segunda-feira, 27 de maio de 2013

Primeira viagem do bebê!


   Estamos nos preparando para a primeira viagem do Leandro.  Nos primeiros meses dele a pediatra (excelente, por sinal!) não nos aconselhou a viajar enquanto não tivesse dado pelo menos uma dose de cada vacina. A preocupação era de que não tivesse imunidade o suficiente caso precisasse, e então teríamos que lidar com dois problemas sérios – o bebê doente sem tantos recursos para combater a doença, e não estar próximo de casa, e consequentemente de nenhum hospital conhecido. Como pais prudentes, decidimos esperar, e acho que acertamos nisso. Sendo nosso primeiro bebê, a última coisa que queremos é lidar com qualquer situação grave, já que a falta de experiência causa um pânico enorrrrme! Rs.
   Mas agora que ele já está um rapazinho de quase 7 meses, com três lindos dentinhos nascidos e mais 4 insistindo em nascer, nos sentimos mais a vontade para arriscar. Além disso, já ficou resfriadinho uma vez, e o papai e a mamãe conseguiram sobreviver a isso (com muita dor no coração, mas conseguimos!), então acredito que estamos prontos para novas emoções.
   Ok. Até aqui tudo bem. Mas estou descobrindo essa semana que viajar com um bebê não é uma tarefa tão simples assim... Sabe quando você deixava para fazer a mala no dia anterior da viagem (na melhor das hipóteses!)? Então, isso ficou num passado bem distante (far far away). Depois que viramos mãe, ter organização e planejamento prévio é tudo na vida de uma mulher. No meu caso, ainda mais, já que os meus neurônios não voltaram a funcionar adequadamente desde o nascimento do Leandro (acho que eles estão focados em outra “coisinha”), o que me faz ser ainda mais esquecida! Esqueço coisas que acho que deveria ser impossível de esquecer! Ainda tenho esperanças, quem sabe antes de planejar o próximo bebê, a cabeça da mamy volta para o lugar certo.
  Voltando ao assunto viagem, percebi que são poucas as coisas que NÃO quero levar, rs. Eu quero levar a casa toda! Fico imaginando cada situação que possa surgir, e tento me preparar para ela, e nessa, a listinha do que vai na mala do Leandro só aumenta. A meu favor, vou usar o argumento de que é muito complicado estar no meio do nada com um bebê e perceber que esqueceu algo de suma importância, que vai mudar completamente a capacidade dele de desfrutar de um tempo gostoso de viagem (que exagero... fiquei até vermelha, rs).  
  Mas, tentando não beirar a neurose, quero colocar aqui para você uma listinha do que considerei importante levar. Espero que te ajude na sua viagem! Espero que me ajude na minha viagem também, rs.

·         Higiene
o   Fraldas – a mais, sempre – lenço umedecido e pomada contra assadura;
o   Shampoo, condicionador e sabonete;
o   Cotonetes e Algodão;
o   Escovinha de cabelo e cortador de unha (se for ficar mais que uma semana ou se não der tempo de cortar as garrinhas antes de sair de casa);
o   Escovinha de dentes e pasta (pra quem já usa);

·         Farmacinha
o   Os remédios que toma todos os dias;
o   Antitérmico e analgésico;
o   Para cólica (para quem ainda sofre desse mal);
o   Para picada de insetos;
o   Termômetro;
o   Soro para o narizinho;

·         No geral
o   Berço desmontável (se tiver e for necessário)
o   Carrinho do bebê (se der, é preferível levar, pois pode ajudar o bebê a descansar nos momentos que estamos fora de casa/hotel);
o   Bebê conforto ou cadeirinha para o carro (essa é óbvia, né? Rs);
o   Repelente, veneno para insetos e/ou mosquiteiro;
o   Babá Eletronica (para quem tem e já usa. É uma mão na roda pra ajudar os pais a desfrutarem de momentos sem o pitico, sem deixar de “estar de olho” nele);
o   Brinquedos, muitos, de todos os tipos. Quanto maior o tempo de viagem, maior o número de brinquedos, rs.
o   Cobertores (no plural, já que nunca se sabe o que esperar. Vai que molha, vai que suja, vai que chega uma frente fria inesperada...Vai que.)
o   Brinquedo que usa para dormir (se usar – o pobrezinho já está fora de casa, é bom que tenha algo que lhe é comum para ajudar a dormir melhor – além da mamãe, é claro);
o   Edredom (meu filho está querendo engatinhar, então sei que preciso levar algo que possa forrar qualquer chão para que ele tenha liberdade. Se não é seu caso, risque);
o   Mantas para jogar por cima, para eventuais mudanças de tempo nos passeios;
o   Fraldas de pano – é sempre bom ter uma por perto. Elas têm mil e uma utilidades;
o   Lençol para bercinho, se achar necessário;

·         Alimentação
o   Papinhas, frutinhas e leite (de acordo com o que o bebê já usa);
o   Babadores, colherzinha, pratinho, peneiras, espremedor de frutas, liquidificador (se não tiver lá), mamadeiras e esterilizador;
o Água, é sempre bom levar, quando não temos certeza da procedência do local que vamos)

·         Roupas
o   Todas, eu diria, rs. Brincadeiras a parte, é bom prevermos alguns possíveis incidentes (fralda que não dá conta do recado, por exemplo), e levarmos roupas de sobra. Leve em consideração a quantidade que você usa normalmente, acrescentando algumas , e também esteja atento ao clima do local aonde irá, sabendo que é sempre prudente ter roupas de calor e frio na mala (mais um VAI QUE).

·         IMPRESCINDÍVEL
o   Flexibilidade e bom humor para lidar com eventuais transtornos e esquecimentos, afinal, ninguém é de ferro e capaz de prever tudo.


Esqueci algo importante?? Por favor, me avise!

Boa Viagem!!


sábado, 25 de maio de 2013

Hora de nanar!


  
   Ouvi muitas histórias sobre a grande dificuldade de colocar um bebê para dormir, então quando o Leandro nasceu já estava esperando que fosse muito difícil, mas ele nos surpreendeu. Desde a primeira noite dormiu no berço, e na maior parte das vezes acabava a última mamada dormindo. Em pouco tempo já dormia a noite toda, e muitas vezes eu que o acordava para mamar, porque por ele dormiria direto (eu só não deixava pelo risco de hipoglicemia). Fácil assim. Então, estava tudo calmo, sereno e tranquilo, até que ele fez 4 meses, e tive a impressão que abduziram o meu bebê e colocaram outro idêntico no lugar! Ele mudou completamente! Começou a acordar várias vezes na madrugada, tinham dias que acordava de hora em hora (parecia tele-sena! Rs), chorava desesperadamente lutando contra o sono e dormia menos horas do que antes. Todos os dias ficava tentando entender o que estava acontecendo, o que estava fazendo de errado, mas nada que tentava funcionava por dois dias seguidos. Então percebi algo importante. Ainda que muita gente diga que sim, bebês não têm padrões fixos e imutáveis. Como estão em constante amadurecimento e desenvolvimento, o seu comportamento também vai mudando, de acordo com a fase em que estão e tudo o que vão descobrindo a cada dia.
  É claro que existe uma série de coisas que podemos fazer para colaborar para que durmam melhor, mas é fato também que muitas vezes essas coisas podem simplesmente não funcionar.


