas ao açúcar, tal como diabetes e obesidade. Você não acha que vale a pena restringir por um pouco de tempo para colher enormes benefícios por toda a vida?