Desenvolvimento infantil é algo impressionante. A partir do momento que
nascem, a cada dia descobrem coisas novas e adquirem novas habilidades, e muitas
vezes nos surpreendem com as novidades. Em muitos casos, é aí que os primeiros
acidentes ocorrem. Não estamos esperando que já sejam capazes de determinada
coisa, e de repente, lá estão eles tirando de letra uma nova habilidade.
Com o Leandro, toda vez que sou surpreendida por algo novo, que não
estava esperando e que ele se antecipou, sou tomada por muitos sentimentos
diferentes. Primeiro, alegria de perceber meu pitiquinho ganhando o mundo. Mas
também um sentimentozinho de perda, como se aquele nenénzinho pequenininho,
quietinho, que mal conseguia me enxergar, logo logo não vai depender em nada de
mim, me mostrando que ainda que eu acredite que tenho algum controle sobre ele,
não tenho nenhum. Ao mesmo tempo que
sinto essa perda, volta uma alegria muito grande em saber que ele é um,
sozinho, que vai ter suas próprias experiências, me deixando super curiosa para
saber quem será o meu Leandrinho daqui a 20, 30, 40 anos. O que será que ele
fará? Quais habilidades e dons meu filhinho vai ter? Pelo que vai se
interessar? Será que vai continuar sendo São Paulino, como o papai incentivou?
Será que vai gostar de bateria tanto quanto gosta hoje? Terá alguma habilidade
musical? Terá as habilidades esportivas do pai, ou vai lutar contra o
sedentarismo tanto quanto a mamãe?
Sei que essas perguntas podemos fazer sobre todos os bebês ao nosso
redor, mas com nossos filhos a coisa funciona um pouco diferente. Não sei se o
que vou dizer é compartilhado pelas outras mães, mas o que sinto quando vejo
meu filho fazendo coisas novas, mostrando gosto por alguma coisa, é como se tudo
fizesse muito mais sentido. É como quando vemos um filme muito bom, e lá pelo
meio, algo do começo, que passou até meio batido, agora vira o detalhe que faz
toda a diferença. Algo que parecia não ter muita importância se transforma em o
fator mais importante (e inteligente!) da trama, abrindo a nossa visão para perceber tantos outros detalhes e significados que não tinham sido vistos com a profundidade necessária, e isso faz com que o filme passe de
um mero filminho de sessão da tarde para o top 10 cinematográfico. É aquele “uau”
que você não consegue conter, e que dá até uma aquecida no coração. São aquelas
fichas importantes que caem de repente, e tudo passa ter um sentido muito maior
e mais profundo.
Imagino que quanto maiores forem as descobertas do meu menino, quanto mais
importantes suas realizações, maior será esse meu sentimento em relação a ele.
E nesse sentido, não vejo a hora de chegar lá na frente, sentada na primeira
fila da plateia da vida do Leandro, e poder aplaudi-lo de pé, com o sorriso
orgulhoso de alguém que entendeu todos os símbolos e significados de uma
história que faz arder o coração.
Filhinho, é lá que eu quero estar.
Te amo,
Mamãe.
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