   O que aprendi com o meu filho é que tudo é fase, e que uma hora passa. Isso não quer dizer que não devemos tentar tudo o que estiver ao nosso alcance. Devemos sim, e devemos ainda torcer para que dê certo! No entanto, precisamos saber que se não der certo, não é o fim do mundo, e que isso não nos joga para a lista das piores mães que o mundo já conheceu. De jeito nenhum! Cada criança reage às circunstâncias de forma diferente, então não podemos esperar um padrãozinho de comportamento muito exato. Você, como mãe (ou pai), pode, por tentativa e erro (o método mais eficaz que existe! Rs), ir descobrindo o que é bom para o seu filho, e como ele responde a cada situação. Aos poucos vamos conhecendo os gostos e limites dos nossos bebês, e vamos aprendendo a respeitá-los, o que torna tudo muito mais fácil e calmo.
   Com o meu pequeno, o que deu certo foi manter uma rotina razoavelmente fixa (afinal, temos que concordar que é muito difícil fazer tudo exatamente igual todos os dias! Vamos deixar isso para os obsessivos-compulsivos, ok?) e coloca-lo na cama mais cedo. Ele ficou mais tranquilo e dormiu melhor, mas sempre que alguma coisa nova surge, nem a rotina e nem dormir cedo resolvem o problema. No momento, está com 4 dentinhos nascendo ao mesmo tempo, e é claro, isso alterou a qualidade do sono dele. Como todo mundo, diante de novos desafios, o corpo dele sente e reage.
Não é assim com a gente também, adultos maduros e bem resolvidos (oi?)? Por que esperar que o bebê reaja diferente?

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Aprender brincando


   
Todo mundo sabe que a coisa que os bebês mais gostam de fazer na vida (além de comer, no caso do meu! Rs) é brincar. Especialmente com os pais. Por eles, só faríamos isso o dia todo. E é muito gostoso brincar com eles, ainda mais por saber que os nossos estímulos os ajudam a desenvolverem suas habilidades e capacidades, e podem, inclusive, potencializar algumas delas.
   Por isso é tão importante que os pais (especialmente os pais, pois os estímulos deles são mais aceitos e bem vindos) separem tempo na rotina para estar com eles. E leia-se, estar com eles não significa ver TV com eles, e sim brincar diretamente. Sabemos que o trabalho muitas vezes consume as energias e forças, mas se você aprender a brincar com seu filho, talvez essa possa ser uma tarefa que “encha o seu tanque” para mais um dia de trabalho.
   Mas como saber do que podemos brincar  para contribuir com seu desenvolvimento? Hoje vou postar uma série de sites e blogs que acompanho e que tem atividades interessantes para fazer com crianças pequenas.
   Espero que você goste e se divirta!

 Fisher-Price - No site da Fisher Price você encontra na lateral direita, separado pelos meses do bebê, o que é esperado de cada idade, brincadeiras e brinquedos ideais para eles, assim como atividades que você pode fazer em casa.

  Infância Saudável – Falam sobre muitos assuntos importantes para bebês. Na parte de “passo-a-passo”, tem separado por idade, de forma geral, o que é legal oferecer nessa fase. Mostram o que esperado para a fase e o estímulo para essa nova habilidade.

  Colégio Magno – No site desse colégio, eles sugerem uma série de atividades para bebês. O bom é que atividades muito simples, que qualquer pessoa pode fazer em casa e muitas envolvem materiais que já temos em casa.

  Plain Vanilla Mom – Esse blog é sensacional! Ela é uma mãe que não tem medo de bagunça, então propõe várias atividades simples, mas que permitem que o bebê experimenta muitas sensações diferentes.

  Bath Activities for kids – Esse site é ótimo também. Foi criado por uma mãe que decidiu transformar os banhos dos filhos em brincadeiras muito criativas e educacionais. O legal é que todas as atividades podem ser feitas fora do banho também, com algumas adaptações, caso você prefira. Vale a pena conferir.

  The Imagination tree - Site de uma professora de educação infantil. Ela propõe muitas atividades, especialmente sensoriais. Adorei!

   Let´s play! =)

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Crescendo...é, crescendo!

   
   Desenvolvimento infantil é algo impressionante. A partir do momento que nascem, a cada dia descobrem coisas novas e adquirem novas habilidades, e muitas vezes nos surpreendem com as novidades. Em muitos casos, é aí que os primeiros acidentes ocorrem. Não estamos esperando que já sejam capazes de determinada coisa, e de repente, lá estão eles tirando de letra uma nova habilidade.
   Com o Leandro, toda vez que sou surpreendida por algo novo, que não estava esperando e que ele se antecipou, sou tomada por muitos sentimentos diferentes. Primeiro, alegria de perceber meu pitiquinho ganhando o mundo. Mas também um sentimentozinho de perda, como se aquele nenénzinho pequenininho, quietinho, que mal conseguia me enxergar, logo logo não vai depender em nada de mim, me mostrando que ainda que eu acredite que tenho algum controle sobre ele, não tenho nenhum.  Ao mesmo tempo que sinto essa perda, volta uma alegria muito grande em saber que ele é um, sozinho, que vai ter suas próprias experiências, me deixando super curiosa para saber quem será o meu Leandrinho daqui a 20, 30, 40 anos. O que será que ele fará? Quais habilidades e dons meu filhinho vai ter? Pelo que vai se interessar? Será que vai continuar sendo São Paulino, como o papai incentivou? Será que vai gostar de bateria tanto quanto gosta hoje? Terá alguma habilidade musical? Terá as habilidades esportivas do pai, ou vai lutar contra o sedentarismo tanto quanto a mamãe?
   Sei que essas perguntas podemos fazer sobre todos os bebês ao nosso redor, mas com nossos filhos a coisa funciona um pouco diferente. Não sei se o que vou dizer é compartilhado pelas outras mães, mas o que sinto quando vejo meu filho fazendo coisas novas, mostrando gosto por alguma coisa, é como se tudo fizesse muito mais sentido. É como quando vemos um filme muito bom, e lá pelo meio, algo do começo, que passou até meio batido, agora vira o detalhe que faz toda a diferença. Algo que parecia não ter muita importância se transforma em o fator mais importante (e inteligente!) da trama, abrindo a nossa visão para perceber tantos outros detalhes e significados que não tinham sido vistos com a profundidade necessária, e isso faz com que o filme passe de um mero filminho de sessão da tarde para o top 10 cinematográfico. É aquele “uau” que você não consegue conter, e que dá até uma aquecida no coração. São aquelas fichas importantes que caem de repente, e tudo passa ter um sentido muito maior e mais profundo.
   Imagino que quanto maiores forem as descobertas do meu menino, quanto mais importantes suas realizações, maior será esse meu sentimento em relação a ele. E nesse sentido, não vejo a hora de chegar lá na frente, sentada na primeira fila da plateia da vida do Leandro, e poder aplaudi-lo de pé, com o sorriso orgulhoso de alguém que entendeu todos os símbolos e significados de uma história que faz arder o coração.
   
   Filhinho, é lá que eu quero estar.
  
  Te amo,

   Mamãe.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Attachment Parenting ou “Criação com apego”, já ouviu falar?


