O momento da amamentação foi um grande
desafio para mim. Fpoi uma das poucas coisas que não li muito a respeito antes
do Leandro nascer por achar que as coisas aconteceriam naturalmente. Cai do cavalo!
Rs Para a minha sorte a maternidade que fui atendida estava muito bem preparada
para me auxiliar nas minha dificuldades, e sou muito grata a eles pois acho que
se não tivesse sido tão bem amparada, mesmo transbordando de leite, não teria
conseguido amamentar. Fica o meu agradecimento ao Hospital e Maternidade São
Luiz Itaim! Muito obrigada!
As dificuldades que encontrei eram básicas.
Eu não sabia como amamentar e meu bebê não sabia mamar. Formávamos uma dupla
imbatível. Só que não, rs. Eu não tinha bico, então tive que utilizar uma
concha de amamentação, e ele teve que aprender a se encaixar no meu bico
esquisito, rs. Uma das coisas mais interessantes que acontecem quando viramos
mães é que todo aquele recato e timidez desaparecem quando percebemos que nosso
bebê precisa de nós. No meu caso,
morriiiiiiia de vergonha de mostrar meu corpo para quem quer que fosse. As
consultas com ginecologista eram cheias de constrangimentos e tensão. No
entanto, na maternidade, quando percebia a dificuldade que o Leandro e eu estávamos
tendo de alimentá-lo, não tinha dúvidas, chamava qualquer enfermeira que
estivesse no andar e pedia que ela encaixasse meu peito na boca dele! Rs Isso
mesmo, ela pegava o meu peito e enfiava na boquinha dele, e era raro dar certo
de primeira, então ficávamos nós três naquela cena desastrosa até que
finalmente sentia o leite saindo. Ufa! Que alivio! Vergonha? NENHUMA! Kkkk o
importante era o Leandro ficar saciado.
Nos primeiros dias amamentava de 3 em 3
horas, as vezes até com mais frequência, então quando acabava uma mamada, já
ficava ansiosa pensando na próxima. Mas isso foi por um período curto. Com
cerca de 15 dias as coisas já estavam muito mais fáceis, nós dois já havíamos
aprendido mais ou menos como funcionava a coisa, a quantidade de leite já
estabilizou para o quanto ele mamava, então passei a desfrutar do momento a
dois. De fato é uma delícia. O Lelê já está com 9 meses, e ainda mama no peito,
bem menos, mas mama, e acho uma delícia as brincadeiras que faz na mamada da
tarde (porque nas outras ele normalmente está com muito sono para brincar). Ele
mama, depois de um tempo para olha para mim, sorri e faz um estalinho com a
língua, volta a mamar, para mais uma vez, faz outra gracinha solta outro
sorriso lindo e volta. Acho delicioso esse momento! Se estou dispersa, ele me
chama, como quem diz “Ei, esse momento é só nosso, presta a atenção só em mim!”.
Gracinha! Rs
Além desse relacionamento gostoso, a
amamentação traz muitos outros benefícios. Descobri que existem muitas e muitas
pesquisas nessa área, e a maior parte delas tem o objetivo de descrever os
benefícios da amamentação. De tudo o que li, tirei algumas coisas que mais me
interessaram, mas se você quiser ler mais, no fim da postagem colocarei as
fontes.
Existem
benefícios relacionados à mãe, ao bebê e à família.
Para a mãe –
esses me chamaram muito a atenção! Alguns são comumente conhecidos, mas outros,
que considerei ainda melhores, são pouco divulgados. Vamos lá:
- Ajuda na perda daqueles quilinhos que sobram depois do parto. No meu caso, senti muitoooo esse benefício. Perdi 23 kg em cerca de 6 meses! 10 foram no parto, mas o restante foi amamentando o meu tourinho! Rs
- Contribui para o útero voltar ao tamanho normal, diminuindo o risco de anemia e hemorragia. Nas primeiras mamadas sentimos uma cólica bem chatinha, seguida por sangramento. Isso acontece porque a amamentação faz o útero contrair, ainda que doa um pouco no começo, é uma coisa excelente um pouco mais tarde
- Reduz o risco de diabetes e doenças cardíacas – as chamadas doenças metabólicas – esse estudo foi publicado pela American Journal of Obstetrics, mesmo em mães que tiveram diabetes gestacional (essa é novidade para mim! Achei fantástico!);
- Reduz o risco de câncer de mama e de ovário (excelentes também!);
- Reduz o risco de Osteoporose, assim como fraturas;
- Diminui o risco de artrite reumatoide;
- Serve como proteção contra infecções (gastroenterites, doenças respiratórias, infecções urinárias e otite);
- Reduz o risco de o bebê desenvolver doenças como diabetes e leucemia (achei fantástica essa informação – novidade para mim também!)
