sexta-feira, 26 de julho de 2013

E essa tal ansiedade?

   Uma das minhas maiores lutas em toda a vida sempre foi a bendita da ansiedade. Eu sou o tipo de pessoa que detesta esperar, seja qual for o motivo. Na verdade, na maior parte das situações eu não espero, eu arrumo outras coisas para fazer no período que deveria estar sentada esperando, pois ficar esperando me causa uma angústia doida. Tenho a sensação que meu peito vai explodir, perco até o fôlego! Rs
   
   Durante gravidez consegui controlar até bem a ansiedade, mas no finalzinho ela ficou bem forte, ainda mais porque na minha cabeça o Leandro iria nascer lá pela 37ª, no máximo 38ª semana. Acho que Deus queria me pôr à prova porque o bichinho só veio na 40ª semana! 40 semanas e 3 longos dias, rs.  Essa minha expectativa atrapalhou completamente a minha capacidade de lidar com o fator tempo. Eu previ uma data e procurei me controlar até aquela data, mas nem passou pela minha cabeça que essa data estaria errada, e que precisaria esperar mais tempo! Louca total porque a minha GO nunca sequer sugeriu que meu filho iria vir antes da hora. Acho que no fundo eu estava ansiosa que criei uma estratégia para conseguir esperar sem surtar, e a minha estratégia era achar que seria mais cedo do que todo mundo estava esperando! Rs Maluquice de tudo! Rs Então a minha primeira dica para quem está esperando é essa – não crie expectativas irreais – quanto mais realista você for, menos sofrerá, e melhor preparada para o que vier você estará. Ainda que você tenha em mente uma série de coisas que gostaria que acontecessem (como a data de nascimento, o tipo de parto, a hora, a forma como as coisas acontecerão e etc) não crie expectativas demais. Lembre-se que a parte mais importante é a vinda do bebê – a forma é segundo plano.  

   Nas últimas semanas antes do nascimento senti algo que li mais tarde que é bem comum. Senti uma vontade (e uma urgência) enorme em deixar a casa completamente limpa e pronta para o meu filhinho. Li que muitas mulheres tem essa mesma reação nas últimas semanas. Por um lado, com a chegada do bebê sabemos que ficaremos por meses completamente ocupadas com ele e por isso não teremos condições (e nem vontade, rs) de nos preocuparmos com aquelas faxinas que fazemos ocasionalmente (limpar o guarda roupa, por exemplo), então é melhor fazermos antes do bebê nascer afinal, só Deus sabe quando teremos chance de fazer de novo. E por outro lado receberemos um convidado muito ilustre e queremos que ele encontre a casa em ordem, não queremos de jeito nenhum que o pozinho que desencanamos de limpar na pressa do dia-a-dia o faça espirrar! Estamos preparando o ninho para a chegada do novo (e muito amado!) morador. Essa faxina me ajudou muito a lidar com a ansiedade porque sentia que estava no processo de preparar tudo para ele, e queria termina-la antes que ele nascesse. Essa é outra dica que quero te dar – Prepare o ninho – isso ajuda a “esquecer”, na medida do possível, que está esperando, esperando, esperando. É claro que você não vai me inventar de subir escadas, ficar abaixando, pegando peso, e todo o resto que você já está careca de saber que não pode fazer! Por favor, não vá se colocar em nenhum risco!

   Eu entrei na licença maternidade muito tempo antes da hora, justamente pela loucura da minha cabeça de achar que o Leandro viria antes do previsto. Fiquei um mês inteiro em casa antes do parto. Isso foi bom porque eu já estava bem cansada, mas foi muito ruim porque tinha muito muito tempo ocioso, o que só fez aumentar a minha expectativa e ansiedade. Todos os dias acordava pensando: “será que vai ser hoje? Será que estou com dilatação? Isso foi uma contração?” – Se estivesse esperado mais para sair de licença, teria sido muito mais fácil. Se você não está trabalhando, vale a pena procurar o que fazer! Rs essa é minha outra dica – Mantenha-se ocupada. Chame os amigos para um bate papo gostoso, faça passeios (próximos e seguros!), vá visitar pessoas que não vê há algum tempo, DURMA MUITO (você vai precisar dessas reservas de energia logo logo), veja bons filmes, leia bons livros, busque informações interessantes na internet, se ainda não fez/encomendou as lembrancinhas da maternidade, faça isso, enfim, ocupe seu tempo de forma prazerosa e saudável. Tenha certeza que esses momentos trarão doces lembranças quando seu tempo estiver escasso!