   Você já ouviu falar em Attachment Parenting, ou, na tradução para o português “Criação com Apego”?
   Recentemente, lendo uma revista sobre bebês, vi esse termo, e fiquei muito curiosa para entender melhor do que se tratava. Na revista (Super Interessante), o termo foi colocado de forma bem pejorativa, inclusive dizendo que algumas celebridades tem adotado o método para criar seus filhos. Ainda assim, quis entender melhor sobre isso. E confesso que estou gostando muito dos princípios propostos.
   Vamos do começo. A Criação com apego foi proposta por William Sears, e tem como base a Teoria do Apego criada por John Bowlby, que diz que a criança tem uma tendência natural de estabelecer vínculo com alguém próximo (os pais, por exemplo) e se sente segura na presença dessa pessoa. Por outro lado, quando há privação materna a criança pode desenvolver depressão, além de conflitos agudos e hostilidade, diminuindo a sua capacidade de formar relacionamentos saudáveis na vida adulta.
   Portanto, pensando desta forma, o Attachment Parenting propõe que se privilegie o “apego seguro” com o bebê, a fim de que ele possa sentir-se confiante, e assim formar relacionamentos seguros e saudáveis no futuro.
   Na prática, isso significa que eles acreditam que o cuidador deve estar atento à criança para ser capaz de identificar e atender as necessidades emocionais e biológicas dela, formando o apego seguro. Uma vez que essas necessidades vão mudar ao longo do tempo, isso impõe que o cuidador tenha flexibilidade para oferecer respostas adequadas.

   Eles tem 8 princípios que norteiam a teoria:
·         Preparação para a gravidez, o nascimento e a mater-paternagem.
·         Alimentação com amor e respeito.
·         Responder sempre com sensibilidade.
·         Praticar a criação baseada no apego.
·         Incluir essa criação também durante as noites.
·         Fornecer carinho constante.
·         Praticar a disciplina positiva.
·         Esforçar-se para o equilíbrio na vida pessoal e familiar.

   A Idéia é que, a partir desses princípios, os pais decidam o que fazer em cada caso. É a partir disso que algumas das famílias adeptas optam por práticas como o parto natural, nascimento domiciliar, criação em casa, homeschooling, movimento anti-circuncisão, liberdade de vacinação, saúde natural, cama compartilhada, movimentos cooperativos e consumo de alimentos orgânicos, etc.   
   No entanto, pelo que li e entendi, essas práticas não são regras a serem seguidas. Na verdade, cada família faz aquilo que entender ser melhor para seu filho, de acordo com os princípios.

   Da minha parte, o que achei interessante e vai de encontro com aquilo que também acredito é:
·         A Criação com Apego procura entender as necessidades biológicas e psicológicas das crianças e evitar expectativas não realistas sobre o comportamento da criança. Ao estabelecer limites que sejam apropriados para a idade da criança, a Criação com Apego leva em conta todas as etapas físicas e psicológicas do desenvolvimento que a criança está experimentando. Desta forma, os pais podem tentar evitar a frustração que ocorre quando eles esperam coisas que as crianças não podem fazer ainda.

·         Busca-se olhar para a criança como um ser singular, e assim abre-se mão da ideia da criança se comportar exatamente como seus pais querem que ela se comporte. Nessa visão, querer que um filho corresponda às suas expectativas de comportamento é preparar um ser humano para a frustração, para a baixíssima auto-estima, para se ver sempre como inadequado e incompleto aos olhos dos pais. Eles acreditam que querer que as crianças sigam um mesmo modelo de comportamento é negar a sua individualidade e liberdade, ou seja, negar a si mesmo em essência, e fará com que se sinta obrigada a responder a algo que não é capaz ainda de acompanhar.

·         Escolher a criação com apego como forma de cuidado com os filhos não é ser permissivo. Os limites estão estabelecidos de outra maneira – não significa permitir que faça o que quer, afinal ensinar limites também é uma forma de respeito. Ter limites, conhecer os limites do outro e os seus próprios é estar inserido, respeitosamente, no mundo. A forma de ensinar não passa pelo autoritarismo, medo, repressão injustificada ou pelo “Não pode fazer isso porque eu disse que não pode!”, e sim na base do diálogo, compressão e respeito – é dizer não, explicando os motivos.

·         Existe um estudo publicado pelo periódico PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America) que mostra que o bom cuidado materno na infância leva ao aumento de duas estruturas cerebrais chamadas hipocampo e amígdala. A primeira está relacionada à memória de curto e longo prazo, e a segunda ao comportamento emocional. Trocando em miúdos, isso quer dizer que existe uma relação entre as experiências afetivas que a criança vive na infância e a forma como seu cérebro se desenvolve. Observando imagens do cérebro de crianças pré-escolares deprimidas e de emocionalmente saudáveis, concluiu-se que o cuidado materno recebido na primeira fase da infância teria uma ligação com o tamanho dessas estruturas ocasionando diferentes padrões de respostas ao estresse. Nas crianças emocionalmente saudáveis as estruturas eram maiores, enquanto que nas deprimidas eram menores.

·         Beaseando-se nessa perspectiva, não cabe nessa forma de educação o deixar que a criança chore sem ser atendida pelos pais, tal como outras teorias acreditam que deve ocorrer. Na criação com apego, se entende que isso constitui uma violência contra a criança, já que o choro é a única forma de comunicação que possui para dizer aos pais que há algo errado ou que deseja alguma coisa. Uma vez que se comunica, e não é atendida, ela passa a entender que o ambiente ao redor não é confiável, e isso gera outros comportamentos de resposta, tal como choro cada vez mais alto, birra e raiva. Pode inclusive acreditar que não tem o direito de se sentir como está se sentindo, e gerar sentimentos de inadequação. Em casos extremos, a criança pode aprender a se distanciar emocionalmente das pessoas ou mesmo ficar com carência acima do normal.

·         Criação com apego não diz não ao choro, e sim ao choro não atendido. Não significa fazer tudo o que a criança pedir para que pare de chorar. Significa procurar entender o motivo do choro, ser empático com ela. No entanto, se quiser algo que não pode ser dado, permitir que ela chore a frustração, mas chore sendo acolhida pelos pais no momento do choro, para que não entenda essa postura como desamor, mas como limite.

Vamos pensar a respeito?

domingo, 19 de maio de 2013

Aleitamento, um tema difícil de falar.


   
Quando estamos grávidas, temos a boa tendência de achar que no exato momento que o bebê nascer, tudo vai acontecer naturalmente: você saberá exatamente o que fazer com ele, jorrará leite e o bebê logo pegará o peito, se fartando do melhor alimento que pode ter. 
   Sinceramente, eu desejo que a sua realidade seja essa mesmo, mas tenho que ser bem honesta, nem sempre as coisas acontecem desse jeito.
   Por outro lado, há muito sensacionalismo sobre o assunto. Percebi, quando estava barriguda que as pessoas adoram uma boa tragédia!  Como ouvi histórias tristes! E na maior parte, sobre “o terror” da amamentação. Fiquei bem impressionada, e até achei que ia perder os dois peitos. Mas, da mesma forma, nem sempre as coisas acontecem desse jeito.
   Então como acontecem? É sobre isso que quero falar hoje.
   As coisas acontecem de forma diferente para cada pessoa. Muitas mulheres preparam o peito bonitinho durante a gravidez, cumprem todas as regrinhas, leem sobre o assunto, e na hora H, o leite simplesmente não desce! Outras não fazem absolutamente nada, e as coisas funcionam perfeitamente. Não dá para saber, mas o que quero te aconselhar é: se prepare, mas não sofra por antecipação. Deixe para lidar com aquilo que for realidade, no tempo certo. Basta a cada dia seu próprio mal.
  Quanto a preparação, quero compartilhar algumas coisas interessantes que fui percebendo nesses “longos” 6 meses de experiência, rs.

