quarta-feira, 15 de maio de 2013

E as crendices, o que fazer com elas?


   
Aproveitando o assunto de ontem sobre palpites, me lembrei de muitas coisas que ouvi que fazem parte do senso comum (ou crendice popular), que as pessoas dizem, mas que se formos olhar a fundo, não faz o menor sentido.
   Na minha opinião essas crendices, ou ensinos de vó (vó que gosta dessas coisas, né? Rs) nasceram pelo simples fato de não haver outra explicação para determinadas coisas. É bem verdade que muitas vezes, cuidando dos nossos filhos, nós deduzimos o que está acontecendo, e em várias delas não temos como checar se o que deduzimos realmente estava certo, então fica sendo o que achamos e pronto. Uma dificuldade que sempre tenho aqui em casa é saber se o meu bebê está com frio ou calor. O meu marido é calorento, e eu friorenta, então nunca conseguimos chegar a um consenso se está frio ou quente para o Leandro. Então, deduzimos, rs. Em outras situações, ele reclama, e nós o pegamos, e ele para, e logo depois percebemos que está com a fralda suja, por exemplo, e sempre fica a dúvida, ele chorou porque queria colo ou foi por causa da fralda, e o colo só amenizou o problema? Não dá para saber com certeza.
   Acredito que com as crendices também acontecem mais ou menos assim. Por exemplo, um bebê estava soluçando, e por acaso, uma linhazinha da roupa da mãe (que vestia vermelho! Rs) foi parar na testa da criança, e olha só, ele parou de soluçar. Pronto, eis aí a nova teoria! Quando aparecer um novo soluço, basta colocar uma lãzinha vermelha na testa do bebê que o soluço logo passa. O que acaba acontecendo é que até que se ache a bendita da lãzinha, e a posicione no lugar certo, o soluço passa. E aí fica a dúvida, será mesmo que passou por causa da lã, ou porque ia passar de qualquer forma?
   Ouvi tantas, e tanto das mesmas, em especial de que soluço significa bebê molhado ou com frio. Molhado é bem relativo, uma vez que usando fralda, de certa maneira está sempre úmido. Por meses respondi todas as vezes que ele soluçava e alguém questionava se não estava molhado que não era por isso, os soluços ocorriam desde a gestação, e eram motivados pelo fato de seu diafragma ainda não estar maduro o suficiente, mas com o tempo isso deixaria de ocorrer. Respondi tanto isso que chegou uma hora que cansei. Quando me perguntavam se ele estava molhado, eu só checava e pronto, rs! Era menos trabalhoso, rs.
Acontece que existem crendices que não são tão inofensivas assim, e podem acabar prejudicando o bebê. Uma delas é a de que, para baixar a febre, deve-se colocar um algodãozinho com álcool debaixo do braço dele. Além de não dar certo, o bebê sentirá uma sensação horrorosa de frio, desnecessariamente, e ainda poderá molhar a roupinha e piorar muito o quadro de febre mais tarde.
   Outra é a de que se o bebê estiver com as mãos e os pés frios, seguramente está com frio. Isso nem sempre procede, uma vez que mãos e pés são extremidades, e é natural que sejam mais frios do que o restante do corpo. Se quiser checar, sinta perto do peitinho, do pescoço, se esses não estiverem bem quentinhos, aí sim, pode ser que o bebê esteja mesmo com frio. Por outro lado, se ele não estiver com frio, e você agasalha-lo ainda mais, poderá acabar ficando molhado de suor, e aí sim extremamente incomodado.
   Sem dúvidas nossas avós e mães têm muito a nos ensinar, e é ótimo tê-las por perto quando o nosso baby chega e nos sentimos tão despreparados, mas não deixe que essa seja a sua única fonte de informações. Ficou em dúvida, vá atrás para ter certeza. Busque informações com outras mães, com o pediatra do bebê e em bons livros e artigos. Toda vez que o Leandro tem consulta de rotina, a pediatra dele já sabe que vou aparecer com a minha listinha de perguntas. Eu até deixo um caderninho fácil aqui em casa só para isso. Toda vez que surge alguma coisa que não tenho certeza do que fazer, corro e anoto, e se tiver urgência, não espero a próxima consulta, vou atrás de informação em outras fontes – google ajuda muito, mas cheque em vários lugares diferentes para garantir que a informação é precisa.
   Particularmente gosto muito também de alguns sites voltados especificamente para bebês e crianças. O que mais utilizo é o BabyCenter.com. Além dele, gosto muito do guiadobebe.com e do bebe.com.br.
   Concluindo, com filhos é melhor sempre garantir do que remediar, porque remediar é tão mais doloroso e sofrido, não é mesmo?

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