   Eu já comentei aqui antes a minha percepção de que as pessoas adoram contar uma boa tragédia para uma mulher grávida, sensível e chorosa. Então, Evite pessoas pessimistas e dramáticas. Elas não só não ajudam como atrapalham. Nós já temos as nossas caraminholas, não precisamos que esse povo coloque mais em nossa cabeça! E no final das contas, existe uma probabilidade muito maior de tudo dar certo do que de tudo dar errado, e se ainda assim você for exceção, você só saberá na hora, então porque sofrer por antecipação? Basta a cada dia o seu próprio mal! É quase  certeza que sofrerá à toa!
   
   Por conta de toda a minha neura, deixei a bolsa do meu pequeno arrumada desde sei lá quando, assim como a minha. Estava tão ansiosa que arrumei cedo demais e não é que me faltou um monte de coisas? Levei roupa de menos para ele, e para mim! O que adiantou toda a minha ansiedade e antecipação? NADA! Rs É o velho ditado: O apressado come cru! Comi mal cozido e tive que contar com o help da minha mãe na última hora! Então fica a dica – Faça tudo com calma e no tempo que precisa ser feito. Já que não tem pressa, porque fazer tudo correndo? Não precisa fazer muito antes, mas também não deixe para a última hora e revise quantas vezes achar necessário, só para garantir.

   Por fim, Curta muito a sua barrigona, porque logo menos ela irá sumir, e você sentirá falta dela. Pode parecer esquisito, mas como passamos 9 meses colocando a mão na barriga, conversando com ela, sendo acariciada nela, vira hábito. Lembro-me de várias vezes colocar a mão na barriga e lembrar que não tinha nada lá, e aí olhar para os lados para ver se alguém viu, afinal, que mico, né? Rs Além disso aproveita para ser muito dengada agora porque a hora que o bebê nascer a maior parte dessa enorme atenção que você está recebendo vai para ele. Algumas mães até chegam a sentir um ciumezinho. No meu caso não senti não (confesso que senti falta do dengo, mas só dele), acho que é porque ficava muito satisfeita de ver o amor que as pessoas tinham pelo Leandro e a forma carinhosa com que o tratavam.

   Well, espero que as minhas diquinhas te ajudem a passar com mais tranquilidade pela espera, longa, mas deliciosa do seu pitico. E se nada ajudar, quero te deixar um versículo que sempre me vem à mente quando estou ansiosa –


Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus. Filipenses 4:6-7



segunda-feira, 8 de julho de 2013

Por que não podemos usar sal (ou muito sal) na papinha do bebê?