1)    Não, aleitamento não ocorre de forma natural. É um processo de aprendizagem, tanto da mamãe quanto do bebê. Ainda que ele nasça com a capacidade instintiva de sucção, o encaixe não é inato. Ele precisa saber como encaixar certinho do bico do seu peito para conseguir mamar e não te machucar. E você, por outro lado, precisará aprender a coloca-lo na posição correta para não fazer hematomas e lesões no seu seio. A principal razão para machucados no peito é a “pega” (como é chamada a ato do bebê abocanhar seu peitinho) errada.  Existem tipos de bicos diferentes, e é por isso que tem essa  variação. A boa notícia é que o bebê é capaz de mamar em qualquer tipo de bico e que podemos contar com apetrechos variados para nos ajudar com qualquer dificuldade que possa surgir. No meu caso, eu não tinha bico, então usei conchas de amamentação para forma-lo. Nos primeiros dias, ficava com elas na maior parte do tempo, e só tirava para amamentar e dormir (mesmo para dormir, colocava o relógio para despertar 1 hora antes da próxima mamada para coloca-las e garantir que seria mais fácil para ele pegar o bico). Nos dias seguintes, ficava a maior parte do dia sem, e só coloca um pouco antes da mamada. Depois de quase 1 mês (até menos), eu já nem usava mais. O próprio bebê formou o bico de forma definitiva, não sendo mais necessário.

2)      Não, comer canjica não produz mais leite. Isso é um mito e tanto. O que realmente produz leite é a quantidade de líquido que você ingere e o quanto o bebê mama. Quanto mais água você tomar, mais leite vai produzir. E quanto mais o bebê sugar o peito, mais o corpo da mãe vai produzir leite para suprir a necessidade do bebê. Existem ainda medicamentos que estimulam a produção, mas isso deve ser recomendado pelo seu médico. Já a canjica não ajuda e pode inclusive atrapalhar, uma vez que tem muito açúcar e ele pode aumentar as cólicas do bebê. Mais uma crendice popular para entrar para sua lista do que não fazer.

3)      Sim, amamentar pode doer bastante. Principalmente se acontecer da forma errada. Mas pode também não doer nada. Isso é bem pessoal também. Da minha experiência, o que posso te adiantar é que, ainda que doa, isso não vai durar para sempre. Senti um pouco de dor no começo, mas assim que nós aprendemos (o bebê e eu) a fazer a mamada direitinho, a dor passou e o momento passou a ser prazeroso. Acabamos ficando craques no assunto em pouco tempo, afinal o bebê mama de 3 em 3 horas no início, ou seja, fazemos isso pelo menos 8 vezes ao dia. Em algum momento, pegamos prática e aí flui naturalmente, e passamos a aproveitar ainda mais esse momento que é tão importante e contribui para o vínculo mamãe e bebê.

4)      Sim, seu leite pode diminuir depois de um tempo de aleitamento. Quando meu filho estava com cerca de 15/20 dias, senti uma queda enorme na minha produção de leite, e fiquei apavorada, achando que não teria mais leite suficiente para ele. Na verdade o que estava acontecendo é que até então eu produzia muito mais do que ele conseguia consumir, então meu organismo (que é muito inteligente!) alinhou a produção com o consumo, o que foi ótimo, pois como sobrava muito leite, vivia encharcada, mesmo usando os absorventes de seio. E recentemente, quando passou a comer papinha, a quantidade diminuiu ainda mais, mas nunca faltou. É claro que existe a possibilidade do leite secar, mas não se precipite achando que qualquer queda já significa isso.

5)      Sim, você pode engravidar se não usar nenhum método contraceptivo no período da amamentação. Existe uma lenda que durante o tempo que está dando mama a mulher não pode engravidar, já que não menstrua. No entanto, não tem como saber quando a mulher ovulará pela primeira vez após o parto, e sendo assim, não há como prever quando ficará fértil. Ou seja, ainda que não tenha menstruado, você pode estar fertilíssima e acabar engravidando.

6)      Sim, você vai formar vínculo com seu filho sim mesmo que ele não consiga mamar no peito. Quando cremos que o vínculo só se forma através da amamentação, reduzimos o papel da mãe apenas a um peito cheio. É como se desconsiderássemos todo o relacionamento que a mãe foi estabelecendo com o seu filhinho desde o momento que soube que estava grávida. Não é a partir do momento que ele nasce que começamos a amá-lo. Quanto mais real ele fica ao longo da gravidez, mais amamos, e quando nasce, temos a sensação que não tem como amar mais, mas aí chega o dia seguinte, e amamos ainda mais. Aprendemos o que é amor incondicional sentindo-o. Então não fique com caraminholas na sua cabeça. Se não rolou a amamentação para você, fique em paz, você não é a única e nem a primeira, e isso não fará de você menos mãe do que as outras. Amamentação é uma parte do trabalho, mas nunca a carreira toda. Há tanto para viver com seu filho que poderá gerar sentimentos de pertencer, de se sentir amado, valorizado e seguro, e te transformar na “mãe do ano”, que não podemos ser simplistas e achar que só a amamentação vai determinar o quanto serão apegados um ao outro. O ser humano é complexo, e são muitas as coisas que precisa para ser formado emocionalmente. Amamentação é só uma pequena parte disso. 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Enxoval - como saber o que comprar?


