Aproveitando o assunto de ontem sobre palpites, me lembrei de muitas coisas que ouvi que fazem parte do senso comum (ou crendice popular), que as pessoas dizem, mas que se formos olhar a fundo, não faz o menor sentido.
Na minha opinião essas crendices,
ou ensinos de vó (vó que gosta dessas coisas, né? Rs) nasceram pelo simples
fato de não haver outra explicação para determinadas coisas. É bem verdade que
muitas vezes, cuidando dos nossos filhos, nós deduzimos o que está acontecendo,
e em várias delas não temos como checar se o que deduzimos realmente estava
certo, então fica sendo o que achamos e pronto. Uma dificuldade que sempre
tenho aqui em casa é saber se o meu bebê está com frio ou calor. O meu marido é
calorento, e eu friorenta, então nunca conseguimos chegar a um consenso se está
frio ou quente para o Leandro. Então, deduzimos, rs. Em outras situações, ele
reclama, e nós o pegamos, e ele para, e logo depois percebemos que está com a
fralda suja, por exemplo, e sempre fica a dúvida, ele chorou porque queria colo
ou foi por causa da fralda, e o colo só amenizou o problema? Não dá para saber
com certeza.
Acredito que com as crendices
também acontecem mais ou menos assim. Por exemplo, um bebê estava soluçando, e
por acaso, uma linhazinha da roupa da mãe (que vestia vermelho! Rs) foi parar
na testa da criança, e olha só, ele parou de soluçar. Pronto, eis aí a nova
teoria! Quando aparecer um novo soluço, basta colocar uma lãzinha vermelha na
testa do bebê que o soluço logo passa. O que acaba acontecendo é que até que se
ache a bendita da lãzinha, e a posicione no lugar certo, o soluço passa. E aí
fica a dúvida, será mesmo que passou por causa da lã, ou porque ia passar de qualquer
forma?
Ouvi tantas, e tanto das mesmas,
em especial de que soluço significa bebê molhado ou com frio. Molhado é bem
relativo, uma vez que usando fralda, de certa maneira está sempre úmido. Por
meses respondi todas as vezes que ele soluçava e alguém questionava se não estava
molhado que não era por isso, os soluços ocorriam desde a gestação, e eram
motivados pelo fato de seu diafragma ainda não estar maduro o suficiente, mas
com o tempo isso deixaria de ocorrer. Respondi tanto isso que chegou uma hora
que cansei. Quando me perguntavam se ele estava molhado, eu só checava e
pronto, rs! Era menos trabalhoso, rs.
Acontece que existem crendices
que não são tão inofensivas assim, e podem acabar prejudicando o bebê. Uma
delas é a de que, para baixar a febre, deve-se colocar um algodãozinho com álcool
debaixo do braço dele. Além de não dar certo, o bebê sentirá uma sensação
horrorosa de frio, desnecessariamente, e ainda poderá molhar a roupinha e
piorar muito o quadro de febre mais tarde.
Outra é a de que se o bebê
estiver com as mãos e os pés frios, seguramente está com frio. Isso nem sempre
procede, uma vez que mãos e pés são extremidades, e é natural que sejam mais
frios do que o restante do corpo. Se quiser checar, sinta perto do peitinho, do
pescoço, se esses não estiverem bem quentinhos, aí sim, pode ser que o bebê
esteja mesmo com frio. Por outro lado, se ele não estiver com frio, e você
agasalha-lo ainda mais, poderá acabar ficando molhado de suor, e aí sim extremamente
incomodado.
Sem dúvidas nossas avós e mães
têm muito a nos ensinar, e é ótimo tê-las por perto quando o nosso baby chega e
nos sentimos tão despreparados, mas não deixe que essa seja a sua única fonte
de informações. Ficou em dúvida, vá atrás para ter certeza. Busque informações
com outras mães, com o pediatra do bebê e em bons livros e artigos. Toda vez
que o Leandro tem consulta de rotina, a pediatra dele já sabe que vou aparecer
com a minha listinha de perguntas. Eu até deixo um caderninho fácil aqui em
casa só para isso. Toda vez que surge alguma coisa que não tenho certeza do que
fazer, corro e anoto, e se tiver urgência, não espero a próxima consulta, vou
atrás de informação em outras fontes – google ajuda muito, mas cheque em vários
lugares diferentes para garantir que a informação é precisa.
Particularmente gosto muito
também de alguns sites voltados especificamente para bebês e crianças. O que mais
utilizo é o BabyCenter.com. Além dele, gosto muito do guiadobebe.com e do
bebe.com.br.
Concluindo, com filhos é melhor
sempre garantir do que remediar, porque remediar é tão mais doloroso e sofrido,
não é mesmo?

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