   O Leandro começou a comer comida com sal no mesmo dia que completou 6 meses. Na consulta anterior a pediatra me orientou a usar bem pouco sal na preparação, mas foram tantas as informações que recebi naquele dia que esqueci de perguntar o motivo. Segui a risca e pronto.
   Recentemente conheci uma criança, quase da mesma idade que o meu filho, que comia arroz e feijão temperados normalmente, como se tempera para um adulto. Achei estranho, e fiquei pensando se não estava sendo neurótica demais. Resolvi então fazer uma pesquisa sobre assunto, e encontrei muitas informações interessantes e achei relevante também para você, mãe zelosa, preocupada e interessada como eu também (palmas para nós, rs – quanta modéstia!).
   Para começo de conversa, precisamos entender que sal é vilão para crianças e adultos.
   O principal motivo para isso é a presença do sódio no sal. O sódio em excesso se torna um terrível vilão, principal causador de uma das doenças mais conhecidas e perigosas da nossa época: a Hipertensão arterial (você sabia que as doenças do coração são as que mais matam no mundo todo? E sabia que a hipertensão é um dos principais contribuintes para isso? Vale a pena ficar esperto!).
   Mas o sódio não é só vilão, ele é o considerado o segundo elemento mais importante para nosso bem estar. Está relacionado ao equilíbrio da água no organismo, ao volume de plasma sanguíneo e auxilia na condução de impulsos nervosos e no controle da contração muscular. Todos esses benefícios são sentidos quando ele é ingerido na quantidade correta. O problema é que todos os alimentos, em maior ou menos grau, já contém sódio, então quando ingerimos muito mais dele em alimentos como o sal, não temos exatamente como mensurar quanto estamos colocando no nosso organismo, e aí é que mora o perigo.
   Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), um adulto deve usar no máximo de 2g (dois envelopezinhos de restaurante) de sal por dia. Para você ter uma ideia , aqui no Brasil usamos cerca de 4,5g ao dia, ou seja, mais que o dobro do recomendado. Esse salzinho a mais contribuiu para que em 10 anos (de 2000 a 2010) a quantidade de hipertensos no Brasil quase dobrasse, colocando as doenças isquêmicas do coração no topo do ranking nacional de doenças que mais matam.
   E o que seu bebezinho tem a ver com isso? TUDO! Em primeiro lugar, a quantidade recomendada para os piticos é menor do que para os adultos – é até 1g ao dia, ou seja, quando você oferece ao seu filhinho a sua comida com 4,5g de sal, está fazendo com que ele coma 4,5x a quantidade que poderia! Isso é absurdamente alto. O problema maior é que nem ele e nem você irão sentir os efeitos disso tão cedo. Eles virão na vida adulta. E a hipertensão uma vez instalada, não vai mais embora, precisa ser controlada para o resto da vida!
   Em segundo lugar, quem ensina o gosto dos alimentos ao bebê são seus pais. Se você der sal em excesso para seu filho desde cedo, ele se acostumará com o gosto salgado e sentirá falta quando a comida estiver mais sem sal. Além disso, como o leite (LM ou LA) tem gosto adocicado, quando introduzimos os outros alimentos, os bebês, em sua maioria, dão preferência ao gosto doce e não ao salgado, ou seja, vão preferir tanto as frutinhas quanto as papinhas mais docinhas. Nós é que preferimos a comida muito bem temperada com bastante sal e sódio e acabamos ensinando que é mais gostoso assim.
   A verdade é que a papinha nem precisaria de sal, poderia ser dada sem sal algum. A quantidade de sódio que a criança precisa já encontra no leite e nos alimentos. Damos o sal para que se acostume com o gosto e não rejeite os alimentos mais tarde (o que é importante!) e por isso não precisa ser em excesso.
   Em terceiro, existem alimentos que já tem a quantidade estourada de sal e devem ser evitados, tal como salgadinhos (será que é por esse motivo o nome? rs), salsicha e outros embutidos, sucos de caixinha, refrigerantes, comida pronta, caldos industrializados e os enlatados (alguns enlatados nem são salgados mas contém uma quantidade enorme de sódio, tal como os legumes em conserva). Lembrando que EVITAR é diferente de NUNCA oferecer. Muito de vez em quando não vai matar ninguém. Só não dá para ser toda semana.
   Em quarto lugar e não menos importante, é que em algum momento seu pitico irá começar a comer a comida que toda a família come (se já não começou), então porque não aproveitar e reduzir o sal da família também? Quando falamos de algum mal que pode chegar aos nossos filhos viramos verdadeiras leoas defendendo a cria dos possíveis predadores, mas esquecemos que um dos piores males que pode acontecer na vida deles é perder um dos pais. Por isso, além de cuidar muito bem da alimentação do seu filhote, cuide da sua também! Você é peça fundamental na vida dele. O sal pode faltar, você não! 

terça-feira, 2 de julho de 2013

O Grande dilema – voltar a trabalhar ou não?