   Esse assunto com certeza ainda vai render muitos posts, já que a lista de coisas que temos para preparar para a chegada do bebê é bem extensa. Mas quero me arriscar a começar  a falar sobre isso, dando algumas dicas que funcionaram bem para mim, e podem te ajudar também.
   Uma das grandes dificuldades que encontrei, sendo mãe de primeira, foi saber o que comprar. Hoje, olhando para trás, percebi que montar o enxoval e as coisas para o bebê funciona mais menos como preparar um casamento – o porte da preparação, dos detalhes e de tudo o que vai ser comprado depende muito do gosto e do bolso de quem está montando. A oferta de artigos para bebês é enorme. Se você tem dinheiro para investir nisso, tenha certeza que gastará muito, pois tudo o que olhamos nos parece de extrema necessidade.
   No entanto, a realidade é que, sendo muito objetiva, o que você PRECISA com certeza são poucas coisas, e você pode inclusive achar por valores bem acessíveis, se pesquisar bem. Assim que o bebê nascer, o que você vai precisar será roupas e artigos de higiene (fraldas, álcool, algodão, cotonetes, sabonete – preferencialmente líquido e um que seja cabeça aos pés para facilitar a vida dos papais – pomada contra assaduras, etc), um berço, o bebê conforto para transportá-lo quando necessário e uma banheira. Todo o resto são itens que trarão mais conforto aos pais e ao bebê, e o grau de necessidade vai variar de acordo com a realidade e estilo de vida do casal, por isso é tão difícil fazer uma lista que seja realmente precisa, já que algumas coisas que foram muito úteis a uma mamãe, a outra podem ter ficado encalhadas no fundo do armário, e é nisso que você precisa pensar ao decidir o que deve ou não comprar.
   Muitas coisas não precisam ser compradas com antecedência, já que seu uso não será imediato. Por exemplo, mamadeiras. Você não tem como saber se seu bebê pegará ou não o peito, e se precisará mesmo de mamadeiras logo. O Leandro ainda mama no peito, comecei a usar mamadeira com ele muito recentemente, e só uso para dar um suquinho, uma vez ao dia e olhe lá. Se tivesse comprado um jogo de mamadeiras, seria algo que usaria quase nada. Por outro lado, se durante a gravidez tiver oportunidade de comprar mamadeiras boas por um bom preço, pode ser que valha a pena. O que estou sugerindo é que você avalie bem antes de sair comprando, para evitar gastos desnecessários.
    Além disso, procure se organizar bem. Faça listas do que acha que poderia precisar (você pode usar listas de sites como referência – tem várias delas pela internet), e procure ouvir várias pessoas sobre cada item, tentando prever (na medida do possível) o que é relevante para você e o que não é. Aquilo que você não conhece, procure entender o uso e avaliar o grau de necessidade que imagina que terá. Então, chegue a uma lista final.
   Nessa lista final, o que fiz que me ajudou muito foi organizar a ordem que compraria cada coisa, e coloquei data para isso – meu filho estava previsto para o fim de outubro, então fiz um cronograma do que deveria acontecer em cada mês até seu nascimento. Sei que parece um pouco “exagerado”, mas não é. Temos que levar em consideração que no fim da gravidez já não temos disposição para correr atrás de muitas coisas, se pudermos ir fazendo com antecedência, melhor. Sem contar que tendo tudo no papel, corremos menos risco de esquecer algo importante.
   Faça também pesquisas, principalmente com outras mamães, das marcas e tipos de artigo que compraram. Não se impressione apenas com preço, tanto com o barato quanto com o caro. Existem produtos extremamente caros que são elefantes brancos, não atendem sua necessidade e não necessariamente tem qualidade superior. Peça sugestões e busque informações.
   Existem muitas coisas que você pode decidir se deve ou não comprar depois que o bebê nascer, na medida em que a necessidade aparecer.
   Se vai começar agora, comece pensando no quarto do bebê, onde ficará o berço, se deixará ficará no seu quarto ou se ele terá um quarto para ele. Se houver reforma para ser feita, procure fazê-la o mais cedo possível. Toda reforma dá pelo menos um pouco de dor de cabeça, e é ainda pior quando se está pressionado pelo tempo. Quanto mais tempo tiver, maior condição terá de lidar com os imprevistos que possam surgir no caminho.
  Depois, parta para os móveis – o que vai comprar? Não deixe para ve-los na última hora, pois existem lojas que demoram muito para fazer a entrega, e não queremos um motivo a mais para aumentar a ansiedade e o estresse do momento.
  Então veja roupas, carrinho, bebê conforto, banheira, e todos os demais itens que irá comprar, afinal, precisa ter onde guarda-los.
   No meu caso, quis que tudo estivesse pronto com antecedência, por causa do “vai que” (vai que ele resolve vir antes, vai que não dá tempo, vai que acontece alguma emergência, vai que esqueço alguma coisa... rs são muitos “vai ques”).  Então, um bom tempo antes estava com tudo comprado, todas as roupinhas lavadas, passadas e guardadas (coloquei dentro de saquinhos para não pegar pó, já que não sabia quanto tempo ainda iria esperar. Foi bom porque lavei todas, e separei por tamanho, então, ao passo que ele foi crescendo, fui tirando as roupinhas dos saquinhos), os móveis montados e limpos (só não arrumei o berço com as roupas de cama para não pegar pó antes da hora), e a casa toda preparada para a chegada do meu bebê. Foi ótimo, quando finalmente ele chegou, tudo estava esperando por ele, e não vivemos o desespero da última hora.
  Se você está preparando as coisinhas do seu baby, procure dividir tarefas para ter bastante descanso, sabendo que no final tudo dá certo! Não se estresse! Delegue! Por mais que queiramos preparar muitas das coisas pessoalmente, pelo carinho de cuidar de cada detalhe, não tente abraçar o mundo. Peça ajuda e deixe-se ser ajudada. Afinal, o melhor de tudo isso está dentro de você, então precisa cuidar bem de você mesma para consequentemente cuidar bem dele.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Tempo... como passa rápido!


   Tenho uma amiga muito querida que está grávida  de 17 semanas, e hoje me perguntou sobre como saber quando é o bebê que está mexendo.
   Então fui puxar na memória o que sentia quando Leandro ainda se formava na minha barriga. Foi um momento muito gostoso de recordar. Lembro-me da imensa expectativa do primeiro momento que o sentiria se mexendo dentro de mim. Toda sensação diferente era conferida á ele, é claro, e a emoção vinha junto. As primeiras tremidinhas que só eu podia sentir eram incríveis. Meu filho (era estranho usar esse termo: MEU FILHO!) estava fazendo suas primeiras manifestações públicas, e só eu podia “ouvi-lo”. Que coisa maluca pensar que tem uma pessoa muito viva dentro de nós! Como é possível que ela cresça, se desenvolva e aprenda as primeiras habilidades necessárias a sua sobrevivência para quando vier aqui para fora, naturalmente, sem que ninguém tenha que fazer nada para ajuda-la? Gerar um filho é, para mim, um grande milagre, e é um privilégio sem tamanho poder ser a protagonista disso.  Apesar de que acho que na gravidez nem sempre somos as protagonistas, pois a ator principal é o próprio Deus, que revela Sua glória através de nós! Mas como ele nos permite viver com intensidade o momento, acabamos virando o centro das atenções, junto com o nosso pitiquinho! Rs
   Os nove meses que gestamos um bebê parecem longos, especialmente nas últimas semanas. No meu caso, meu filho nasceu de 40 semanas e 3 dias. Minha ansiedade já estava do tamanho do céu, não via a hora de abraça-lo, de pega-lo no colo e poder nina-lo. Mas hoje, um ano depois, tenho a sensação de que tudo aconteceu rápido demais, assim como ele está crescendo rápido demais. Lembro-me que quando ele tinha 15 dias, já sentia saudades do bebezinho que peguei no colo pela primeira vez, e que parou de chorar no imediato momento que a enfermeira o colocou no meu colo, reconhecendo o local de acalento.  Sinto tantas saudades desse momento precioso, que não vejo a hora de vive-lo novamente, mesmo sabendo que não será a mesma coisa porque a nossa história com cada filho é única. O que vivi com o Leandro vivi, e não volta mais. O que viver com meus outros filhos (sim, no plural, minha experiência com o Leandro foi tão boa que quero a casa cheia!) será singular da mesma maneira porque diz respeito a minha história com cada um deles. E essa é a beleza da história, e a tristeza também, porque os momentos passam e não voltam, e justamente por essa razão que precisamos viver intensamente cada momento da vida dos nossos filhos.
   Como mãe, me sinto tão honrada por viver com meu filho as primeiras tentativas, os primeiros erros e os primeiros acertos da sua vida. É realmente uma honra poder estar com ele enquanto erra e acerta, enquanto percebe o mundo e suas habilidades, enquanto descobre gostos e desgostos, enquanto se alegra e se frustra... enquanto vive. Que delicia poder presenciar e muitas vezes participar com ele da descoberta do mundo. Como não ser grata por isso? Como não ser transformada por isso?
   Se você está na fase da gravidez, quero te dar um conselho: APROVEITE! Curta muito, porque passa muito rápido e não volta mais. Num piscar de olhos (sei que agora não parece nem perto de um piscar de olhos! Rs) todo o seu mundo vai mudar (para melhor, acredite!) e você sentirá saudades de momentos lindos que viveu na gravidez. Tire muitas fotos, escreva sobre o que está sentindo, faça chá-de-bebê, leve a família toda para ver os ultrassons e guarde-os com muito carinho, se deixe ser paparicada, faça manha, durma até cansar de dormir, coma (com moderação!) coisas que sente desejo, passe o dia com a mão na barriga, aprenda a brincar com ele no ventre, cante para ele... enfim, VIVA O MOMENTO!
   E para você que já tem filho, não importa a idade que ele tem agora, separe um tempo (não as sobras de tempo!) para estar com ele. Se ele for pequeno, se permita voltar à sua infância e brincar com ele daquilo que ele quiser brincar. Se for maior, veja o que rola no mundo dele, e vá fazer algo que ele goste de fazer como pretexto para gastar tempo de muita qualidade com ele. Não deixe de viver o momento com ele. Viva o hoje com quem realmente importa viver. Gaste o melhor do seu tempo com quem realmente importa gastar. Passa voando, e é péssimo chegar lá frente e ver que gostaria de ter mais histórias para contar, e ficar saudoso com aquilo que não foi vivido. Invista tempo nas preciosidades de hoje, nossos filhos. Isso melhora o nosso coração e constrói o deles!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

