Adoro registrar cada momento da vida do Leandro. Tenho muitos vídeos e
fotos que mostram como ele passou por cada fase da vidinha dele. Mas quando olho as fotos ainda ficou com a
sensação de que não registrei o suficiente, que queria registrar ainda mais. É
aquela velha sensação de ter perdido algo importante, de não querer me esquecer
de absolutamente nada do que aconteceu e como foi cada dia da vida dele. Acho
que mesmo que o fotografasse todos os dias ainda sentiria falta de alguma
coisa.
Tenho também um desejo muito grande de que ele tenha acesso a toda a infância
dele. É tão gostoso quando fazemos um momento naftalina na casa dos meus pais e
olhamos as fotos antigas e tentamos lembrar as histórias de cada foto, o que fazíamos,
as frases inocentes de criança e as “artes”. Essas recordações aquecem o coração e me
trazem um sentimento tão gostoso de pertencer, de ter história e me fazem rir e
me sentir amada. Quero muito que o Lele tenha isso também, que possa saber
sobre sua história, sobre seu passado, sobre como nos sentimos quando soubemos
da vinda dele e ao longo do seu desenvolvimento. Pensando nisso, na última
semana de gravidez compramos um livro muito especial que registra as partes
mais importantes dos primeiros 5 anos do bebê.
Existem vários tipos, mas o que mais gostei e comprei foi o da Rachel
Hale “Minha vida de bebê – Registro de 5 anos”. Nele você consegue colocar muitas
informações legais, tal como a primeira aparência do bebê – peso, altura e cor
do cabelo – e ainda tem um envelopinho para guardar uma mechinha do cabelo
dele. Nas outras páginas tem lugar para colocar o que estava acontecendo no
mundo no dia do nascimento (a música mais tocada, os líderes mundiais, o preço
do pãozinho francês e do leite, etc), e depois registros especiais sobre o próprio
bebê – momento que chegou em casa, como os pais se sentiram quando nasceu,
mensagem dos pais para o bebê, primeiro feriado em família, árvore genealógica,
as coisas que gosta – brinquedos, comidas, músicas - coisas que deixam feliz e
triste, as datas importantes – que sentou, engatinhou, andou e falou –
primeiras palavras, enfim, de tudo um pouquinho. Ainda tem uma reguinha para ir
marcando o crescimento do bebê. Tem muitos espaços para colocar fotos de cada
um desses momentos e muitos outros. Eu gosto muito porque registro aquilo que é
mais importante e é gostoso de recordar mais tarde.
Além do livro, de vez em quando escrevo cartinhas para o Lele que conto um
pouco sobre o que estamos vivendo no momento e sobre como o papai e eu nos
sentimos. O que quero com isso é que, daqui a alguns anos, ele leia e perceba que
o amamos e que foi muito desejado por nós. Quero que veja o quanto nos
divertimos com suas gracinhas e o quanto nos sentimos privilegiados com sua
vinda e por podermos acompanhar cada detalhe do seu desenvolvimento. Sei que
como todo mundo, algum momento ele poderá questionar-se do quanto é amado, e
quero que tenha, além de nós, algum lugar que possa olhar e sentir um pouquinho
do amor que sentimos por ele desde sempre, percebendo que pertence á um ninho para onde sempre poderá voltar.
Quero que se sinta afirmado e que tenha raízes frondosas porque acredito que quanto
maior o tamanho da raiz, maior o alcance dos galhos, e lhe desejo galhos que
alcancem o mundo.
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