   Desde que me casei, meu marido e eu decidimos que quando tivéssemos filhos eu não trabalharia mais a fim de cuidar pessoalmente da educação deles. A princípio estávamos muito certos dessa ideia, e honestamente achei que me sentiria confortável em ficar em casa ao invés de sair para trabalhar. No entanto, porém, contudo, quando estava com cerca de 3 anos de casada, estava muito cansada por conta de uma série de problemas pessoais (minha sogra e o tio do meu marido tiveram câncer ao mesmo tempo, quase no mesmo lugar, e fizeram todo o tratamento juntos. Meu marido é filho único, então nos dividíamos para atender aos dois nas sessões de quimio, radio e as tantas consultas), então tirei um período “sabático”, ou seja fiquei 6 meses em casa.
   No começo, tudo ótimo, uma delícia poder assistir sessão da tarde todos os dias, não ter horário para acordar e nem para dormir. Mas depois de um tempo essa falta de rotina foi me deixando muito mal, até mesmo deprimida. Acabava usando mal o tempo que tinha, e me sentia preguiçosa para tudo que era necessário fazer. Cheguei à conclusão inevitável: Ainda que admirasse mulheres que gostam de cuidar da casa, do marido e dos filhos, e fazer mais 547 coisas em casa, não era para mim.
   Engravidei 2 anos mais tarde, e a dúvida voltou a pairar. O que faremos? Será que sou capaz de ficar feliz em casa, só cuidando do meu filho e do meu marido, ou será que é mais prudente para todos nós que trabalhe fora para não enlouquecer, rs? Será que me sentiria satisfeita em simplesmente ser mãe e esposa, e não me sentiria frustrada em não ter corrido atrás de uma carreira? Será que sentirei que tenho um lugar no mundo se ficar casa, sem um “trabalho oficial”? Ou será que ficarei em paz de deixar meus filhos a maior parte do tempo com outras pessoas que não eu? Será que não serei tomada pela culpa se o mínimo der errado? Será que conseguirei conciliar família e trabalho?
   Muitos serás para uma cabeça só. Acho que a maior parte das mães se fazem todas essas perguntas quando grávidas ou quando a muito-bem-vinda licença maternidade está para acabar. Well, well, well, após analisarmos com muita cautela, avaliamos muitas questões e é essa discussão que quero propor.
   Então vamos lá. A primeira questão que levantamos é se continuar trabalhando compensaria financeiramente. Quando colocamos na ponta do lápis todos os gastos que teríamos para ficarmos razoavelmente tranquilos que nosso bebê estaria bem assistido e tudo estaria em ordem, além das questões da casa, chegamos a conclusão que o valor que ganharia mal cobriria todas essas despesas. Ou seja, estaria trocando seis por meia dúzia. Mesmo que sobrasse um pouco, essa sobra teria que compensar muito, o que não era o caso.
   Outra despesa que precisei levar em consideração (além de escola ou babá, alimentação fora, alguém para cuidar da casa – especialmente das roupas já que o pouco tempo que resta não iria querer gastar com isso e sim com o Leandro) é a emocional. Qual o tamanho do meu desgaste emocional de imaginar quanta falta estaria fazendo ao meu bebê? Como me sentiria se perdesse suas primeiras palavras, seus primeiros passos, seus primeiros tudo? Eu seria capaz de dar conta do recado sem que a culpa batesse à minha porta á todo instante? Conclui que essa conta era bem alta, e não tinha certeza que conseguiria pagá-la.
   Além das “despesas”, passei a pensar sobre com quem deixaria o bebê. Colocaria numa escolinha, contrataria uma babá ou deixaria com um parente? Deixar com um parente é a medida mais barata, e poderia até compensar na minha primeira conta. No entanto eu tenho certa resistência com isso. Penso nos dois lados da moeda. Por um lado, o parente fica “preso” com um compromisso de extrema responsabilidade, e no meu caso sei que meus parentes que poderiam ser acionados (as vovós) já tem outros compromissos pessoais então sei que seria custoso para elas abrir mão de outras coisas para me atender todos os dias, por no mínimor 8 horas por dia. Por outro lado eu sempre quis criar meus filhos do meu jeito, e deixando-os com outra pessoa não teria como garantir que isso aconteceria, muito pelo contrário, é bem provável que vez ou outra ocorresse alguma coisa oposta ao que eu faria e isso poderia gerar um desgaste familiar bem grande. Não quis correr o risco. Preferi deixar as vovós só com o papel de vovós mesmo, ao seja, dar uma leve estragadinha na criança (as vezes nem tão leve assim, rs).