E as crendices, o que fazer com elas?


   
Aproveitando o assunto de ontem sobre palpites, me lembrei de muitas coisas que ouvi que fazem parte do senso comum (ou crendice popular), que as pessoas dizem, mas que se formos olhar a fundo, não faz o menor sentido.
   Na minha opinião essas crendices, ou ensinos de vó (vó que gosta dessas coisas, né? Rs) nasceram pelo simples fato de não haver outra explicação para determinadas coisas. É bem verdade que muitas vezes, cuidando dos nossos filhos, nós deduzimos o que está acontecendo, e em várias delas não temos como checar se o que deduzimos realmente estava certo, então fica sendo o que achamos e pronto. Uma dificuldade que sempre tenho aqui em casa é saber se o meu bebê está com frio ou calor. O meu marido é calorento, e eu friorenta, então nunca conseguimos chegar a um consenso se está frio ou quente para o Leandro. Então, deduzimos, rs. Em outras situações, ele reclama, e nós o pegamos, e ele para, e logo depois percebemos que está com a fralda suja, por exemplo, e sempre fica a dúvida, ele chorou porque queria colo ou foi por causa da fralda, e o colo só amenizou o problema? Não dá para saber com certeza.
   Acredito que com as crendices também acontecem mais ou menos assim. Por exemplo, um bebê estava soluçando, e por acaso, uma linhazinha da roupa da mãe (que vestia vermelho! Rs) foi parar na testa da criança, e olha só, ele parou de soluçar. Pronto, eis aí a nova teoria! Quando aparecer um novo soluço, basta colocar uma lãzinha vermelha na testa do bebê que o soluço logo passa. O que acaba acontecendo é que até que se ache a bendita da lãzinha, e a posicione no lugar certo, o soluço passa. E aí fica a dúvida, será mesmo que passou por causa da lã, ou porque ia passar de qualquer forma?
   Ouvi tantas, e tanto das mesmas, em especial de que soluço significa bebê molhado ou com frio. Molhado é bem relativo, uma vez que usando fralda, de certa maneira está sempre úmido. Por meses respondi todas as vezes que ele soluçava e alguém questionava se não estava molhado que não era por isso, os soluços ocorriam desde a gestação, e eram motivados pelo fato de seu diafragma ainda não estar maduro o suficiente, mas com o tempo isso deixaria de ocorrer. Respondi tanto isso que chegou uma hora que cansei. Quando me perguntavam se ele estava molhado, eu só checava e pronto, rs! Era menos trabalhoso, rs.
Acontece que existem crendices que não são tão inofensivas assim, e podem acabar prejudicando o bebê. Uma delas é a de que, para baixar a febre, deve-se colocar um algodãozinho com álcool debaixo do braço dele. Além de não dar certo, o bebê sentirá uma sensação horrorosa de frio, desnecessariamente, e ainda poderá molhar a roupinha e piorar muito o quadro de febre mais tarde.
   Outra é a de que se o bebê estiver com as mãos e os pés frios, seguramente está com frio. Isso nem sempre procede, uma vez que mãos e pés são extremidades, e é natural que sejam mais frios do que o restante do corpo. Se quiser checar, sinta perto do peitinho, do pescoço, se esses não estiverem bem quentinhos, aí sim, pode ser que o bebê esteja mesmo com frio. Por outro lado, se ele não estiver com frio, e você agasalha-lo ainda mais, poderá acabar ficando molhado de suor, e aí sim extremamente incomodado.
   Sem dúvidas nossas avós e mães têm muito a nos ensinar, e é ótimo tê-las por perto quando o nosso baby chega e nos sentimos tão despreparados, mas não deixe que essa seja a sua única fonte de informações. Ficou em dúvida, vá atrás para ter certeza. Busque informações com outras mães, com o pediatra do bebê e em bons livros e artigos. Toda vez que o Leandro tem consulta de rotina, a pediatra dele já sabe que vou aparecer com a minha listinha de perguntas. Eu até deixo um caderninho fácil aqui em casa só para isso. Toda vez que surge alguma coisa que não tenho certeza do que fazer, corro e anoto, e se tiver urgência, não espero a próxima consulta, vou atrás de informação em outras fontes – google ajuda muito, mas cheque em vários lugares diferentes para garantir que a informação é precisa.
   Particularmente gosto muito também de alguns sites voltados especificamente para bebês e crianças. O que mais utilizo é o BabyCenter.com. Além dele, gosto muito do guiadobebe.com e do bebe.com.br.
   Concluindo, com filhos é melhor sempre garantir do que remediar, porque remediar é tão mais doloroso e sofrido, não é mesmo?

terça-feira, 14 de maio de 2013

Algumas verdades sobre educação de filhos.


