Há pouco tempo fiz um post sobre educação que falava sobre o método
Attachment Parenting, que diz respeito a criar filhos com muito vínculo com os
pais. A minha ideia com o post foi gerar dúvidas em mim mesma, e em quem o
lesse, com o objetivo de pensarmos mais a respeito desse assunto tão complexo
chamado Educação de Filhos.
A maior parte dos materiais que temos disponíveis sobre o assunto, além
dos métodos a la Super Nanny que se
tornaram populares visto os resultados rápidos e o uso da mídia como divulgação,
tratam educação como um jogo de estratégia, no quais os pais devem mover as
peças certas para ganharem o jogo. Se não o fizeram, os filhos farão e ganharam
o controle da casa.
Honestamente, não sou adepta de muitas práticas do Attachment Parenting,
assim como dos métodos cognitivistas. No entanto, percebo o valor enorme que
cada um deles possui, cada um em momentos determinados, dentro de suas
condições específicas e com objetivos diferenciados.
Educar filho é a tarefa mais difícil que eu conheço, especialmente
quando se trata do primeiro (espero que no segundo seja mais fácil!). Muitas
dúvidas sobre o que é certo e errado, o que deve ser feito e o que deve ser
evitado. Muitos pontos de vista e pitacos. Muitas possibilidades.
Como psicóloga, essa dúvida me assombra ainda mais, já que tenho
consciência que muitos de nós carregamos questões sérias e mal resolvidas em
nossas vidas, que podem acarretar em escolhas desastrosas, justamente pela
forma como fomos criados por nossos pais.
O que estou percebendo é que todo esse temor acaba gerando em nós algo
que parece nascer junto com os nossos bebês – a culpa da mãe.
Você já reparou que sempre que um bebê chora em público, a primeira
coisa que as pessoas fazem é olhar para a mãe da criança? Não sei qual é a
intenção, mas o que sinto quando isso acontece comigo é que todos estão
questionando “que mãe é você que não consegue controlar o choro do seu filho?
Não percebe que ele está atrapalhando?”
O Leandro ainda mama no peito (bem menos, já que já tem 7 meses), mas
todas vezes que ele chora, o que mais ouço é que ele está com fome ou sentindo
a minha falta. Sendo uma ou a outra, a culpa é minha, afinal ou não alimento
meu filho como deveria ou não sou tão presente como acham que ele precisa. Os
olhares reprovadores são assombrosos, e volta e meia fico com a sensação de que
estou fazendo algo errado, ou aquém do deveria ser feito. Nesses momentos me sinto
dividida – parte de mim quer voar no pescoço de quem está falando, afinal o
filho é meu e eu sei o que estou fazendo, mas a outra parte pergunta: “Sabe
mesmo? E se ela estiver certa?”. Oh, dúvida cruel! Como seria bom se, como num videogame,
pudéssemos arriscar um caminho, e se der errado, dar reset e começar tudo do zero de novo? Isso não nos daria mais
confiança? Se pudéssemos prever o futuro e ver exatamente o que cada uma das
nossas ações gerará em nossas vidas e nas vidas dos nossos filhos, não seria
muito mais fácil decidir?
Em resumo, se por um lado os livros e técnicas não são exatos e nos dão
possibilidades diferentes de visão de educação, por outro, somos questionados a
todo tempo sobre o quanto estamos seguros do que estamos fazendo. Não existe um
método final, comprovadamente eficaz com todas as crianças que faça com que os
demais métodos possam ser aposentados. Cada método tem suas limitações e
contribuições. E nós, pobres pais, ficamos em apuros, pois não temos certeza a
quem devemos ouvir. O que fazer então?
Vendo-me nessa sinuca de bico, percebi que preciso aliviar meu coração,
e tentar liberar perdão a mim mesma por todos os erros que vou cometer com o
meu filho. Isso é bem difícil porque com ele eu não queria errar de jeito
nenhum, mas estou percebendo que viver a mercê da culpa também não fará bem
a nenhum de nós. Da minha parte, tentarei fazer o meu melhor, e orarei a Deus
que Ele preencha as lacunas que ficarem pelo caminho. Tarefa difícil essa de
entregar e confiar. Preciso lembrar-me mais vezes que meu filho é meu por
empréstimo e que antes de nascer em mim, nasceu no coração de Deus. Será que dou conta de perder o controle? Será
que dou conta de entregar, confiar e descansar em Deus? Esperamos que sim!

É querida, realmente nós nos questionaremos para sempre sobre a educação que estamos dando ou deixaremos de dar. Sem dúvida é a missão ais importante e difícil que temos essa de educar... Precisamos nos perdoar todos os dias, não é fácil... sempre nos culparemos, erraremos ou por excesso ou por falta. Mas o fato é que estaremos com certeza tentando dar o nosso melhor e é isso que conta! E se Deus nos confiou nossos filhos é porque nos dará sabedoria, força, paciencia e capacitação se pedirmos a Ele.
ResponderExcluirQue Deus a abençoe e continue lhe dando sabedoria.
Bjinhos
Ane
aprendendocomamalu.blogspot.com