quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Açúcar, por que não?

   
Há algum tempo fiz uma postagem sobre os motivos para usar pouco sal na comida do neném. Mas e o açúcar? Será que é um mocinho disfarçado de vilão, ou só um vilãozão mesmo? Vamos descobrir juntos?
   Fazendo uma pesquisa descobri coisas bem interessantes.
   A primeira é algo todos nós sabemos - açúcar pode trazer danos aos dentinhos (Eles provocam as famosas cáries e inflamações nas gengivas).
  Outro que achei muito importante é que existe uma pesquisa que comprovou que o excesso de açúcar pode deixar nossos piticos irritados e dispersos. Isso acontece porque ele aumenta a quantidade de adrenalina no sangue, além da insulina. O efeito é agravado em situações que a ingestão de açúcar se dá quando a criança está com o estômago vazio.  Aqui em casa já comprovei isso. Dei açúcar para o Leandro duas ou três vezes, e em pouca quantidade – em sucos azedos – e em todas as vezes ele não só teve mais dificuldade para dormir como na madrugada acordou prontinho para brincar, para o desespero da mamãe sonolenta! Isso aconteceu duas vezes, e nas duas eu jurei pra mim mesma que meu filho nunca mais veria açúcar na vida! Rs
   Voltando ao nosso doce assunto, descobri que o açúcar refinado é considerado uma caloria vazia, ou seja, ela só engorda e não tem função nenhuma no organismo, diferente de outros tipos de açúcar como a lactose, que encontramos no leite, a sacarose e a frutose, encontradas nas frutas. Esses tipos de açúcar são importantíssimos porque geram energia para o organismo funcionar. Não há como viver sem esse tipo de açúcar! Já o refinado seria até bom se nem nós o consumíssemos, mas sendo bem realista, quem consegue viver totalmente sem ele a vida toda?
   Quando o bebê está na fase de experimentar novos sabores, o açúcar é o único deles que ele não precisa experimentar uma vez que o leite que ele mama (LM ou LA) já é doce, então ele já conhece e aprecia muito esse sabor! Aprecia tanto que dá preferência pelos alimentos sólidos mais adocicados, como as frutinhas e a papinhas feitas com abóbora e beterraba, por exemplo. Uma vez que prefere o doce, se damos açúcar, incentivamos esse gosto por ele, o que pode gerar muitos problemas futuramente. O bebê pode, por exemplo, rejeitar os alimentos salgados e dar sempre preferência pelo doce, e com isso ficar muito mal alimentado, podendo ter ao mesmo tempo obesidade e anemia, em casos extremos.
   É claro que estamos falando de uso excessivo de açúcar, e problemas a longo prazo, mas a médio prazo o açúcar pode trazer um problema grande também. É comum que entre 1 e 2 anos o apetite dos piticos diminua pela metade. Eles passam a ser seletivos, rejeitando completamente alguns alimentos. De todos que comem com tranquilidade, escolhem alguns poucos. Se oferecermos açúcar, é bem provável que a maior parte dos alimentos que a criança aceita seja alimentos adoçados, ou seja, antes, numa dieta que comia de tudo a quantidade de açúcar que consumia não era representativa, mas agora deixando de comer muitas coisas, a quantidade que passa a consumir é gigantesca! Essa é uma baita armadilha, não é? Incialmente o açúcar não tirava o balanço da dieta dele, mas mais tarde pode virar o principal fator para acabar com todo o equilíbrio alimentar!
   Se estamos ensinando sabores ao bebê, ao colocar o açúcar mascaramos o sabor real do alimento (por exemplo, banana é uma coisa, banana com açúcar é outra beeeeem diferente). Ele, que não é bobo, é claro que vai sempre pedir o mais docinho e deixar o menos doce de lado, afinal ele já APRENDEU que pode ficar muito mais gostoso com açúcar.  E a palavra APRENDEU está em letras garrafais porque ele foi ensinado a gostar mais desse jeito, e adivinha quem foi a professora dele? Rs

  Longe de mim querer gerar culpa na mamãe (afinal, já temos muita!) mas quero alertar porque acredito que muitas mães, como eu, ficam super tentadas a dar um docinho para os bebês pequeninhos, especialmente aquele bolo de chocolate cheio de cobertura para vê-lo se lambuzar a vontade! E as vezes a pressão das pessoas ao redor só aumentar o nosso sentimento de que estamos sendo rígidas demais (e até maldosas para algumas más línguas!), afinal que diferença faz comer um pouquinho de açúcar? Toda a diferença! Nós é que somos responsáveis pela educação alimentar dos nossos filhos, e não é muito melhor para eles aprenderem do jeito certo do que terem que fazer reeducação alimentar depois de crescidos? Se você já fez dieta na sua vida sabe exatamente do que eu estou falando! Dizem que se conseguirmos segurar sem dar açúcar á eles até os dois aninhos depois eles não sentirão mais falta, e consequentemente terão uma probabilidade muito menor de desenvolver doenças relacionadas ao açúcar, tal como diabetes e obesidade. Você não acha que vale a pena restringir por um pouco de tempo para colher enormes benefícios por toda a vida? 

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