   
Sábado fui à feira com meu marido, e estava com o Leandro no colo, quando tropecei numa madeira no chão e dei uma bambeada, mas não cheguei nem perto de cair. Então ouvi uma frase que me trouxe más recordações – o feirante, vendo a cena, gritou “Cuidado moça, você está com o bebê”. A minha vontade foi gritar de volta perguntando “Ah, estou? Não tinha percebido, obrigado por me avisar, se não fosse você, eu nem perceberia que estou com meu filho de 8 kg no colo”, mas a boa educação e o pensamento ainda lento não me permitiram a resposta à altura. 
   Isso me fez lembrar de muitos momentos que passei a-maior-raiva-do-mundo quando ouvia frases desse tipo, e me faziam parecer uma mãe relapsa! Ei, eu sou uma boa mãe, ok! Rs.
   Essa história deu margem ao tema de hoje, quero falar um pouco sobre o quanto é difícil ser mãe, especialmente de primeira viagem, e ouvir tantos comentários desnecessários a respeito da forma como crio, educo e zelo pelo meu bebê.
   O que eu acho mais engraçado é que as pessoas fazem comentários sem pensar que o que elas estão dizendo é óbvio, e faz com que a mãe da criança pareça uma total imbecil. Eu considero isso um golpe ainda mais baixo quando se trata de uma novata, que está mais perdida que cego em tiroteio, se questionando todos os dias se o que está fazendo realmente está certo e é o melhor para o seu filhinho, e o comentário vem de alguém mais velho, em forma de ensino. Uma dessas benditas frases que mais me marcou foi uma tia que me disse que eu precisava cortar as unhas do meu bebê para que ele não se arranhasse. Jura? Achei que elas caiam sozinhas, sem necessidade de cortador de unhas e lixas! Rs (Meu marido pensou em responder que não, que ia deixar as unhas do menino como as Zé do Caixão!)
   E quando as frases vêm nos momentos de desespero, que o bebê está chorando compulsivamente, e você já ticou toda a listinha de possíveis motivos e não encontrou nada, então ouve: “ele está chorando. O que ele tem?”, como se você ainda não tivesse percebido que o seu filho está chorando a mais de 10 minutos sem parar ou que quisesse que ele chorasse, afinal se você soubesse o motivo, já teria atendido nos primeiros 30 segundos, e não estaria descabelando até agora sem saber o que fazer!
   Mas eu me sinto até mal de falar isso porque já sentei nessa cadeira. Tenho que confessar que muito antes de engravidar, especialmente no tempo que estava cursando psicologia, me parecia que educar filhos ocorria mais ou menos como uma conta matemática – se você utilizar os elementos corretos, no final o resultado é sempre o mesmo. Assim como 2+2=4, se você proteger demasiadamente o seu filho + der tudo o que ele quiser = filho irresponsável; ou se for rígido na medida certa + der boas oportunidades = filho educado. Simples assim! Ah, como eu era ingênua!
   A verdade é que criar filho é uma tarefa árdua (deliciosa, mas árdua) e não é nada óbvia ou simples. Muito pelo contrário, é bem complexo. É tão complexo quanto cada ser humano é complexo. Nós não somos seres lineares, passíveis de controle absoluto. Os nossos padrões não são como os de uma máquina que se repetem infinitamente sem variação. O que é ótimo em um dia, no outro não tem mais graça nenhuma. Um sabor que adoramos, pode facilmente passar a ser enjoativo sem aviso prévio ou motivo. Somos seres dinâmicos, que se transformam a todo tempo, recebendo também a todo tempo influências que provocam outras mudanças, que mudam nossa forma de ver o mundo e a vida, e consequentemente nossas atitudes e comportamentos.  Ou seja, todos os dias temos novidades em nós mesmos, e é assim com nossos bebês.  Todos os dias eles captam mais informações novas que transformam sua visão e consequente forma de atuar no seu pequeno mundinho, e por isso não podemos esperar que todos os dias tenham as mesmas reações e tenham um padrão imutável de comportamento. Isso não existe, e é por isso que não recebemos um manual ao sair da maternidade. Podemos até receber algumas instruções bem básicas e objetivas de cuidados diários, mas é só. O resto é com você. É você que terá que descobrir a cada dia o que é melhor para o seu bebê. E é bom que seja assim mesmo, porque você precisa ser capaz de olhar seu filho nos olhos e buscar desvendá-lo, para não achar que ele é uma extensão de você mesma, tendo os mesmo sentimentos que você tem e pensando exatamente como você pensa.
   Seu filho é único, e se quer ter alguma ideia do que é melhor para ele, a primeira coisa que você precisa fazer é buscar conhecê-lo, para então decidir. Só quando percebemos o que de fato ele nos quer dizer, é que somos capazes de tomar decisões mais acertadas sobre como reagir a ele. E isso dá um trabalhão... e nem sempre acertamos... mas eu acredito que esse caminho é o mais eficaz. E assim caminhamos pedindo a Deus, que conhece todas as coisas, que nos dê a visão correta sobre os nossos filhos, que nos ajude a estar muito sensíveis a eles e contribuir para que cresçam da melhor forma que podemos oferecer. Você já pediu a Deus pelo seu filho hoje?

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Chá de bebê – Como estruturar



 Se você vai fazer um Chá de bebê (ou de fralda) para seu bebezinho que está por vir, ou para o bebê de uma amiga, te recomendo pensar seriamente sobre o formato e conteúdo, para que a lembrança do mesmo não seja uma lembrança com cara de “não quero nem me lembrar desse dia infeliz!” ou “maldita hora que inventei esse trem”.
   Como já comentei em outro post sobre o assunto, Chá de bebê sempre esteve no topo da minha lista de eventos sociais mais detestáveis, justamente por conta de uma série de atividades de pleno mau gosto e falta de bom senso.
   Quero deixar aqui então o formato que adotei no meu chá e estou usando para os chás das minhas amigas (uso até nos de cozinha, fazendo, é claro, algumas adaptações).
   Então vamos por partes. Existe uma série de atividades legais que você pode colocar no chá. Cuide para que não fique extenso demais, então não faça TUDO que eu sugeri. Escolha aquilo que mais te agrada, e que vai caber, de acordo com o perfil da futura mamãe e das convidadas.
   Então vamos lá:

1ª parte – Quebra-gelo

   É uma boa forma de começar. Ter uma atividade que envolva todas as participantes é uma forma de chamar todas à participação, de fazer com que todas se conheçam e tenham a chance de falar um pouquinho sobre si e sobre a amiga grávida.  Você pode fazer isso de várias maneiras diferentes. Algumas possibilidades são:
  •          Barbante – Ao receber as convidadas, você deve dar a cada uma delas um pedaço de barbante de tamanho variado. Na hora do quebra-gelo, cada uma deve se apresentar e enquanto enrola o barbante no dedo, deve falar sobre a amiga grávida (o que quiser: onde conheceu, coisas que admira, uma história interessante, etc.). Ela terá o tempo de enrolar o barbante para isso, e deve parar quando o barbante acabar.
  •        Eu era um bebê - Cada participante deve se apresentar, falar de onde conhece a grávida e completar a frase: Eu era um bebê...
  •        Apresentação simples – Cada uma pode simplesmente se apresentar e contar um pouco de onde conhece a grávida.