   Bom, com os parentes riscados das possibilidades, sobrariam uma babá ou escola. Seria muito bom ter alguém de confiança para ajudar e o bebê poder ficar na casa dele, com as coisinhas dele para brincar, com horários mais flexíveis, respeitando o seu ritmo, mas babá virou artigo de luxo, tanto quanto emprega doméstica. Tentei encontrar uma boa faxineira desde que casei e das inúmeras que passaram por aqui confiei somente em 2, que infelizmente me deixaram. Se para contratar alguém para fazer faxina já é um parto, imagina então como seria contratar alguém para cuidar do meu bem mais precioso? Cairia de novo na questão de que meu filho sofreria mais influência de outra pessoa (e consequentemente outro tipo de educação) do que de mim.
   Hum, as opções estão se esgotando. Só sobrou escola. Para trabalhar fora teria que deixa-lo o dia todo na escola, ou seja, pelo menos as 8 horas que eu estivesse no trabalho. Eu fico com dó, você não? Pensava na cena de deixa-lo na porta da escola dentro do bebê conforto, com todo aquele tamanhinho, e já cortava meu coração. E nos dias de frio ou quando estivesse mais carentezinho? Jesus amado, quem aguenta? Acho que choraria todos os dias até desidratar. Considero verdadeiras guerreiras as mulheres que precisam passar por isso e conseguem. Vocês tem a minha admiração, respeito e compaixão, porque imagino que não deve ser nada fácil viver esse momento quase todos os dias. Que Deus abençoe o esforço e dedicação de vocês!
   Vendo tudo isso, talvez uma possibilidade seria fazer meio a meio – deixar na escola meio período e deixar com alguém o restante do tempo. Acho que muitas mães optam por essa e entendo o motivo, acho que de todas talvez seja a mais funcional, já que não é tempo demais em nenhum dos momentos.
   Por fim pensei algo que considero muito relevante: É necessário que eu passe por isso? Acho que tem muitas situações sofridas que não temos opção, temos que passar por elas, mas existem algumas que há meios de nos esquivarmos, fazendo alguns ajustes. No meu caso chegamos à conclusão que não, que não era necessário passar por isso. Poderíamos ajustar as nossas finanças a uma realidade mais justa, mas menos sofrida. Abrindo mão de algumas coisas, era possível que nos mantivéssemos pelo menos até o primeiro ano do Leandro. Então parecia um bom plano.
   Sobrou um ponto muito importante que também rondava minha mente: Será que não me sentirei diminuída de alguma forma por não trabalhar fora? Será que me sentirei improdutiva ou ociosa?
   Hoje o Leandro completa 8 meses, e posso dizer com toda a convicção do mundo que trabalho muito mais em casa do que quando trabalhava fora. Tempo ocioso é um luxo que desfruto muito pouco (as vezes até gostaria, confesso!), e me sinto muito produtiva! O meu trabalho tem reflexo direto no desenvolvimento do meu filho, que tem sido perfeito! Corujisses à parte, o Lelê vai muito bem, obrigada! Ele é lindo, esperto, inteligente, simpático, sorridente, carinhoso... uma delícia completa eu diria! Não tenho como saber se seria todas essas coisas se não estivesse com ele, mas sei com toda a certeza que eu não desfrutaria com tanta intensidade tudo que desfruto hoje. Se é melhor ou não para os bebês não temos como prever (muitos acham que sim, alguns acham que não), mas como mãe posso dizer que é muito melhor para mim ver meu pitico crescendo e ganhando habilidades em primeira mão do que qualquer outro resultado que poderia ter em qualquer atividade profissional que tivesse. Em qualquer empresa eu sou absolutamente substituível (as vezes para a empresa a substituição pode até representar um grande avanço!) mas dentro da minha casa, na vida do meu filho e marido eu sou insubstituível, então quanto mais de mim, melhor! Rs
   Acredito que futuramente queira voltar ao mercado de trabalho porque gosto de trabalhar fora e acho que com filhos maiores faz bem para todo mundo, especialmente quando vão se tornando mais independentes da mamãe. Essa pausa que estou dando não significa um “trabalhar é para os fracos”, significa “estou trabalhando em outros projetos no momento”, pois estou trabalhando intensamente em algo está alimentando muito a minha alma e tem repercussões permanentes e eternas: minha família.
  Para mim essa solução atendeu-me muito bem, e o que quero com toda essa análise não é de forma alguma constranger ou criticar as mães que optam por trabalhar fora. O que quero é, como disse na abertura do blog, gerar discussões e dúvidas para que façamos escolhas pensadas e conscientes, ou seja, quero pensar e te fazer pensar no que é melhor hoje. Suas conclusões podem ser diferentes das minhas, mas se te fiz parar para pensar sobre tudo isso, atingi meu objetivo.