- Diminui a tendência a alergias, tal como asma e dermatite.
- Se, durante o período que estiver amamentando, a mãe produzir outros anticorpos (tomando uma vacina, tendo contato com algum vírus ou bactéria nova, etc.) eles irão para o bebê através do leite, e ele também ficará protegido.
- É o alimento mais completo e que melhor atende às necessidades do seu bebê até os 6 meses! Nos primeiros dias recebe o colostro, mais amareladinho, que tem uma função específica – é a única substância capaz de eliminar todos os resíduos de mecônio (o primeiro cocô do bebê) do trato gastrointestinal do bebê, ajudando o intestino a amadurecer e funcionar de maneira eficiente, além de prevenir o aparecimento de alergias, infecções e diarreia, pelo adequado controle e equilíbrio das bactérias que se desenvolvem no seu intestino. É rico em vitamina A, o que ajuda a prevenir infecções e proteger os olhos. O colostro dura cerca de 15 dias, e aos poucos vai se transformando no leite normal. Nos primeiros minutos da mamada (de 3 a 5), o leite tem maior concentração de água, para matar a sede, e o restante tem uma concentração maior de gordura, que irá alimentar e ajuda-lo a ganhar peso! (Fantástico, né?);
- É o alimento de melhor digestão já que foi “fabricado” para o bebê pelas mãos mais habilidosas que existe – as de Deus! Criança que tomam LA tem mais chance de sentir cólicas já que a base dele é leite de vaca;
- O exercício de sucção traz muitos benefícios para a saúde do bebê – contribui para dentes bonitos, estimula o desenvolvimento da fala e ajuda a ter uma boa respiração, diminuindo o risco de doenças respiratórias;
- Reduz o risco de obesidade! (queria ter mamado mais tempo no peito, quem sabe, né? Rs);
- Previne anemia;
- Amamentar por mais de 6 meses faz bem à saúde mental da infância à adolescência, segundo estudo coordenado pela Universidade do Oeste da Austrália. Segundo os pesquisadores, substâncias presentes no leite (como a leptina) ajudam a combater o estresse. O contato e o vínculo entre mãe e filho promovido pelo aleitamento também têm um efeito positivo no desenvolvimento psicológico da criança. (Uauuuuuu! Mais um benefício para o resto da vida!);
- Quando o ômega 3 está presente no leite materno, o que varia de mulher para mulher de acordo com sua alimentação, ele ajuda no desenvolvimento e crescimento dos prematuros nos primeiros meses de vida (atenção mães de prematuros!);
- Pode ajudar seu filho a ter melhor desempenho nos estudos e aumentar a chance de ele frequentar uma faculdade, segundo uma pesquisa norte-americana. Eles analisaram o desempenho escolar de 126 irmãos de 59 famílias. O resultado sugeriu que aquele que recebeu um mês a mais de leite materno apresentou aumento de 0,019 pontos na média de pontuação no ensino médio e aumento de 0,014 na probabilidade de cursar o ensino superior (Dá para acreditar nisso?);
- O leite humano é rico em ácidos gordos essenciais, imprescindíveis para o crescimento do cérebro e para a retina, contribuindo para vantagens cognitivas e de visão.
- Redução de S. Morte Súbita;
- Menor probabilidade de linfoma, leucemia, doença de Hodgkin;
- Melhor resposta às vacinas;
- Quando doente, traz alivio e conforto, ajuda a hidratar e a recuperar mais depressa;
Geral – coisas
que beneficiam a todos
- Conveniência – as mães que usam mamadeira sabem do trabalho que tem quando precisam dá-la nas madrugadas ou quando saem de casa. Ainda mais aquelas que acostumaram a dar a mamadeira quentinha (sim, porque se você ensinar que o leite tem que ser quentinho, seu filho só vai querer assim! Se ensiná-lo a tomar na temperatura ambiente, ficará muito mais fácil para você). No peito, o leitinho está sempre pronto, na proporção correta e quentinho!
- Custo – não há! È o alimento mais completo que seu bebê poderá receber até os 6 meses, e você não precisará pagar um centavo por isso. O LA ou fórmulas são, em geral, produtos bem caros. No meu caso, meu filho mamava demais, então, se fosse dar LA estaria falida!
- Custo 2 – se as crianças e a mãe ficam menos doentes, gasta-se menos com médicos e remédios!
Fontes - Para saber mais
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