2ª parte – Brincadeiras

   Para quem gosta de brincadeiras no chá de bebê, vai aqui algumas sugestões. A primeira é, evite que as brincadeiras sejam feitas com a mamãe. Deixe para as amigas dela, e escolha brincadeiras que realmente sejam divertidas para todos.  Evite também brincadeiras que tenham o objetivo de humilhar alguém, ou que os convidados se sintam lesados ou expostos de alguma forma (evite, por exemplo, brincadeiras que todos ganham um objeto que representa o bebê do participante, e ele tem que se responsabilizar por ele durante todo o tempo; fraldas sujas imitando o cocozinho do neném; pagar prenda quando a grávida acerta o presente que a participante deu – essa é a pior delas, na minha opinião!). Escolha brincadeiras “doces”, que façam com que todos se divirtam e ao mesmo tempo se sintam valorizados. Tenha bom senso e delicadeza, afinal as brincadeiras fazem parte de um todo para comemorar agradavelmente a chegada de um pitiquinho lindo!
   Ah, outra coisa, leve em consideração quem serão as convidadas – se a maioria das pessoas tiver um perfil mais sério e maduro, cuidado com as brincadeiras! Dê preferência por brincadeiras menos “infantis” ou mesmo escolha as convidadas mais jovens para brincar e divertir a todas.
   Algumas sugestões:
  •       Faça uma competição entre as participantes, dividindo-as em 2 grupos. Nessa competição você pode colocar as brincadeiras abaixo, e aquelas que você achar que não exigem muito da futura mamãe, pode convidá-la a participar. Nas que exigem, peça que seja a jurada ou a juíza.
  •        Brincadeira com balões - encha muitos balões pequenos (se forem grandes, encher parcialmente). A competição é quem consegue colocar mais balões sob a roupa.
  •        Gincana de mamadeira - Crie uma imitação de mamadeira do tamanho de garrafa pet de 2 litros. Monte um trajeto com obstáculos (bexigas, cadeiras, e o que mais quiser colocar). As competidoras devem carregar a mamadeira sem tocá-la com as mãos por parte do trajeto, e depois entregar a mamadeira a á outra da mesma equipe, também sem usar as mãos (por exemplo com o queixo, entre os joelhos, etc).
  •        Qual é a música – Escolher várias músicas infantis. Toca-las até certo ponto. As duas equipes devem cantar a continuação da música.
  •        Pilhas de fraldas. – Se o chá for um chá de fraldas, pegue as fraldas trazidas pelas convidadas e peça que as duas equipes empilhem o maior número de pacotes sem deixar tombar. Ganha quem tiver a pilha mais alta.
  •       Passeio alfabético – A futura mamãe começa “Eu vou passear com meu bebê e não posso esquecer...”, então diz um item que comece com a letra A (ex. água quente, assento infantil, etc), e a seguinte falará algo com a letra B, e assim por diante. O participante sai do jogo quando demora mais de 20 segundos para responder ou repete algo que já foi dito.
  •      Foto do bebê - Pegar fotos impressas em papel do rosto dos pais e recortar partes (uma tira com os olhos, outra com o nariz, outra com o queixo, e assim por diante). As duas equipes devem montar como será o rosto do bebezinho. Você pode também deixar, ao lado das imagens um espaço para completar com características dos pais, e cada participante, além da característica física, pode escrever outra característica de um dos pais (inteligente, sensível, observador, extrovertido, etc). A mamãe pode escolher o bebê que mais gostou.
  •         Trocando a fralda – um competidor de cada equipe deve trocar a fralda de uma boneca com os olhos vendados.
  •          Na Bolsa do Nenê – escolher muitos objetos, e pedir que os participantes escolham quais objetos colocar na bolsa do neném.
  •      Berço desmontável – escolher duas participantes, uma de cada equipe para montar um bercinho desmontável. Ganha quem fizer em menor tempo.
  •          Multitarefas – Fazer alguma tarefa (lavar louça, bater um bolo, passar roupa – com o ferro desligado de preferencia) carregando um saco de arroz de 5 kg.
  •          Quiz – Montar um Quiz com perguntas sobre a mamãe, e algumas sobre o futuro bebê, e fazer uma competição entre as duas equipes.
  •          Quem sabe mais – Montar perguntas sobre gravidez (o que acontece em cada semana, quando o bebê desenvolve cada órgão, quando aprende habilidades, etc) e/ou sobre o desenvolvimento infantil. Ganha o grupo que acertar mais questões.
  •          O que tem na sopa do neném – Escolher algumas papinhas prontas e os grupos devem experimentar e descobrir o que tem na papinha.


3ª parte – Dinâmicas coletivas



   Eu gosto muito de dinâmicas que envolvam todas as participantes, e que o foco é ser um momento sensível para o grupo e para a gravidinha. Uma das coisas que considero mais importantes no chá é que a mamãe se sinta apoiada e amada, então essas dinâmicas são o ponto alto para isso. Algumas sugestões para você:
  •    Teia – Pegue um rolo de barbante ou lã. Segure a ponta e diga: “Eu desejo e oro para que o/a (nome do bebê) ______. Depois, ainda segurando a sua ponta, desenrole um pouco de barbante e jogue-o para outra convidada, que deve fazer a mesma coisa. No fim, teremos uma teia e muitos bons desejos e orações pelo bebezinho.
  •        Plaquinha – Faça uma plaquinha escrita “Não vejo a hora de...” e pendure na futura mamãe. Cada participante deve pegar um post it e escrever o que não vê a hora de ver/ouvir/fazer com o bebezinho que vai chegar. Devem ir colando na barriga da mamãe.
  •        Caixinha de bênçãos – Fazer uma caixinha bem bonitinha, escrita – Caixinha de bênçãos do/a (nome do bebê) – e fazer papeizinhos para virarem bilhetes para a mamãe (você pode simplesmente cortar folhas de papel sulfite ou fazer algo mais elaborado, combinando com a caixinha – depende do seu tempo, disposição e habilidade). Cada participante deve escrever previamente uma bênção que deseja para o bebê. Na hora da dinâmica, a caixinha vai passando e cada convidada deve falar o que escreveu e depositar a bênção na caixinha.


4ª Parte – Contar a história do casal e do bebê/ Homenagens

  Essa é outra parte que gosto muito. Nem todos os convidados tiveram a oportunidade de conhecer de perto a história do casal até a chegada do bebê, então é bem legal conta-la, de forma divertida e interessante, e pode inclusive se tornar uma bela homenagem aos papais. Existem muitas formas legais de fazer isso, vai muito da sua criatividade e também do quanto tempo e recursos possui, mas vai algumas ideias:
  •         Vídeo – faça um vídeo com fotos do casal, contando a história desde o namoro até a gravidez. Esse vídeo pode inclusive contar com depoimentos do papai (se o Chá for só para a mãe) e de pessoas próximas, que tenham um significado importante (os avós, os tios, amigos queridos, pessoas que estão longe e não conseguirão vir para a comemoração, etc.). É legal ter textos explicativos, e principalmente bem humorados, para divertir a todos, em especial à mamãe.
  •         Teatro – Monte um roteiro contando toda a história do casal. Você pode combinar previamente com algumas pessoas para te ajudar, ou mesmo escolhê-las na hora, e pedir para irem fazendo a cena na medida em que você narra. Tenha certeza de escolher pessoas extrovertidas e que tenham facilidade de interpretar, para que seja realmente engraçado e gostoso para todos.
  •         Fotos de famosos – Você pode contar através de um vídeo de fotos, usando fotos de famosos, com o rosto dos noivos – isso exige um pouco mais de habilidade, então se for fazer, tenha certeza de que dará conta. Pode ficar bem divertido, se usar fotos inesperadas.
  •      Música – Se você tem habilidades musicais ou conhece alguém que as tenha, pode pedir que faça uma música sobre o casal, e cante-a no dia. Pode até mesmo ser uma paródia de alguma música legal ou importante para o casal.


5ª Parte – Um palestra

   Essa é interessante especialmente quando o chá conta com a presença de muita gente, ficando inviável fazer brincadeiras e algumas dinâmicas coletivas. Você pode convidar alguém para dar uma palavra sobre gravidez, sobre as mudanças que estão por vir ou algo que seja interessante a todas. É imprescindível convidar alguém que palestre bem, que seja dinâmica, e se possível, divertida, mas com profundidade. Não pode ser um momento banal, mas também não deve ter um tom de aula. Ela deve conseguir prender a atenção de todas as presentes, para não ser maçante.

6ª Parte – Comes e bebes!

   E por fim, é claro, como toda boa festinha e todo bom encontro, a mesa farta! Nos chás normalmente fazemos coisas gostosinhas para comer e alguns chás. Mas o cardápio vai muito do gosto e do bolso da gravidinha. Cupcakes ficam lindos, assim como docinhos e popcakes. No entanto, se quiser gastar menos, faça um cardápio mais simples, como pão de metro, bolos gostosos, tortas salgadas ou pães caseiros. Lembre-se de fazer coisas que você possa comer também, levando em consideração as restrições do fim da gravidez, afinal de contas, a última coisa que queremos é terminar a festinha no P.S. (que horror!!! Rs).