Tenho que confessar que não via a
hora do meu filho começar a comer papinha. Durante quase 6 meses, ele ficou
exclusivo no peito, o que é uma delícia, mas impõe algumas limitações para a
mamãe, já que de 3 em 3 horas tinha que estar juntinho dele para a próxima
refeição. De 3 em 3 sendo bem razoável, porque houveram momentos que o meu
gulosinho comia de 2 em 2 horas, as vezes com menos intervalo! Foram inúmeras as
vezes que sai correndo de algum compromisso com medo que ele estivesse chorando
de fome (normalmente não estava, mas sabe como é mãe de primeira, né?). Eu até
poderia ter tirado o leite e deixado de reserva numa mamadeira, mas fiquei
morrendo de medo que ele largasse o peito antes da hora (ouvi muitas histórias
desastrosas sobre isso) então preferi não arriscar.
Enfim, percebemos que já hora quando passou a acordar de hora em hora na
madrugada querendo mamar. O leite não estava mais sustentando, então a pediatra
indicou começarmos com outros alimentos.
A primeira coisa que me instruiu a dar foi uma mamadeira com o suco de
uma laranja lima. (Meu filho amou a novidade!!! Logo depois de experimentar, ficou
tentando pegar sozinho a mamadeira, num desespero só para mamar! Tenho isso em
vídeo – inclusive recomendo – grave! É muito gostoso assistir depois).
A ideia é ir dando as frutas a cada dois dias, para checar se nenhuma
delas provoca alguma reação indesejada. As frutas que a pediatra liberou foram
pera, maçã, mamão papaia e banana prata. O modo correto de prepara-las é
passando pela peneira. No caso da maçã e na pera facilita se você cozinhar
antes, para ficarem mais molinhas. Além disso, não irão oxidar, e você pode
inclusive fazer uma quantidade que dê para mais refeições, afinal com a chegada
da papinha parece que o tempo que quase não tínhamos evapora de vez.
Depois de dar as frutinhas duas
vezes por dia (pela manhã e à tarde), e tudo correr bem, chega a hora da
papinha salgada.
A orientação que recebi para fazer a papinha foi a seguinte: Para
começar, usar uma carne ou frango. Cortar em pedaço pequenos, refoga com alho e
cebola (e outros temperos que quiser – lembrando que não pode usar temperos
prontos e nem condimentos) e bem pouquinho sal (só para fazer a diferença entre
papinha doce e salgada). Coloca água, e deixa na pressão por uns 15 minutos.
Então, coloque um cereal (arroz, macarrão, batata ou milho – lembre-se de
colocar um só e não exagerar na quantidade pois pode prender o intestino do
bebê) um ou dois legumes (qualquer um que você quiser, que for mais acessível
para você) e uma verdura. Deixe cozinhar bastante (aqui em casa, deixo por
quase uma hora. Quanto mais cozido mais fácil passar pela peneira depois.
Algumas carnes ficam tão bem cozidas que até ela passam na peneira), e então
peneirar tudo (essa é a parte mais difícil – dá um trabalhão! Mas vale a pena. Não
fique tentado a passar pelo processador ou pelo liquidificador – eles mudam a
textura. O ideal é passar pela peneira porque com ela ficar pedacinhos, e isso
contribui para a futura mastigação. Com o tempo, você irá deixar cada vez mais
pedacinhos, amassando só com garfo. Se liquidificar, corre o risco do bebê não
aceitar os pedacinhos futuramente, e isso vai ser um problema).
Outra dica que recebi de uma amiga (e veio orientada pelo pediatra dela)
é, na hora de dar a papinha, colocar uma colherzinha de chá de azeite. Isso
ajuda o intestino a funcionar melhor – eu fiz e comprovei, realmente funciona!
Com relação aos horários de refeição, acredito que cada pediatra tenha
uma forma de trabalhar, mas a do Leandro me orientou a tentar seguir os
seguintes horários:
7:00 – Leite
9:00 – Frutinha + suco
12:00 – Almoço – Papinha salgada
14:00 – Leite
16:00 – Frutinha + suco
18:30 – Jantar – Papinha salgada
20:30 – Leite e dormir
Percebi que quando consigo seguir essa rotina, meu pitico fica mais
tranquilo e a vida funciona muito melhor! Vale a pena tentar.
Bon Apettit

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