terça-feira, 11 de junho de 2013

O que é que tem na sopa do neném?


   Tenho que confessar que não via a hora do meu filho começar a comer papinha. Durante quase 6 meses, ele ficou exclusivo no peito, o que é uma delícia, mas impõe algumas limitações para a mamãe, já que de 3 em 3 horas tinha que estar juntinho dele para a próxima refeição. De 3 em 3 sendo bem razoável, porque houveram momentos que o meu gulosinho comia de 2 em 2 horas, as vezes com menos intervalo! Foram inúmeras as vezes que sai correndo de algum compromisso com medo que ele estivesse chorando de fome (normalmente não estava, mas sabe como é mãe de primeira, né?). Eu até poderia ter tirado o leite e deixado de reserva numa mamadeira, mas fiquei morrendo de medo que ele largasse o peito antes da hora (ouvi muitas histórias desastrosas sobre isso) então preferi não arriscar.

   Enfim, percebemos que já hora quando passou a acordar de hora em hora na madrugada querendo mamar. O leite não estava mais sustentando, então a pediatra indicou começarmos com outros alimentos.
   A primeira coisa que me instruiu a dar foi uma mamadeira com o suco de uma laranja lima. (Meu filho amou a novidade!!! Logo depois de experimentar, ficou tentando pegar sozinho a mamadeira, num desespero só para mamar! Tenho isso em vídeo – inclusive recomendo – grave! É muito gostoso assistir depois).
   A ideia é ir dando as frutas a cada dois dias, para checar se nenhuma delas provoca alguma reação indesejada. As frutas que a pediatra liberou foram pera, maçã, mamão papaia e banana prata. O modo correto de prepara-las é passando pela peneira. No caso da maçã e na pera facilita se você cozinhar antes, para ficarem mais molinhas. Além disso, não irão oxidar, e você pode inclusive fazer uma quantidade que dê para mais refeições, afinal com a chegada da papinha parece que o tempo que quase não tínhamos evapora de vez.
   Depois de dar as frutinhas duas vezes por dia (pela manhã e à tarde), e tudo correr bem, chega a hora da papinha salgada.
   A orientação que recebi para fazer a papinha foi a seguinte: Para começar, usar uma carne ou frango. Cortar em pedaço pequenos, refoga com alho e cebola (e outros temperos que quiser – lembrando que não pode usar temperos prontos e nem condimentos) e bem pouquinho sal (só para fazer a diferença entre papinha doce e salgada). Coloca água, e deixa na pressão por uns 15 minutos. Então, coloque um cereal (arroz, macarrão, batata ou milho – lembre-se de colocar um só e não exagerar na quantidade pois pode prender o intestino do bebê) um ou dois legumes (qualquer um que você quiser, que for mais acessível para você) e uma verdura. Deixe cozinhar bastante (aqui em casa, deixo por quase uma hora. Quanto mais cozido mais fácil passar pela peneira depois. Algumas carnes ficam tão bem cozidas que até ela passam na peneira), e então peneirar tudo (essa é a parte mais difícil – dá um trabalhão! Mas vale a pena. Não fique tentado a passar pelo processador ou pelo liquidificador – eles mudam a textura. O ideal é passar pela peneira porque com ela ficar pedacinhos, e isso contribui para a futura mastigação. Com o tempo, você irá deixar cada vez mais pedacinhos, amassando só com garfo. Se liquidificar, corre o risco do bebê não aceitar os pedacinhos futuramente, e isso vai ser um problema).
   Outra dica que recebi de uma amiga (e veio orientada pelo pediatra dela) é, na hora de dar a papinha, colocar uma colherzinha de chá de azeite. Isso ajuda o intestino a funcionar melhor – eu fiz e comprovei, realmente funciona!
   Com relação aos horários de refeição, acredito que cada pediatra tenha uma forma de trabalhar, mas a do Leandro me orientou a tentar seguir os seguintes horários:

7:00 – Leite
9:00 – Frutinha + suco
12:00 – Almoço – Papinha salgada
14:00 – Leite
16:00 – Frutinha + suco
18:30 – Jantar – Papinha salgada
20:30 – Leite e dormir

   Percebi que quando consigo seguir essa rotina, meu pitico fica mais tranquilo e a vida funciona muito melhor! Vale a pena tentar.
Bon Apettit

Nenhum comentário:

Postar um comentário