Faz muito tempo que não escrevo, por uma série de motivos, entre eles a
incerteza sobre o que escrever. Estou num momento com o Leandro de muitas
dúvidas e questionamentos, e poucas certezas, então tenho preferido não
escrever a escrever sobre coisas que parecem mais ou menos certas no momento, e
podem mudar completamente num futuro breve. Por uma questão de coerência (e
também falta de tempo), tenho me abstido de publicar os conceitos novos que
estou formando para que mais tarde não acabe postando conceitos contraditórios.
Estou “me formando” primeiro para então dizer o que penso, mas espero voltar em
breve!
No entanto hoje é um dia tão especial que precisava escrever! Hoje meu
pitico deu seus primeiros passinhos. Foi tão gostoso e tão interessante viver
esse momento com ele. Ele fez 1 aninho há duas semanas e meia atrás, e
honestamente sempre achei que andaria muito antes do primeiro aniversário, mas
filhos são surpreendentes, eles fazem as coisas no tempo que tem que fazer e
não no tempo que achamos que eles farão (isso é uma lição e tanto para uma mãe
ansiosa! Kkk). Nas últimas semanas senti sentimentos contraditórios em relação
a isso. Por um lado, queria muito que ele andasse logo e se desenvolvesse
porque esse marco de desenvolvimento o leva a uma independência muito maior! Por
outro, justamente essa independência toda me assustou. A sensação que tive é
que a partir do momento que ele andasse, ele deixaria de ser o bebê da mamãe, e
passaria a ser o menininho da mamãe. Bobeira, né? Mas foi o que senti, que
perderia o bebezinho nele para dar lugar a um menininho (muito lindo, por
sinal) dentro dele. Eu cheguei a sonhar com isso (meu inconsciente gritando
algumas coisas que o consciente não queria enxergar?), que estava segurando o
desenvolvimento dele porque algo seria perdido com isso. E o mais interessante
é que a hora que “liberei-o” dentro de mim, em pouco tempo deu seus passinhos.
Acredito que até pelo fato de que pude passar mais confiança à ele, para que
ele se sentisse seguro. De fato, os primeiros passos são dados quando a
dinâmica confiança e autoconfiança acontece bem. A confiança que transmitimos
que é bom isso que está por vir, que ele pode confiar que iremos segurá-lo se
tiver risco de cair, que ele pode confiar em si mesmo porque já é capaz de fazer
isso sozinho. É linda demais essa dinâmica, e quando ele finalmente consegue, e
expressa alegria nisso, como foi com o Leandro, vemos o quanto ele sente que
confiamos nele, que o amamos e que pode confiar em nós em situações de desafios
porque não o colocaremos em situações que não sejam boas para ele. Não é muito
lindo isso? Tem como não ficar emocionada com isso?
Hoje ele andou. Há muitos passos para andar, por caminhos que nem sempre
poderei guia-lo ou estar a sua frente para garantir que ficará seguro em todo o
percurso. Os que puder, e for saudável para nós dois, quero estar, mas aqueles
que são só dele quero aprender a confiar que ficará bem e respeitar que o
caminho dele é só dele, e que como mãezinha dele posso (e devo!) orar para que
todos os seus passos sejam guiados pelo melhor guia que ele poderá ter na vida,
que nunca o colocará em “frias” e mesmo quando ele se colocar nelas (sim,
porque ele vai, como todo mundo), Ele é poderoso para sustenta-lo e garantir
que saia de lá com as lições certas aprendidas, mas acima de tudo, que Ele é lugar
seguro para sempre voltar.
“Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer
não se desviará dele”.
Provérbios 22:6

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